Jordan
Aqui parado em frente ao restaurante tenho ainda mais certeza de que foi loucura aceitar essa ideia de encontro às cegas. Paul me deve uma, ele sabe que gosto de escolher as mulheres com quem quero sair, não que eu me importe com aparência, ou que tenha um tipo específico de mulher que eu prefira, mas gosto de saber onde estou me metendo, literalmente. Abro os botões do paletó para parecer mais relaxado, sair do escritório e vir direto pra cá tinha parecido uma boa ideia antes, mas agora não estou certo quanto a aparecer com cara de quem trabalhou o dia todo e nem se quer se deu o cuidado de ir para casa trocar de roupa. Dane-se, é só um encontro e se eu der sorte terei uma boa foda depois dessa palhaçada toda.
Entro no restaurante e pergunto sobre a reserva em nome de Sarah e Paul, a recepcionista me indica uma mesa ao lado esquerdo do restaurante, nela há uma jovem mulher sentada admirando o local, seus cabelos são tão longos e volumosos que cobrem todo o corpo até a altura das coxas, posso vê-la apenas de perfil e já me sinto um idiota por não ter ido até minha casa pelo menos tomar um banho, ela é incrivelmente linda.
-Tudo bem senhor? Quer que eu o acompanhe até a mesa? - A recepcionista me dirige um olhar de quem não está entendendo o motivo de eu continuar parado ali. Pois bem, o motivo é que estou enfeitiçado pela sereia a minha frente.
Quando chego a mesa, ela ainda está distraída com a beleza do salão, eu também estaria, se ela não fosse muito mais encantadora.
-Boa noite, senhorita!- Ela olha pra mim e sorri, puta merda, que sorriso…. Se levanta estendendo a mão pra mim, me dando uma ótima visão de seu corpo e jogando os longos cabelos para trás.
Ela tem os olhos mais hipnóticos que já vi, sua pele morena clara contrastando com os cabelos escuros, uma mistura que me deixa completamente embasbacado. Presto atenção em cada palavra do que ela diz, e ela responde cada pergunta que faço, percebo que fica feliz ao falar da amiga, mas que o assunto dos pais a deixa muito triste, falar sobre o emprego a aborrece por algum motivo, mas mesmo assim ela é muito divertida e acabo sorrindo demais para o meu gosto.
-Mas e você? Já te contei tudo ao meu respeito. -Ela sorri me encorajando a falar.
Conto a ela sobre minha empresa e o papel que desempenho como consultor digital, também falo sobre meu vício em academia e corrida, mas escondo o fato de que queimar energia é uma das poucas coisas que me acalma e geralmente prefiro queimar com outras atividades além de exercícios físicos, mas ela não precisa saber disso, não ainda.
-Mas e sua família?
Eu sabia que esse assunto surgiria e por isso eu sempre fujo de encontros, prefiro ir a lugares onde as mulheres sabem exatamente o que quero, sem perguntas, sem explicações.
-Minha familia é um assunto sobre o qual não gosto de falar, resumindo mãe doente, pai morto.
-Sinto muito! -Ela não me dirige olhar de pena, apenas sorri e pega o cardápio.
-Ah meu Deus! Você viu isso?
-O quê? -Pergunto olhando o cardápio para tentar entender do que ela estava falando.
-Eles servem macarrão com queijo, você não ama macarrão com queijo?
Dou risada, isso é serio? Não tem como me surpreender mais. Quem come macarrão com queijo em um encontro?
-Macarrão com queijo é comida de criança. -Digo tentando fazê-la mudar de ideia.
-Eu sei, quando cheguei aqui a família que me abrigou fazia muito pra eu comer e depois que me mudei, nunca mais comi. Ah qual é, tá decidido, vamos comer macarrão com queijo. - Ela automaticamente chama o garçom e sou obrigado a comer macarrão com queijo, acho engraçado, confesso.
-O que você bebia?
-Como assim? -Estou ficando cada vez mais confuso, ela é maluca.
-Quando seus pais faziam macarrão, o que você bebia?
-Suco de uva. -Digo me lembrando de quando era domingo e minha mãe fazia exatamente o que pedimos e me servia de suco de uva.
Afasto a lembrança de minha mãe, preciso visitá-la, mas agora tenho de lidar com o furacão Luma diante de mim, me fazendo jantar comida de criança em um restaurante chique na área nobre de Boston. O restante do jantar é muito agradável e eu consigo realmente relaxar diante dela, de forma que nunca mais havia conseguido. Porém cada minuto que passa me deixa mais ciente de que preciso arrumar uma forma de levá-la pra casa, ela não parece o tipo de mulher que transa no primeiro encontro. E eu estou realmente interessado em tê-la, cada parte a mostra de seu corpo me deixando com água na boca, sua voz extremamente doce me fazendo imaginar como seria gritando meu nome, tudo nela está no lugar certo, seios fartos, lábios pequenos e carnudos em formato de coração, dentes perfeitos e brancos, cada parte extremamente convidativa.
-Bom senhor Jones, foi realmente maravilhoso apreciar sua companhia, mas está na minha hora. - Ela se levanta e me estende a mão mais um vez, não posso deixá-la ir, mas ainda não sei como dizer que quero comer ela, sem parecer um babaca.
-Já senhorita Klein? Gostaria que ficasse mais um pouco. - Tento não parecer desesperado.
-Realmente preciso ir.
Me levanto para acompanhá-la, então é isso, provavelmente depois daqui terei que procurar um rabo de saia em outro lugar para matar minha vontade.
Insisto em pagar a conta e peço que ela me aguarde para que eu possa acompanhá-la até seu carro e quem sabe pelo menos roubar um beijo. Pago a conta enquanto ela me espera ao lado de fora do restaurante, quando o garçom me devolve o cartão ouço um grito.
-Sai de perto de mim! Me solta!
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Atualizado até capítulo 91
Comments
Depósito pereira Pereira
to gostando,vai ter fotos??
2025-03-15
1
Dinanci Macorin Ferreira
Está ótimo o romance.
2024-12-05
1
corrinha
amando a história 👏👏👏
2023-09-18
3