Marina colocou a mão sobre o peito sentindo como o coração estava acelerado sem entender o que estava acontecendo com ela.
_ Menina, menina... chamava Naná, fazendo Marina voltar a realidade.
_ Sim... Diz voltando a sua atenção a senhora que a chamava.
_ Em que eu posso te ajudar?
_ Ah sim, vamos guardar as sobremesas no freezer, elas já vieram prontas do buffet.
_ Bonitas, é panacota?
_ Sim, eu fiz hoje no inicio da tarde, e na hora de servir, vou colocar a calda de frutas vermelhas.
_ Parecem deliciosas, sou suspeita para falar porque amo doces.
_ Quer provar? Eu sempre faço sobremesa, no caso de ter algum convidado surpresa.
_ Eu quero, por isso eu adoro quando vem você ou Lana cozinhar aqui, deixam eu provar tudo, os outros cozinheiros são tudo mão de vaca. Fala fazendo Marina sorrir
“Coitada da vaca”. Pensa Marica colocando calda na panacota para Naná.
_ Vamos ver como está. Diz provando a sobremesa. _ Huumm deliciosa.
_ Que bom gostou, eu amo cozinhar e sinto muita satisfação quando recebo um elogio como o seu.
_ Dá para notar. Vou terminar de saborear essa delicia e já te ajudo. Diz se sentado.
Após guardar as sobremesas com a ajuda de Naná, Marina preparou todos os ingredientes que precisava para começar a preparar o jantar. Posteriormente, fatiou o pão italiano que usaria na entrada e colocou nos tabuleiros. Feito isso começou a preparar a massa para o prato principal que seria ravióli.
_ Pão italiano, tomate, queijo, presunto Parma, filé mignon, massa fresca, azeite… Então teremos comida italiana. Fala Francisco ao entrar na cozinha e ver Marina usando o cilindro para abrir a massa para o ravióli.
_ Boa noite. Cumprimentou Marina. _ O senhor acertou, teremos comida italiana no jantar.
_ Uma pena, eu gostaria que tivesse algo simples, como uma comidinha caseira. Sabe moça dos olhos bonitos, hoje é o meu aniversário de setenta e cinco anos, e não é que eu não gostei do cardápio, e não estou supondo que você cozinha mal, mas é que eu gosto de outras coisas, uma polenta com carne cozida daquelas que saem da panela desmanchando, hummm, chego até a salivar so de pensar seria perfeito nesse dia.
_ Desculpa, mas contrataram comida italiana, se bem que tem polenta na cozinha italiana, mas não foi pedido no menu.
_ Entendo, desculpa se eu estou te incomodando, é que eu já sou um velho rabugento.
_ Não é, prometo que vai gostar da minha comida, vou fazer tudo com muito carinho e amor.
_Qual é sou nome moça bonita?
_ Eu me chama Marina e o senhor?
_ Eu me chamo Francisco mas pode de Chico.
_ O senhor é muito simpático seu Chico.
_ Se eu tivesse uma vinte e poucos anos eu te chamaria para sair. Fala fazendo Marina sorrir. _ Sabe, quando eu era jovem, era bonito igual o meu neto Carlos, você já viu ele, né?
_Sim.
_ Ele não é bonito?
_ Sim, ele é bonito. Concorda Marina
_ Então, eu já fui bonito igualzinho a ele.
_ Que isso, o senhor é lindo da forma que está hoje.
_ Além de bonita é simpática. Tenho certeza que cozinha bem também, agora eu vou voltar para a sala antes que eles comecem a me procurar.
_ Foi um prazer conhece-lo seu Chico. Diz Marina
_ Igualmente. Fala Francisco voltando para a sala.
_ Ahhh Naná, meu coração ficou apertado agora, acho que ele não vai gostar da minha comida. Por que não pediram um menu com as coisas que ele gosta de comer?
_ Sabe o que aconteceu, a dona Ângela perguntou para o pai o que ele gostaria de comer hoje, mas ele respondeu que qualquer coisa estava bom. Acredito que ele não queria festa, desde que a esposa morreu há mais ou menos dois anos, seu Francisco está meio tristinho, come cada vez menos
_ Entendo, mas eu queria fazer algo especial. Naquele momento, Marina teve uma ideia. _ Por acaso você sabe se tem fubá ou farinha de milho?
_ Pouco provável. Responde Naná olhando na despensa. _ Não tem, a única coisa que tenho certeza que tem de milho nessa casa, são espigas que trouxeram da fazenda onde eles estiveram no carnaval, mas acho que o milho está quase seco, bem duro.
_ Com certeza vai servir para o que eu estou pensando em fazer... Naná, eu preciso de panela de pressão e um ralador, e que você descasque quatro espigas de milho. Fala parando de cilindrar a massa para o ravióli.
_É para já menina. Naná pegou as espigas de milho na geladeira e descascou para Marina.
_ Preciso ser rápida. Marina pegou alguns temperos e um pouco de carne para cozinhar na panela de pressão.
_ O que você vai fazer? Naná estava curiosa.
_ Um prato especial para o seu chico, espero que ele goste. Diz com um sorriso enquanto fechava a panela de pressão. Em seguida, regou os pães que estavam nos tabuleiros com azeite e colocou no forno, para começar a trabalhar com o milho.
O tempo estava apertado mas mesmo assim, Marina não desistiu de fazer um prato especial para o seu chico.
_ Deveriam ter enviando pelo menos mais uma pessoa para trabalhar com você. Fala Naná vendo o esforço de Marina.
_ Eu sei, mas eu dou conta. Marina sabia que Paloma estava tentando prejudicá-la, mas a Marina não estava disposta perder para ela.
Marina ralou o milho e conseguiu uma quantidade suficiente para fazer uma polenta. Em seguida começou a a montar a entrada com os pães italianos que estavam saindo do forno tostados.
_ Como se chama isso que você está fazendo?
_ Bruschettas, é uma entrada muito gostosa, pode provar se quiser. Diz enquanto Naná não fez cerimônia e já estava com uma fatia na mão.
_ Acho que eu não posso trabalhar ao seu lado não, tudo que você faz é delicioso. Diz com a boca cheia.
_ Ahhh Naná você está comendo e não se lembrou de nós né? Fala Vivi que chegava à cozinha acompanhada por Vitória.
_ Eu tenho os meus privilégios por estar aqui.
_ Huumm, o cheiro está maravilhoso, isso só faz minha fome aumentar. Fala Vivi olhando para as bandejas com as entradas prontas.
_ A minha também, podemos provar? Pergunta Vitória.
_ Claro, já estão prontas para servir, já estão prontas para serem servidas. Responde Marina.
_ Deixa isso com a gente. Diz Vitoria pegando uma das bandejas e Vivi a outra.
_ Não precisam se incomodar, eu vou servir...
_Que isso, não custa ajudar e matar a fome de todos. Diz com humor. _ Acho que o pessoal já sabia que a comida seria boa e não comeu nada em casa. Complementa Vivi fazendo Marina rir.
_ Espero que eu consiga agradar a todos.
_ Ah vai, todo mundo da família é boa de garfo. Diz Vitoria saindo da cozinha. Quando chegaram a sala de jantar, Vivi parou chamando a atenção da irmã.
_ Olha Vitória quem está conversando.com o nosso irmão. Fala Vivi vendo Vagner e Carlos conversando.
_ Ahhhh, sua paixão platônica está aqui. Fala Vitória rindo da irmã. _ Cuidado para a baba não cair na comida.
_ Não estou babando por ele.
_ Esta sim, deixa eu limpar para você. Diz passando mão no rosto da irmã.
_ Para de ser chata.
_ Você que tem que parar de olhar para ele, Vagner tem o quê, vinte e seis anos como o Carlos?
_ Acho que sim, mas por que você está pensando nisso?
_Bem, eu estou com dezenove anos e me considero muito jovem para um cara experiente como o Vagner é, e você que completou dezoito a pouco tempo, é uma pirralha, no máximo ele deve te ver como uma irmãzinha.
_Não se preocupe, não estou interessada nele. Fala Vivi chateada com o que a irmã disse começando a servi a entrada.
_ Vivi, Vivi, Viviane me espera. Grita Vitória servindo a outra parte das entradas .
_ Nossa, suas irmãs estão lindas. Comenta Vagner ao ver Vivi e Vitória.
_Oh, tira o olho delas.
_ Que isso irmão, só estou comentando.
_ Sei, não quero nenhuma das minhas irmãs iludidas com um cara paquerador como você.
_ Você sabe que eu jamais faria isso, sabe que sou sincero, nunca iludi nenhuma mulher para conseguir o quero.
_ Espero que continue assim.
_ Eu hein!? Não posso elogiar suas irmãs que já pensa besteira. Fala olhando para Vivi. _ E você, já esqueceu a mulher da praia, ou ainda está encantado? Vagner observou a expressão de Carlos e como ele coçou o pescoço com a mão. _ Seus gestos dizem tudo, ainda lembra dela.
_ Eu não sei o que fazer, parece loucura, esses dias comecei a correr na praia para ver se eu a encontro por lá, me procurando... eu sinto que ela também quer me encontrar.
_ Isso é loucura, precisa esquecer essa mulher, foi apenas uma noite de carnaval, garanto que essa mulher já está em outra, se bobear, até voltou para o ex e se esqueceu de você.
_ Eu não acredito que ela tenha me esquecido, levou a mascara que eu estava usando e deixou a dela, provavelmente para ter uma lembrança daquela noite, e eu sei que a conexão que tivemos foi forte.
_ Carlos, foi apenas sexo, e pelo visto dos bons. Vagner estava rindo vendo Carlos ficar com a expressão seria.
_ Vamos para mesa, o jantar já começou a ser servido. Fala depois que Vitoria acenou para os dois.
_ Vamos, eu já estou com fome. Vagner foi em direção a mesa acompanhando Carlos. _ Olá meninas, como vocês estão? Cumprimentou vendo a expressão de brava de Vivi.
_ Estamos bem, e você? Estava sumido.
_ Estou bem, prometo não sumir novamente. Cadê o nosso aniversariante? Pergunta por Francisco.
_ Vovó está na sala conversando com os filhos e com a mamãe, mas eu já chamei eles para a mesa. Aponta para a sala enquanto cutuca a irmã sussurrando para ela. _ Melhora essa cara senão todo mundo vai perceber o que está acontecendo.
_ Não está acontecendo nada. Responde Vivi se sentando. Ao olhar para Vagner seus olhares se encontraram deixando ela desconcertada enquanto ele não conteve um sorriso de lado.
Marina seguia o preparo do jantar e do prato especial para o seu Chico. Naná havia sido chamada a sala de jantar e voltou com um sorriso no rosto.
_ Todo mundo está elogiando o primeiro prato que foi servido, imagino na hora que receberem a sobremesa.
_ Que bom. Vamos servi o prato principal em dez minutos. Diz retirando alguns raviólis da panela.
_ Está bem, e cadê o meu pratinho? Pergunta Naná com um sorriso.
_ Danadinha. Fala Mariana preparando um prato para Naná.
Pouco tempo depois, Marina terminou de empratar o ravióli e Nana ajudava a servi.
_ Boa noite, com licença. Diz servindo os convidados, até chegar ao seu Chico que estava sentado na cabeceira da mesa. _ Tem alguém sentado aqui? Pergunta se referindo a uma cadeira que estava vazia..
_ Tem sim, meu neto Carlos está sentado nesse lugar, acho que foi atender o telefone. Responde seu Chico e Marina seve um prato de ravióli para Ele.
_ Agora só falta servir o senhor. Fala com um sorriso pegando o prato que estava tampado com um cloche.
_ Parece uma delicia. Fala seu Chico olhando para o prato que ela serviu para Carlos sem muita empolgação.
_ Ah, mas o prato do senhor é especial. Diz Marina retirando a cloche. _ Espero que o senhor goste, polenta com ragu de carne. Marina viu os olhos de Francisco brilharem e ele sentiu o aroma gostoso daquele prato.
_ Eu não acredito. Diz com um sorriso.
_ Nossa vô, que isso? Está tão bonito e cheiroso. Comenta Vitória.
_ É o meu jantar de aniversario. Fala Francisco com um sorriso feliz.
_ Com licença, vou deixar que apreciem o jantar. Diz Marina se afastando de costas e trombando sem querer em Carlos que teve que a segura-la pela cintura evitando que ela caísse no chão, enquanto Marina segurou firme em seus braços com medo de cair. Para Carlos havia algo de familiar no corpo de Marina, e o toque das suas mãos em seu braço pareciam aquecer sua pele de uma forma que só havia acontecido apenas uma vez, exatamente na noite da sexta feira de carnaval.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 57
Comments
Erlete Rodrigues
eu estava lendo um livro e uma das meninas no comentário escreveu ai eu li um livro mais ou menos assim e colocou o nome aí eu vim atrás correndo e estou adorando
2025-02-17
0
Maristela Mota yaman
confesso que só vim ler esse livro pq foi muito indicado mas não achei que vão se reencontrar logo não
2025-02-10
0
Ana Lucia Jambeiro Alves
Eta q ansiedade
meninas eu estou me vendo nessa sala
kkkkkk
2025-02-03
0