Não é, não pode.

Marina sentiu um choque elétrico correr seu corpo com a proximidade do corpo de Carlos, a respiração quente dele tocando de leve a pele do seu pescoço como se ele estivesse tentando sentir seu cheiro fez seu corpo se arrepiar. E era exatamente isso que Carlos estava tentando fazer sentir com intensidade o cheiro daquela mulher que parecia tão familiar.

_ Tudo bem aí? Pergunta Vagner com um sorriso notando a tensão crescente entre os dois.

Estou bem, sou um pouco desastrada. Fala Marina sem graça com a situação. Obrigada. Agradeceu sem olhar para Carlos, afastando-se de dele e voltando para a cozinha.

Que isso cara, achei que ia beijar o pescoço da moça. Fala Vagner baixinho com Carlos que estava agitado.

Eu não sei explicar, as mãos delas... O cheiro.

_ Amigo você está louco por uma mulher e agora vai procurar ela em todas as outras.

_ Não é isso...

_ Espero que não. Agora vamos comer então que é melhor que fazemos, o cheiro da comida está divino. Diz Vagner se sentando sendo acompanhado por Carlos.

Olha a comida do vovô. Comenta Vitória. É diferente da nossa.

Como o senhor conseguiu essa comida pai? Perguntou Angela olhano para o prato que Marina serviu para o pai. Huummm parece um prato que a mamãe fazia.

Sim parece. E no caso, eu estou surpreso com esse prato especial, não pedi para fazer, agora eu tenho provar. Diz seu chico começando a comer e todos perceberam a emoção nos olhos de seu Francisco. Delicioso como o que a minha velha fazia. Comenta emocionado continuando a comer.

_ Ah, eu quero provar vô. Fala Vivi tentando provar da comida do avô que protegeu a seu prato.

Essa é especial para mim. Diz com um sorriso Sapeca que Angela não via no pai a muito tempo.

Sobrou. Fala Vagner brincando com Vivi que ficou brava com ele.

Chato.

Bravinha. Rebateu Vagner com a intenção de provocá-la.

_ Vivi, pode provar, só um pouquinho. Fala seu chico e Vivi faz careta para Vagner enquanto provava a comida do prato do avô.

_ Humm, queria um prato desse também. Fala.

_ Esse é só meu. Fala seu Chico saboreando a comida.

Marina chegou na cozinha tentando entender o que havia acontecido entre ela e Carlos quando se trombaram.

_ Estou ficando louca, devo estar muito carente para ficar dessa jeito. Diz tentando compreender o que estava sentindo desde o primeiro contato com Carlos naquele dia.

_ Com licença. Angela chegava a cozinha a procura de Marina que assustou com sua presença

_ Em que posso ajudá-la. Pergunta.

_ Eu só quero agradecer. Fala Angela abracando Marina que não entendeu seu gesto.

_ Senhora...

_ Há muito tempo não via meu pai comer com tanta alegria, deveria ter me lembrado das coisas que ele gosta e feito o jantar todo dedicado a ele. Obrigada por esse momento maravilhoso que me proporcionou.

_ Imagina, não precisa agradecer, o seu Chico é muito simpático e quando esteve na cozinha me contou o que gosta de comer, então tentei fazer algo que o agradasse, eu amo cozinhar e quis fazer o meu melhor.

_ E conseguiu. Até minhas filhas se interessaram pela comida que fez para ele, está muito cheirosa, e olha que estão comendo uma comida incrível que é a sua, o ravioli está divino, nunca comi igual.

_ Obrigada. A senhora gostaria de provar o prato que eu fiz para o seu pai?

_Ahhh, eu adoraria, se parece tanto com o prato que minha mãe constumava a fazer para ele.

_ Vou preparar um prato para a senhora, é bem simples, polenta que fiz com o milho verde que a Naná disse que trouxeram da fazenda com ragú de carne.

Hummm, que cheiro incrível. Fala Angela ao receber o prato das mãos de Marina. Assim que provou aquele prato, Angela entendeu a emoção do pai. Desculpa. Pede emocionada. E muito parecido com o que minha mãe fazia, está muito gostoso. Diz dando outro abraço em Marina. Obrigada por ser tão gentil em se preocupar com ele.

_ Não precisa agradecer, fiz apenas o que eu amo fazer, que é agradar com a minha cozinha, criar ou trazer de volta,.como foi o caso, uma memoria afetiva ligada a comida.

Angela sorriu para Marina.

_ Agora vou voltar para a mesa com essa iguaria. Diz voltando para o jantar deixando Marina satisfeita.

_ Menina, o vamos fazer agora. Pergunta Naná voltando para a cozinha.

_ Falta apenas colocar a calda na sobremesa antes de servi, podemos descansar um pouco agora.

Que bom. Diz se sentando. Os seus olhos são lindos. Elogia Naná.

_ Obrigada.

_ Deve arrasar corações por aí, você é tão bonita.

_ Arraso nada, o meu que foi arrasado por um idiota, acredita que fui trabalhar em um casamento e descobri que o noivo era o meu namorado... Conta Marina deixando Naná perplexa com a história.

_ Que safado, sem vergonha, devia ter feito um escândalo.

_ Eu estava trabalhando, não quis prejudicar ninguém que estava trabalhando comigo.

_ Deste tipo de homem é melhor manter distância.

_ Com certeza, não quero saber dele na minha vida nunca mais.

_ Faz bem. Tem que arrumar um namorado bom e bonito como o menino Carlos. Fala Naná fazendo Marina se lembrar novamente do que sentiu após Carlos a segurar evitando sua queda. Suspirou sem perceber.

_ Ah Naná, homem desse tipo existem poucos. Diz se sentando para descansar.

Algum tempo depois, Marina olhou se já haviam finalizado o jantar para começar a servir as sobremesas. Percebeu que estavam conversando e ficou satisfeita ao ver os pratos vazios. Seu olhar parou sobre Carlos que sorria ao conversar com o avô.

Não Marina, não é ele o mascarado daquela noite, ele é um cara rico, bonito eeducado, nenhuma mulher teria coragem de troca-lo por outro homem . Falou procurando pela namorada de Carlos que ainda não havia a visto na mesa de jantar.

Parece que ela não está aqui. Constatou voltando para a cozinha para finalizar as sobremesas. Pegou as bandejas, colocou as sobremesas e em seguida colocava a calda de frutas vermelhas delicadamente.

_ Posso começar a servir? Pergunta Naná vendo que Marina já havia terminado uma bandeja.

_ Pode Naná. Responde Marina enquanto colocava calda nas demais sobremesas. Dessa vez, Marina não voltou a sala de jantar pois Naná se encarregou de servir as sobremesas. Terminando de preparar as sobremesas, Marina começou a arrumar as caixas do buffet para ir embora.

Na sala jantar, Vivi pegou a sobremesa e saiu para a área externa, ainda estava chateada com o que Vitória havia dito em relação à ela e Vagner.

Por que ele não pode gostar de mim? Se pergunta enquanto saboreava a sobremesa. Eu já tenho dezoito anos, sou bonita e madura para minha idade.

Falando sozinha Viviane? Pergunta Vagner assustando Vivi. Ou ainda tem um amiguinho invisível? Diz zoando Vivi, fazendo ela ficar irritada.

_ Não vou perder meu tempo respondendo a essa pergunta idiota. Fala pensando que a irmã tinha razão, que Vagner a via apenas como a irmãzinha mais nova do amigo. Virou-se para voltar para casa quando Vagner seguiu mexendo com ela.

_ Adoro te deixar irritada, desde criança é muito fácil te irritar. Fala fazendo Vivi parar e voltar a encara-lo.

_ Mas eu não sou mais uma criança.

_ Não é o que parece, bravinha. Enfatizou Vagner com um sorriso provocativo.

_ Eu não tenho que te provar nada. Fala fazendo ele rir.

_ Você não consegue provar nada, por isso fala dessa forma e está fugindo de mim.

_ Por que eu fugiria de você? Pergunta cruzando o braço.

_ Me responda você, por quê está fugindo de mim, e porque não parou de olhar para mim durante o jantar?

_ Foi apenas impressão sua, .é... é eu estava olhando para o meu irmão. Fala gaguejando.

_ Você não me engana, CRIANÇA! Provoca mais uma vez fazendo Vivi se aproximar e segurá-lo pela camisa sem se importar se estava sujando ele com a sobremesa que estava na sua mão.

_ Você que está parecendo um adolescente me seguindo ate aqui para me provocar como se gostasse de mim. Diz alcançando a boca de Vagner e lhe roubando um beijo deixando ele totalmente sem reação. Quando Vivi sentiu as mãos de Vagner segurar sua cintura a puxando para perto do seu corpo, percebeu a loucura que estava fazendo. Parou imediatamente o beijo se afastando de Vagner percebendo o efeito que tinha causado nele. Sorriu satisfeita com o coração disparado

_ Fecha a boca antes de entrar. Diz deixando Vagner sozinho.

Por essa eu não esperava. Diz passando as mãos na cabeça. Ela não pode, é a irmã do seu amigo. Diz respirando fundo seguindo para a sala de jantar.

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Comments

Valeria Grossi de Almeida

Valeria Grossi de Almeida

Não é possível que eles não vão ficar frente a frente para poderem se ver melhor, quem sabe ele reconheça ela pos olhos verdes.

2025-01-24

1

Edileuza França

Edileuza França

é Vagner mas um soldado abatido pelo verdadeiro amor pra quem não queria compromisso já está caidinho pela vivi

2025-02-18

0

Maria Das Dores

Maria Das Dores

Irmã do Amigo , não e sua irmã Wagner

2025-03-01

0

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Capítulos
1 O que você está escutando
2 Ao som do mar
3 Dois dias antes - parte I
4 Dois dias antes - parte II
5 Dois dias antes - parte III
6 Horas antes do encontro na boate
7 O ex noivo
8 Lembrança
9 Lembrança de carnaval
10 Lembrança de carnaval 2
11 Sábado de trabalho
12 Não consegue esquecer
13 Não é, não pode.
14 Por pouco
15 Uma suspeita
16 Sem saber o que fazer
17 O som do coração
18 Mudanças - parte I
19 Mudanças - parte II
20 Mudanças - parte III
21 Mudanças - parte IV
22 Irmã do meu meu amigo
23 Novidades
24 Será que ele ainda se lembra?
25 Complicado
26 Fugindo do que sente
27 Adiando um sonho
28 Sentindo culpa
29 Um olhar, um sorriso, uma lembrança
30 Seu Francisco
31 Miguel
32 O fim de um ciclo
33 Inicio de um novo ciclo
34 Proposta de trabalho
35 Apenas mais um carnaval
36 Quem é Marina?
37 Exagero?
38 Coincidências?
39 Precisa saber tudo.
40 Emocionado
41 Admitindo
42 Domingo
43 Mudando a rotina
44 Criando meios para ficar perto
45 Procurando uma forma de se aproximar
46 Um convite
47 Ansiosa
48 Dia do evento - parte I
49 Dia do evento - parte II
50 A mesma pergunta
51 Você não se lembra de mim?
52 Noite em claro
53 O que seremos um do outro
54 As irmãs
55 Juntos
56 Em uma tarde linda de muito sol
57 Sempre o mar - Final
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Atualizado até capítulo 57

1
O que você está escutando
2
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4
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