Capítulo 3

El Imperador Winston recebeu a recusa de sua esposa como era de costume. Será que ela nunca o perdoará por tê-la obrigado e comprado para si mesmo?

(Eu pensei que com o tempo ela aprenderia a me amar e agora, que temos um filho a caminho, ela mudou comigo. Mas há três dias, notei algo diferente em seu olhar. Não era mais o olhar de ódio com o qual sempre me olha, estava mais relaxado. Não sei se isso é bom ou ruim, com minha esposa, nunca se sabe.)

Enquanto a concubina também comia na sala de jantar, Clara saiu para esperar até que ele estivesse sozinho para entregar-lhe a carta encomendada pela Imperatriz Joana.

POV Concubina Alía

(O que ele estará pensando, o Imperador? Certamente deve estar pensando na estúpida Imperatriz. Não sei por que ela não morreu afogada quando a empurrei. O bom é que a idiota não viu quando a empurrei, estava ocupada demais chorando por aquele estúpido Duque Oscar. Que idiota. Não entendo por que o Imperador a ama sabendo que ela ama outro homem, mas isso não me incomoda. Eu vou me certificar de manchar ainda mais a reputação da Imperatriz, tenho que fazer o que for preciso para me tornar a esposa principal e me tornar Imperatriz para ter o máximo de domínio. Meu pai ficará muito orgulhoso de mim. A única coisa que posso agradecer a essa inútil é por ter me procurado. Que tola, se eu fosse a Imperatriz, não permitiria que meu marido tivesse concubinas, e se tivesse, eu as mataria com veneno ou de qualquer outra maneira.)

- Sua majestade - a moça adotou novamente aquela voz "doce".

- Sim\, diga.

- Bem\, é que hoje o vejo muito pensativo. Se não for incômodo\, poderia me dizer o motivo?

O homem suspirou.

- É a Joana.

A garota disfarçou sua raiva ao ouvir o nome da Imperatriz.

- O que há com ela?

- É que hoje ela me parecia diferente\, seus olhos não me olhavam com ódio como costuma fazer.

É verdade, ela também percebeu isso, e isso não é bom.

- Bem\, se não se importa que eu responda...

- Não\, claro. Você sabe que nos damos bem. Mesmo sendo uma concubina\, eu não a vejo assim\, mas sim como uma amiga. Se minha esposa a escolheu\, é porque deve ser boa.

E mais uma vez ele elogia aquela mulher.

- Não se preocupe\, Imperador\, mas eu acho que pode ser que ela não o odeie mais\, mas duvido que chegue a amá-lo. Ela me disse que nunca o verá como marido\, mas sim como o homem que lhe roubou a liberdade e a comprou como se fosse um saco de batatas.

O olhar do Imperador ficou triste. É verdade, ela nunca irá me amar. Acho que devo tomar uma decisão.

Mais tarde, o Imperador foi para seus aposentos, mas quando estava prestes a entrar, a criada Clara o deteve.

- Majestade\, desculpe a imprudência.

- Não se preocupe\, o que você quer nesta hora?

- É que a Imperatriz me pediu para entregar isso ao senhor.

Alía estava passando pelo corredor e ouviu o que a criada pessoal de Joana disse, então se escondeu no corredor.

- O que é isso?

- Não sei\, ela me pediu para entregar\, não sei o que tem dentro.

O homem estava surpreso, sua esposa nunca havia lhe enviado uma comunicação.

- Então você pode ir.

A criada seguiu seu caminho e o Imperador entrou no quarto.

Mas Alía o deteve.

- Para onde tão apressado?

- Ah\, desculpe\, senhorita\, mas o que aconteceu com você?

- Você vai me dizer o que a Imperatriz mandou dizer ao meu Imperador?

- Isso não é da sua conta\, e mesmo que eu soubesse\, não te diria porque não é seu problema.

Alía deu um tapa forte em Clara, marcando sua face.

- Me diga por que me xingou\, vadia. Quem você pensa que é para falar assim com a segunda mulher do Imperador?

- Hahaha\, me faça rir\, querida. Você não é ninguém e sabe disso. Não me provoque e não se meta com a minha Imperatriz\, por ela\, não fico de braços cruzados.

Dito isso, ela seguiu seu caminho, deixando Alía furiosa.

Clara dirigiu-se ao quarto de sua senhora.

Toc, toc.

- Entre.

- Majestade\, boa noite. Só vim dizer que já cumpri com o que me foi incumbido.

- Está tudo bem? Que eficiente. Mas o que aconteceu em sua bochecha? Ela está vermelha. Não me diga que o Imperador estava de mau humor\, Clara.

_ O Imperador raramente está de mau humor, ele não fez nada comigo.

_ Então, você está brigando com outra criada?

_ Não, majestade, não é nada, não se preocupe.

Por um momento, Joana ficou calada.

_ Foi ela, não foi?

_ Ela?

_ Sim, a concubina do Imperador.

_ Não, não...

_ Claro que foi ela, o que ela fez?

A mulher suspirou resignada.

_ Eu não posso mentir para você, minha menina. Como você pode ver, a Concubina Alía escutou quando eu disse ao Imperador que você mandou uma carta para ele. Aparentemente, ela se escondeu e esperou o Imperador seguir seu caminho. Quando eu estava voltando, ela me parou e exigiu saber o que havia na carta. Eu respondi que não sabia e, mesmo se soubesse, não diria pois sirvo a você e ela não me perguntou. Mas eu não a tolero, não sei por que você a trouxe até aqui.

_ Agora que você menciona, minha intuição não gosta mais dela. Entre nós duas, eu acredito que o incidente no lago não foi um acidente. Eu não sou boba o suficiente para escorregar assim sem mais nem menos. Não me lembro bem, mas tenho a sensação de que foi ela quem causou tudo isso.

A criada abriu os olhos e cobriu a boca com as duas mãos.

_ Sim, majestade, isso é grave e delicado.

_ Eu sei, mas espero que isso não saia daqui. Preciso descobrir, pode ser que alguém além dela esteja me traindo.

_ Eu juro que não direi nada.

POV Imperador.

( O que minha amada está dizendo?)

O homem abriu a carta e um sorriso apareceu em seu rosto.

Concubina Alía

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