Eu me levanto de supetão da minha cadeira, e fico de frente para ela séria.
—Quem disse que vou me casar? Ainda mais com ele!— Falo indignada para ela.
—Você vai ter que se casar Ana Letícia, papai ficou furioso por você não ser mais virgem, e nada melhor do que casar com o cara que foi sua primeira transa né? Assim você não vai se preocupar nem com dinheiro, e nem com arrumar um marido... Porque...—Ela me olha de cima a baixo com nojo—Quem iria querer uma prostituta como você não é mesmo?
Meu sangue ferve e minha cabeça fica a mil, rodeada de pensamentos e desejos, como arrancar a cabeça dela do pescoço e a jogar para os cachorros comerem.
Sem nem pensar duas vezes, dou um tapa na cara dela tão forte que o barulho ecoa pelo quarto.
—Se eu estou assim é por sua culpa! Se estou manchada é por sua culpa! E se eu for uma prostituta, você será uma vagabunda que nem ganhar com o seu corpo não ganha! Pois é uma cachorra no cio que dá pra qualquer um que queira de graça!!!
Ela me olha surpresa, colocando sua mão em seu rosto incrédula.
—Você... Me bateu?
Estou ofegante, com a respiração acelerada, sinto meu rosto quente e meus batimentos altos, uma sensação de liberdade, de fazer o que quer sem temer o mais tarde.
—Ainda não dá pra acreditar? Eu bati muito forte que te deixou burra? Ou você simplesmente quer mais um tapa para poder comprovar a realidade?—Falo sorrindo para ela, ela range os dentes e então corre em minha direção me jogando no chão.
—Sua desgraçada! Eu vou te matar!—Fala ela em cima de mim tentando me enforcar.
—Anda! Me mata! Vamos ver se consegue Paola!!
Estamos gritando e puxando o cabelo uma da outra, numa luta brutal para ver quem tem mais ousadia e força, o que nos separa é vários empregados que arrombam a porta que Paola trancou e a tira de cima de mim.
—Me larguem! Eu exijo que me larguem!!!—Ela fala se debatendo, tentando se lagar, e os empregados a olham incrédulos, por ver essa nova versão dela, já que sempre fingiu na frente de todos ser calma e recatada.
—Sim! Mostra quem você realmente é Paola! Anda! Soltem ela! Deixe ela fazer o que quer!!
—Silêncio!!!—A voz do nosso pai é escutada por todos, que paralisam em seus lugares e só viram a cabeça em direção a ele, como filhos danados que acabaram de ser pegos no flagra fazendo travessuras.
—O que raios está acontecendo aqui?!—Meu pai pergunta enquanto bate sua bengala no chão como forma de amedrontar a todos os presentes.
—Papai!—Os empregados soltam Paola, que corre em direção ao papai descabelada e chorando.
—Filha...—Ele olha para ela preocupado, examinando atentamente seu corpo para ver se tem algum machucado—O que aconteceu aqui querida?
—Pai! Ana Letícia... Ana Letícia ficou doida!—Ela fala abraçando ele chorando.
"Há! Pelo amor de Deus! Vai acreditar nisso?!"
Bom, meu pai tanto acredita, como nos leva até seu escritório com fogo em seus olhos para o meu lado.
—Então... O que aconteceu?—Ele pergunta isso, enquanto se senta em sua poltrona de couro, sério e carrancudo.
—Papai! Ana Letícia me atacou em seu quarto! Só porque eu quis levar a ela um vinho para ela se sentir melhor!
—Vinho?—Pergunta.
—Sim, e mais! Dei uma oportunidade a ela de me pedir perdão! Dei a ela a oportunidade de perdoar ela, mas ela se enfureceu e sem motivos me atacou do nada!— Paola fala isso em meio aos choros, e meu pai me olha neutro.
—Por causa de um gesto gentil de sua irmã, você a atacou? Ana Letícia, o que diabos está passando em sua cabeça ultimamente?!—Ele fala isso batendo a bengala no chão forte, e eu abro a boca para falar, mas ele me impede—Além de trair a confiança de sua irmã e de sua família dormindo com aquele sujeito, você me vem com essa?! De atacar sua irmã?!—Sua voz soa desapontada, e eu, com vergonha, apenas abaixo minha cabeça.
—Pai... Eu...!
—Nada de pai! Ana Letícia... Eu te dei tudo... Você vive nesta mansão rodeada de riquezas, roupas, jóias, sapatos, empregados fiéis e uma boa educação, e você me retribui com isso?
"Me deu tudo?! Você me deu tudo?! Que engraçado!".
—Papai... Eu não tenho... Palavras... E nem energias para lhe retrucar... A única coisa que quero é fazer uma pergunta.
O meu pai ia me repreender por falar desse jeito com ele, mas eu o corto e continuo.
—Casamento... Realmente vai me casar com ele...? Papai... Você vai me casar?
Ele não responde, fica neutro e me encarando por longos segundos, e então passa a mão no rosto.
—Já que você ama tanto este cara... Ao ponto de fazer uma... Barbaridade com a sua irmã... Sim, Ana Letícia... Você vai se casar com Pietro Cass.
"Não... Eu não posso... Eu não quero...!"
Me levanto da cadeira calada, e então me ajoelho no chão pegando tanto meu pai como Paola de surpresa.
—Papai... Eu peço...—Respiro fundo, contendo as lágrimas, desde ontem não estou tento um minuto de descanso, um minuto de paz, estou cansada—Eu te paço papai... Por favor, casamento não! Por favor, papai... Por favor...
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Atualizado até capítulo 153
Comments
Cleidilene Silva
vou te dar um conselho valioso, treina bastante até vc ficar forte suficiente, para derrubar esses canalhas sem exceção, entra para uma máfia kk
2024-03-30
2
Elida Carolina
até que enfim Ana Letícia tomou uma atitude,
2023-06-21
3