Jordan
Luma realmente me fez voltar ao hotel e passar o restante da tarde aqui. Sei que ela se importa comigo e que se preocupou, mas não é da conta dela. Nada na porra da minha vida é da conta dela, não preciso estender esse drama para mais ninguém. Que inferno! Agora minha mãe piorou e sei que vou perdê-la. Sua existência se resume a ficar parada numa cama, ou numa cadeira de rodas todos os dias sem falar, sem interagir, sem se mexer e tudo por culpa daquele filho da puta. Eu devia tê-la protegido então sou tão culpado quanto ele.
Troco alguns emails com o senhor Ernest, dono de um comércio alimentista gigantesco presente no mundo todo. Por sua causa viajei até aqui. Fui convidado para uma festa de gala que ele dará amanhã em comemoração aos quinze anos de empresa e lá farei o meu melhor para conseguir fechar esse contrato. Preciso impressionar Ernest, ele é um homem caseiro e de família, então terei que levar uma acompanhante e sei exatamente quem convidar. É essa porra que me irrita, parece que tudo ultimamente me leva a ela. Como se não fosse suficiente essa viagem coincidir. E pra piorar tem aquele desgraçado do Ethan, querendo pegar o que é meu, nem eu mesmo entendo esse sentimento de posse, mas não suporto a ideia de vê-la com outro. Seria como se alguém me entregasse o melhor presente do mundo e depois arrancasse de mim e nada poderia substituí-lo.
As horas não passam e eu já estou completamente entediado. Teimosa do caralho, eu teria ligado para fazer checkout e mandado alguém levar as malas, mas Luma é perversa, quis me torturar, quis que eu ficasse longe. Ela às vezes me enche de raiva e temo que um dia eu perca o controle, porque sempre foi assim. Eu acumulava toda a raiva e frustração do dia e descontava em alguma bocet@ à noite, escolhendo a dedo mulheres que não se importariam com brutalid4de e que muito menos ligariam por eu não estar mais em sua cama de manhã. Mas sei que senhorita Klein é diferente. O grande problema é que a quero exatamente como é e por mais que eu tente, não consigo ficar longe…
-Senhor Jordan Jones? -Atendo o interfone do quarto. -Está na hora do seu checkout, precisa de ajuda com as malas?
-Não, obrigado. Já estou saindo.
Graças a Deus, não via a hora de sair daqui, Luma vai me pagar por me fazer ficar longe principalmente quando sei que o filhinho da senhora Meg está lá com ela.
Pego a mala e saio do hotel, indo até o carro esportivo que aluguei. Se eu ficar aqui até sábado com Luma, precisarei de mais roupas, mania de trazer tudo contado, que inferno. Entro no carro e suspiro aliviado, vou fodê-la até que me implore para parar. Ligo o rádio, aumento o volume e me perco nos pensamentos mais pecaminosos à respeito da senhorita Klein.
Dona Meg me deu uma chave reserva da casa para que eu pudesse entrar e sair livremente já que ficarei hospedado aqui, o que eu aceitei muito grato, então apenas entro sem anunciar minha chegada. Passando pelo cozinha, cumprimento Meg com um “boa noite” e um aceno de cabeça que ela retribui. Chegando na sala, vejo Luma deitada sobre o peito de Ethan no sofá, aparentemente num sono profundo. O desgraçado sorri vitorioso para mim. Cerro os punhos na mesma hora, desejando com todas as minhas forças ir para cima dele, mas não posso me esquecer que estou hospedado aqui e agora já fiz checkout, se me expulsarem dificilmente conseguirei outra reserva com facilidade. Respiro fundo e subo as escadas até o quarto. Foi pra isso que me mandou ficar no hotel Luma? Sua cadela mentirosa. Quero descer lá e trazê-la nem que seja a força, que vadi4! Me jogo na cama e dou um soco no travesseiro. Passei o dia desejando estar com ela e me culpando pelo que aconteceu enquanto sabe se ela o que os dois estavam fazendo juntos. A raiva toma conta de mim e enquanto não posso falar com ela, decido fazer a única coisa que me manterá calmo neste quarto, dormir. Tiro a camisa e pego uma calça de moletom na mala, preciso estar no mínimo confortável já que minha mente parece um turbilhão. Me jogo na cama novamente, fechando os olhos com força e obrigando meu corpo a relaxar, pelo menos por enquanto.
*-Mamãe? Mamãe, me ajuda! -O silêncio é ensurdecedor, não fiz nada para que ele me prendesse aqui dessa vez… -Mamãe, me tira daqui! -Mas ela não vem, preciso sair sozinho. Chuto a tampa do baú com toda minha força, uma, duas, três e a porta se abre, corro… -O que fez com ela? -Mamãe está no chão, branca como um fantasma, mas ele não para, simplesmente não para. -Larga ela! -Uma facaem minha mão direita. -Larga ela! -Grito o mais alto que consigo.
-Vai me mat4r, moleque? Está vendo, você é igual a mim. Incapaz de amar, não pode ser amado também porque é um monstro e menos ainda fazer alguém feliz… Sabe por quê? Porque é meu s4ngue que corre nas suas veias. Um monstrinho mirim, igual ao pai.
-Eu não sou como você! -Ele bate na minha mão fazendo a faca voar.
-Você é garoto, e é por isso que ela odiava você também. -Seu sorriso é assustador. Não sou como ele, não sou! O empurro com toda a minha força, ele cambaleia para trás e eu o empurro mais uma vez, gritando que não sou igual a ele. A janela se quebra, tento segurá-lo mas não consigo. Vejo seu corpo no chão do lado de fora. Eu o m4tei, como pude? Sua voz ecoa na minha cabeça “um monstrinho mirim, igual ao pai”. Sou um monstro, mamãe.*
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Atualizado até capítulo 91
Comments
Maria Medeiros
nossa tomara que a Luna descubra que ele chama de cadeia e senta o pé na bunda dele a onde já se viu que ela apenas pra sexiso e ainda que manda nela
2024-12-05
0
Elisabete Fontes Prado garcia
nossa ........ foi forte ele chamando de cadela
2024-02-02
4
Vilma Teixeira Roquete
Deve ter sofrido muito com o Pai ...que dó.
2024-01-12
2