Nos dias que seguintes, Marina continuou a sua rotina de estudar e trabalhar em busca do seu sonho, e mesmo tentando esquecer, o mascarado ainda estava presente em sua memória de uma forma insistente. Sempre que passava perto da praia, e via o mar ou escutava o sua barulho, era como se voltasse a noite de sexta feira de carnaval.
. No final da tarde de sábado, quando Marina chegava ao buffet de onde sairia para trabalhar, quando avistou o carro de Theo estacionado próximo a entrada. Assim que ele a viu se aproximar da entrada do buffet, Theo saiu do veículo indo na sua direção.
_ Sabia que a cada dia que passa você está mais gata. Diz fazendo Marina revirar os olhos de tedio.
_ O que você quer? Pergunta se desviando do beijo que ele tentou dar em seu rosto.
_ Você! Sabe que eu quero você, e a minha proposta ainda está de pé, sou rico e posso te dar uma vida melhor do essa, não precisará trabalhar nunca mais em um sábado bonito como esse, poderíamos curtir juntos um bom vinho...
_ Não perca seu tempo, a resposta é a mesma daquele dia e não mudará.
_ Deixa de ser boba, eu sou o melhor homem que pode encontrar.
_ Existem homens muito melhores que vocês em todos os aspectos.
_ Eu gosto quando você fica assim brava, aumenta o meu tesão, estou louco para te levar para cama e pegar de jeito. Marina riu na cara dele.
Você acha que é bom de cama, mas não é! Foram raras as vezes que você me deu algum prazer, você é egoísta só pensa em você, agora deixa eu ir trabalhar que é mais prazeroso do que estar com você. Diz seguindo seu caminho mas Theo a segurou pelo braço. Me solta, senão eu vou começar a gritar e todos vão saber quem é você. Fala encarando Theo que estava com a cara fechada.
_ Quem você pensa que é para me ofender desse jeito? Fala apertando o braço de Marina.
_ Não estou te ofendendo, apenas falei a verdade, se não gostou vai embora, já disse que não quero te ver mais. Diz tentando se soltar.
_ Quem disse que estou aqui para te ver. Fala Theo soltando Marina ao ver Paloma se aproximar.
Boa tarde Theo. Cumprimento Paloma olhando para os dois. Por que está conversando com uma da nossas cozinheiras? Fala dando um beijo no canto da boca de Theo segurando seu braço como se fosse algo mais dele.
_ Boa tarde Paloma, e sim, estava conversando com a cozinheira, mas ela não me respondeu bem, acho deviam contratar pessoas mais simpáticas. Marina ficou com ódio dos dois que pareciam mais íntimos do que deviam ser.
_ Já falei isso com o meu pai, mas ele gosta de ajudar esse tipo de pessoa, enfim, quando eu assumir os negócios da família vou fazer uma reformulação e trabalharemos com pessoas mais educadas. Agora vamos?
_ Claro. Diz abrindo a porta para Paloma entrar em seu carro. Antes de entrar no veiculo, Theo voltou ate Marina.
_ Se pensou que eu estava aqui por sua causa, está enganada, cozinheira. Fala rindo entrando no carro e partindo com Paloma.
_ Idiotas, pensa que me ofendem me chamando de cozinheira? Não! Eu tenho muito orgulho do que faço. Diz tentando não perder a calma diante daquela situação.
Marina… Escutou a voz de Lana que chegava correndo. Aquele é o Theo e a Paloma? Pergunta ofegante depois de correr.
_ Sim.
_ Eles estão juntos?
_ E o que parece, e isso não me surpreende. Acredita que o cafajeste ainda está atrás de mim?
_ Ah se eu tivesse chegado antes, teria dito umas boas verdades para eles, aquela Paloma é uma piranha, sempre soube. E você como está depois de saber disso?
_ Não me importa se ele está casado se está com a Paloma, penso mais no mascarado do que eu penso nele.
_ O que? Você ainda pensa no mascarado? Pergunta Lana surpresa.
_ Todos os dias, isso está me preocupando.
_ Então o cara é gostoso mesmo. Fala rindo.
Lana, isso não é uma situação engraçada porque eu nunca mais vou vê-lo. Fala frustrada. Pra que eu fugi. Fala cobrindo o rosto com as mãos.
_ Agora não adianta se lamentar, esquece esse cara, não quero se apaixone por um fantasma por assim dizer.
_ Não vou, com tanta que tenho que me preocupar, vou dar um jeito de esquecer aquela noite. Diz tentando se convencer disso.
As duas entraram no buffet. Marina conferia os ingredientes para o jantar que faria na casa dos Castro, enquanto Lana preparava as caixas para a festa que estava indo trabalhar.
_ Sacanagem, queria ir com você preparar esse jantar, festa infantil não tem muito coisa para fazer.
_ Pois é, nas festas infantis, praticamente não cozinhamos, só servimos.
_ Não entendo porque eles estão te enviando sozinha para esse jantar, garanto que foi a Paloma que fez essa escala, com certeza ela quer te prejudicar.
_ Também achei estranho, mas dou conta, não se preocupe. Pelo menos vou poder usar um dos carros do buffet.
_ Isso é bom, não precisa ficar esperando alguém te buscar quando terminar o jantar. Preciso tirar minha carteira de motorista igual você fez.
_ Eu ainda não tenho carro, mas habilitação faz falta em dias como este.
_ Verdade. Você vai levar tudo isso para o jantar? Pergunta para Lana vendo Marina conferir mais uma caixa de ingredientes.
_ Sim, vai ser um jantar para muitas pessoas.
_ Não me conformo por você ir sozinha, o bom que já cozinhamos na casa dos Castro, e a cozinha deles é ótima. A Dona Naná é um doce de pessoa e é muito prestativa, garanto que ela vai te ajudar no que precisar. Sabia que eu descobri que ela mora perto da minha casa?
_ Dona Naná é uma fofa, trabalha a muitos anos com os Castro, e os donos parecem gente boa.
Sim ela me disse que eles são, mas gente boa é aquele homem , viu!?. Fala se referindo ao filho dos donos da casa. Eu não vou vê-lo. Marina riu da cara que Lana fez.
_ Já disse que vou contar para o Júlio da sua paixonite por outro homem. Fala brincando.
_ Não pode fazer isso comigo. Fala rindo. _Ah, eu lembrei o nome dele.
_ E como ele se chama?
_ Carlos. Olha bem para ele, quem sabe você se esquece do seu mascarado.
_ Amiga, lembra que estou indo lá a trabalho, e que ele é comprometido, então não me interessa.
Olhar não faz mal. Diz terminando de conferir as caixas da festa. Agora já vou, que o seu jantar seja maravilhoso.
_ Ok, e boa festinha para você também.
_ Não se esqueça, olhe para aquele homem, vai te fazer bem.
_ Boba. Fala Marina rindo da sugestão da amiga.
Marina terminou a conferência dos ingredientes, colocou tudo no carro e seguida foi para a casa dos Castro. Estacionou na garagem da casa e começou a carregar as caixas para a cozinha.
Não imaginei que fosse me cansar dessa forma. Diz olhando para as duas caixas que ainda restavam dentro do carro. Respirou fundo para ter folego. Vamos lá Marina, só mais duas caixas...
_ Deixa que eu te ajudo. Ela escutou uma voz grave que fez seu coração acelerar. Antes dela se virar para olhar quem era o homem que falou com ela, ele pegou uma das caixas no carro e foi em direção a cozinha. Viu o homem de costa, reconhecendo a pela figura alta que já tinha visto outras vezes, era Carlos o filho mais velho da família Castro. Ele estava com roupa esporte, parecia que estava se exercitando. Marina não entendeu o porque que a sua voz deixou o seu coração batendo acelerado daquela forma. Pegou a última caixa e seguiu atrás dele
Carlos colocou a caixa na cozinha e se virou para Marina.
_ Precisa de mais alguma ajuda? Perguntou olhando para ela que desviou o olhar, abrindo uma caixa fingindo conferir o que estava lá dentro. Marina não conseguia entender a timidez que estava sentindo naquele momento.
_ Não, obrigada. Diz sem olhar para ele.
_ Precisando, é só falar. Diz se virando para sair da cozinha.
_ Oi menino o que você está fazendo na cozinha? Perguntou Naná que chegava à cozinha.
_ Estava chegando em casa e vi que ela precisa de ajuda com essa caixa. Diz cumprimentando Naná com um abraço e um beijo na face.
_ Sempre prestativo o meu menino, eu já estava indo ajudá-la. Agora vá se arrumar, está todo sujo de areia, sabe daqui a pouco os convidados começam a chegar.
Estava correndo na praia, mas já estou indo me arrumar, tenho tempo. Fala deixando a cozinha. Marina olhou discretamente para ele, com o coração ainda batendo descompassado.
Esse menino adora praia. Fala Naná.
_ E quem não gosta. Diz Marina tentando entender o que estava acontecendo com ela.
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Atualizado até capítulo 57
Comments
Edileuza França
nossa se fosse irmão da palmares que nem a leitora falou coitada da Marina ia ganhar uma jararaca como cunhada
2025-02-18
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Juliete Figueiredo
pensei que o homem que elas comentavam em outro capítulo era filho dos donos do buffet e irmão de Paloma
2025-02-06
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Ana Lucia Jambeiro Alves
Sabia q era ele kkkk
Autora minha linda, q eles não demore de se reconhecer
2025-02-03
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