Depois de sair do buffet, Marina foi para casa e guardou a sacola com as coisas que tinha comprado para o filho no quarto para que ninguém visse, ainda buscava encontrar o melhor momento para contar para a mãe que estava grávida. A tarde estava quente e o quarto de Marina mesmo com as janelas abertas estava bastante abafado p por causa do calor.
_ A minha vida está mudando mais rápido do que eu imaginava. Fala vestindo um short, uma camiseta soltinha, e calçando um chinelo, pegou um óculos escuro para proteger os olhos da claridade e fez um coque frouxo no cabelo. Resolveu ir à praia, não pretendia entrar no mar, mas o seu coração pediu que ela fosse a aquele lugar que era muito importante para ela. Chegou a praia por volta das cinco da tarde, a maioria das pessoas já arrumavam as suas coisas para ir embora. Marina comprou uma água de coco e sentou-se em um banco na orla, acompanhando o movimento das pessoas enquanto escutava o barulho do mar.
“_ A quem eu estou tentando enganar? Não vou encontrá-lo outra vez e mesmo assim vim aqui, fico revivendo aquela noite que sim foi maravilhosa, que está me deixando de presente um filho para que eu nunca mais me esqueça dela. Queria tanto voltar no passado e não ter fugido daquele homem, devia ter conhecido o seu rosto, ter dito o meu nome e perguntando o dele… foi tão bom estar com ele, os toques das suas mãos, o gosto da sua boca ficarão marcados na minha lembrança por muito tempo, se não ficar para sempre...não sei se ele tem intenção de ser pai, mas ele nunca conhecerá o filho que estou esperando”. Pensava Marina sentindo-se triste
Marina viu um homem que fazia corrida na orla se aproximar, e seu coração disparou ao reconhecê-lo.
_ Carlos… Diz falando alto, chamando a atenção dele que parou procurando quem o havia chamado. Marina permaneceu quieta no mesmo lugar para que ele não percebesse que tinha sido ela que havia pronunciado o seu nome. Fingiu olhar para outro lado e o óculos escuro ajudava ela a continuar olhando disfarçadamente para ele. Carlos olhou em todas as direções e seguiu caminhando lentamente, parando um pouco a frente e se sentando outro banco que ficava há alguns metros de distância de onde a marina estava.
" Lana tem razão, ele é muito bonito. Diz sentindo um arrepio percorrer o corpo. Por que comecei a sentir isso por ele… eu não entendo. Já tinha visto ele várias vezes, mas desde o jantar do seu Francisco sinto isso, quando escutei a sua voz, quando senti a sua respiração , as suas mãos me segurando, foi como se ele fosse especial para mim… não, não, não eu não vou gostar de alguém comprometido como ele é." Os pensamentos de Marina naquele momento estavam somente em Carlos, mas ela ainda acreditava que ele estava comprometido.
Carlos escutou claramente o seu nome ser pronunciado, e a impressão de conhecer a voz feminina, fez ele parar de correr. O timbre daquela voz misturado ao som do mar, lembrou a voz da mulher com que ele havia passado a noite de carnaval.
Correr na praia havia se tornado um hábito para ele, que entre uma corrida e outra, procurava por aquela mulher que ele não conseguia esquecer. Era como se conexão que existiu entre os dois naquela, mesmo sem conhecer um a outro, fosse mais forte que a sua razão que pedia para ele parar de procura-la.
“_ Dois meses se passaram… e não tenho nenhum sinal de que possa encontra-la novamente. Porque está sendo tão difícil esquecê-la? Foi apenas uma noite... Eu lembro dos seus olhos, a forma como ela me olhava, as vezes chego a pensar que ela mora em outra cidade e que só esteve aqui naquele dia. Eu devia ter insistido um pouco mais para saber qual o seu nome, eu devia ter acordado antes que ela e a segurado nos meus braços para que ela não partisse sem que nos conhecêssemos. Talvez não ficássemos juntos mesmo nos conhecendo, mas eu teria a certeza disso e não a dúvida que restou. Vagner tem razão, estou perdendo tempo procurando por alguém que nunca mais vou encontrar.” Concluiu se levantando e voltando a correr. Marina continuou a olhar para Carlos até que ele voltou para a sua corrida. Somente depois que ele partiu, foi que seu coração voltar a bater normalmente.
_ Melhor eu voltar para casa. Diz se levantando, começava a escurecer, e Marian sabia que e o transporte público, com certeza, estaria lotado.
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Atualizado até capítulo 57
Comments
Maria Das Dores
Eles tão perto e tão longe um do outro ,
2025-03-01
0
Erlete Rodrigues
acho que ela vai sofrer muito ainda 😢
2025-02-19
0
Lele “Lele” Almeida
Aff autora sei que o livro já está pronto mas poderiam se encontrar rápido
2025-01-16
1