Carlos voltou a cidade, acompanhou o enterro e depois foi direto para a funerária onde pegou o corpo da criança e partiu para a estrada.
Já era noite quando chegou ao descampado onde dormiu na noite anterior.
Carlos: Você quer seu filho, você terá Miguel. Falou enquanto vestia as roupas de Daniel na criança. Com as mãos ele abriu uma cova e enterrou a criança.
Carlos: Você vai sofrer Miguel, vai chorar muito. Ele deu uma gargalhada - em alguns dias direi o paradeiro do seu pirralho. Seguiu sua fuga aparentando uma certa loucura no jeito de falar e olhar.
PASSARAM-SE VARIOS DIAS
Carlos procurou um esconderijo, sabia que a polícia estava a sua procura e não pensava em fugir por muito tempo, a única coisa que queria era destruir Miguel.
Carlos: será que já esta na hora de você saber onde seu filho esta Miguel? Pensava enquanto sorria perturbado.
Os dias foram se passando. Miguel e Valéria estavam destruídos emocionalmente sem notícias do filho.
Daniel sofria com a falta dos pais e irmãos, era maltratado por aquela mulher que o escondia e pelas crianças mais velhas que aprontavam e colocavam a culpa sobre Daniel que sempre era castigado.
Uma criança mais velha derrubou comida no refeitório e tomou a de Daniel que reagiu pois estava com fome. A diretora chegou e ficou brava vendo a comida no chão.
Diretora: quem fez isto? Perguntou
Criança mais velha: foi ele. Falou apontando para Daniel.
Diretora: só podia ser você mesmo. Ela lhe dá um tapa. _aprende a se comportar ou vai apanhar mais que ontem garoto. Falou e Daniel se lembrou da surra do dia anterior e ficou quieto e com fome.
Carlos voltou para a cidade. Permanecia escondido acompanhado as notícias. Dez dias se passam. Carlos saiu com a intenção de ser encontrado, e acabou se envolvendo em um acidente de trânsito e para ser encontrado de proposito. Ao receberem a notícia, Miguel e Valéria correram para a delegacia na esperança de encontrar Daniel
Quando Miguel encontrou-se com Carlos, partiu para cima dele, queria surra-lo.
Miguel: Onde está o meu filho, seu covarde? Perguntou furioso
Carlos: Morto. Respondeu sorrindo cinicamente.
Ao ouvir as resposta de Carlos, foi como um tapa atingisse Miguel e Valéria.
Valéria: Você esta mentindo Carlos. Falava desesperada
Carlos: Não. Respondeu Carlos com frieza.
Miguel ficou sem reação.
Delegado: Agora vamos ao local onde ele disse que enterrou o corpo da criança. Vocês querem nos acompanhar? Perguntou o Delegado
Miguel: Eu quero ir. Respondeu Miguel. _ Ele está mentindo, lá encontraremos meu filho vivo.
Valéria: Claro, eu sinto que ele está vivo, nosso filho está vivo. Falou se agarrando a um fio de esperança.
Ao chegarem ao descampado, Carlos indicou onde o corpo estava enterrado.
Os policias começaram a cavar. Em pouco tempo disseram:
Policial: Achamos um corpo delegado, já em decomposição avançada.
Carlos: Vá lá ver seu filho Miguel. Da um abraço e veja como ele está quentinho e cheiroso. Fala Carlos rindo.
Miguel e Valéria se aproximaram da cova e reconheceram a roupa que o filho usava no dia em que foi sequestrado e eles se desesperaram. Miguel queria morrer. Virou-se para Carlos e perguntou:
Miguel: Como e quando você o matou?
Carlos: No dia seguinte ao sequestro. Ele tentou fugir e eu o persegui com o carro e acabei atropelando-o.
Delegado: o carro dele esta com a lataria amassada por causa do acidente em que ele se envolveu hoje, não dá para afirmar que foi isso que aconteceu.
Miguel: Como você pode fazer isto com ele? Ele era apenas uma criança, fizesse comigo... me Matasse, mas não a ele.
Carlos: Queria ver você assim, sofrendo como eu já sofri por sua causa. Miguel não se conteve, pulou no pescoço de Carlos, o mataria se não fosse impedido.
Carlos: Você merecia mais Miguel, por roubar o que era meu. Carlos pensava : "Você nunca saberá que aquele pirralho está vivo, espero ter convencido a todos com esse corpo, não podem fazer um DNA, não podem. A ideia da roupa foi genial a criança da mesma idade e o tempo que o corpo está ai vai me favorecer, os motivos da morte também, jamais saberão que eu estou mentido.”
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Edvania Montenegro
Na hora do desespero ninguém consegue raciocinar, espero que o delegado faça o exame de DNA para confirmar se realmente é o Daniel.
2025-03-03
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Maria Helena Macedo e Silva
se o delegado não ter espirito investigativo vai deixar por isso mesmo, mas se tiver vai investigar a fundo e colocar esse psicopata na cadeia de segurança máxima.
2024-11-29
1
Maria de Fatima Chaves
Autora eu vou infartar
2024-11-23
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