Mais anos se passaram, Pedro cultivou medo quando via certidão de nascimento que a mãe havia lhe dado, tinha medo de conhecer a verdade sobre sua origem, saber quem eram seus pais, onde moravam. Guardou bem aquele pedaço de sua vida para quando tivesse coragem, voltar para os braços de sua família.
Lembrava-se bem que Pedro não era seu nome de verdade, mas agora todos o chamavam assim.
Pedro: nunca consegui me acostumar com esse nome. todos acham que sou louco quando digo que me chamo Daniel, nunca quiseram procurar por minha família de verdade. Não direi mais que meu nome é Daniel só direi quando encontrar minha família, eles sim acreditaram em mim. Eu sei que eles me amam que me esperam. Pensava olhando para aquele papel, que estava bem conservado, mas amarelado pela ação do tempo.
PEDRO/DANIEL COMPLETA 18 ANOS
De acordo com o novo documento de Daniel, ele já havia completando dezoito anos de idade a alguns meses.
Pedro: desde que a senhora entrou no orfanato tem sido um anjo para mim. Falou feliz por ter encontrado um pessoa que o ajudou muito nos últimos anos.
Conceição: você é que é um anjo Pedrinho, sempre foi obediente, estudioso.
Pedro: oh dona Conceição, estou tão agradecido pela que a senhora fez por mim nestes últimos meses.
Conceição: fiz por que você merece.
Pedro: a senhora me deixou fica mesmo eu já tendo completado dezoito anos a 6 meses, conseguiu que seu sobrinho me arrumasse um emprego na empresa onde ele trabalha. Eu precisava de carteira de motociclista para o emprego a senhora me emprestou o dinheiro para eu tirar a carteira. Fez tanto...
Conceição: eu fiz o que meu coração mandou. Falou sendo sincera, sempre gostou do menino.
Pedro: agora eu estou saindo daqui, vou para aquela pensão que a senhora falou aluguei um quartinho para mim, só para mim.
Conceição: imagino o quanto você esta feliz, sei que sua vida não foi fácil nos orfanatos que morou.
Pedro: é... não foi mesmo, mas estou mais forte agora.
Conceição: e quando você começa a trabalhar.
Pedro: amanhã.
Conceição: que bom.
Pedro: e não pensa que me esqueci do que devo à senhora.
Conceição: não precisa se preocupar com dinheiro não.
Pedro: preciso sim, sei do sacrifício que foi para a senhora me emprestar este dinheiro. Já com o meu primeiro salário começo a pagar o que lhe devo.
Conceição: sei que você é um cabeça dura não vai adiantar eu dizer para você pagar depois.
Pedro: não vai.
Pedro pega suas malas, era seu ultimo dia no orfanato e esperava que a vida nova fosse mais gentil com ele.
Pedro: tchau, sempre virei aqui ver a senhora. E sempre que precisar de mim, pode ligar que vou ajuda-la com muita satisfação.
Conceição: eu sei meu filho. vou ficar esperando sua visita.
Eles tinham lagrimas nos olhos. Abraçaram-se carinhosamente.
Pedro: eu não vou chorar.
Ela enxugou suas lagrimas em seu rosto como faz uma mãe.
Conceição: e você já esqueceu aquela história? Quis saber.
Pedro: eu não posso, aquela é a minha vida de verdade, não posso esquecer. Sei que a senhora também não acreditou na minha história, mas um dia vou encontrar a verdade.
Ele acenou para Conceição e segui para uma nova fase que se iniciava em sua vida, esperava ter, em breve, coragem de ir atrás de sua família.
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Solaní Rosa
autora muito triste tua história essa foi pior o mal está vencendo por muitos anos tá na hora de se encontrar
2025-01-27
2
Cilene Martins Costa
estou achando muito ruim passar esse tempo todo
2024-12-09
1
Maria Helena Macedo e Silva
hum vai bem trabalhar com na empresa do pai🤔
2024-11-29
1