...Alexy on....
Não posso negar a faísca entre nós desde o primeiro instante, eu não sei quem é esse homem, seu nome, idade ou qualquer coisa, mas sei exatamente o que seu simples toque faz no meu corpo.
Não sei porquê me sinto tão atraída, normalmente ele é o tipo de cara ao qual fujo, mas a intensidade dos seus olhos e a maneira como respondo a ele, estão além da minha compreensão.
Não existe nada que me impeça de colocar em prática uma vontade que sinto, eu sou uma mulher livre, independente, não é como se levar um estranho deslumbrante para o meu quarto de hotel fosse algo fora da realidade ou errado, realmente não a nada de errado nisso, não a nada de errado em querer sentir prazer.
Minha vida sexual inativa e frustrante se estendeu por tempo de mais, eu só tive uma pessoa em toda minha vida e posso falar com toda tranquilidade que meu maior arrependimento foi não ter me permitido ter além daquilo que meu ex me proporcionava.
Que hoje eu entendo ser nada.
Eu deveria ter ido para cama com outras pessoas e me aventurado nas diversas formas de dar e sentir prazer, mas deixei que a mesmice e frustração possuíssem minha vida, por simplesmente acreditar que estava apaixonada.
Hoje eu tenho 25 anos e sinto que não vivi nada, que fiz tudo que podia, que dei o meu máximo em tudo e não usufrui nem um segundo da minha vida.
Perdi minha virgindade com 18 anos, conheci meu ex na faculdade, ele estava se formando em economia, no início tudo era perfeito, Lucas me parecia ter saído de um filme de romance.
Ele não era um cara ruim, mas ele era egoísta.
Ele era atencioso, gentil e educado até começarmos a aprofundar as coisas, ficamos durante alguns meses até eu ter a minha primeira vez, não acho que tenha sido a pior experiência do mundo, já passei por coisas piores, mas foi frustrante, a promessa que o prazer viria após a dor nunca foi cumprida, era desconfortável e nada mais.
Lembro que chegamos na minha casa, nos beijamos um pouco, ele tirou minha roupa e a dele, nos deitamos e ele me penetrou sem aviso prévio ou qualquer estímulo.
Mas ele era incrível no resto, amoroso, atencioso, delicado, dedicado, me apoiava e ajudava em tudo.
Eu estava na maior crise financeira da minha vida e ele por um tempo me ajudou a ter o que comer, eu era grata a ele, me sentia em dívida.
Ficamos 2 anos juntos, eu acreditava que amava ele, não tenho certeza, mas acho que pensava assim na época.
O sexo era algo relativamente apático para mim, eu deixei de sentir dor ou desconforto, mas o prazer também era inexistente, não fazíamos nada diferente, sem preliminares ou qualquer coisa do tipo, era um pá, pum e foi.
Eu nunca cobrei dele nada, abrir as pernas para que ele tivesse prazer me parecia certo, mas quando ele me perguntou o que eu sentia, eu não menti, eu não sentia nada de mais, as vezes um leve prazer dependendo da sua intensidade, um prazer que vinha com muita dificuldade e desaparecia com muita facilidade.
Falei com Lucas diversas vezes sobre isso, li, pesquisei, conversei com amigas, tentava explicar que não sentia prazer a ponto de gozar, que aquilo não era tão bom para mim quando para ele, tentei dar algumas ideias e até me esforcei para mudar nossa vida sexüal, aprendi diversas coisas na teoria pra tentar por em prática e melhorar nossa relação íntima.
Nossas brigas começaram aí, primeiro por eu querer mais, eu era a egoista, a insatisfeita, mulheres morreriam para ter o homem que eu tinha e sinceramente ele era tão legal no resto, que eu acreditava ser verdade.
Lucas não aceitou nenhuma das minhas tentativas de melhorar nossa vida sexüal, na verdade só piorou.
Para ele era só vir sobre mim, colocar uma camisinhä e me penetrar em seco até ele gozär, o problema nunca foi ele e sim eu, eu deveria amar aquilo e ele era ótimo na cama, eu que não reconhecia.
Por fim ele dizia que eu era frigida, que não tinha o que fazer, era um problema que eu tinha e tudo bem.
Acabei acreditando, me convenci que ele estava certo.
Demorei muito para entender toda a lavagem cerebral que ele fazia em mim, ele dizia que eu não tinha com o que me preocupar, que mesmo eu sendo daquele jeito, ele me amaria, que nenhum outro homem aguentaria estar com uma mulher como eu, mas ele me amava, ficaria comigo, mesmo eu tendo esse problema.
Fazíamos sexö sempre que ele queria, eu me sentia na obrigação de estar ali para ele, afinal, eu não sentia prazer, mas ele sim.
Nós tínhamos um final de semana sim e outro não juntos, todas as vezes em que ele dormia comigo eu me sentia horrível, mas eu o amava, precisava entender que aquela seria nossa vida, a minha vida, com qualquer homem, pelo menos, ele me entendia e aceitava.
Assim pensei por um ano e meio......um ano e meio de pura insatisfação sexüal, até eu ter coragem de ir na minha ginecologista falar sobre esse assunto, eu queria saber se tinha como tratar, se eu poderia fazer algo a respeito, então descobri que não tinha nada de errado comigo.
Ela me encaminhou para uma colega sexóloga e eu fui escondida dele.
Da sexóloga fui para o sexshop, do sexshop para minha casa e tive meu primeiro orgasmo sozinha, com um mini virador que parecia um ovo.
Para mim, foi como nascer de novo, chorei durante três horas, eu me odiava e me cobrava tanto por ser incapaz de algo assim, saber que passei por tudo aquilo e na verdade eu não tinha nada, foi uma mistura de alívio com decepção.
Entender que o problema não estava em mim e sim em como a nossa vida sexüal era terrível, ficou claro rapidamente, Lucas queria gozär e se eu tinha prazer ou não, isso não incomodava ele em nada.
Nossas discussões se tornaram algo muito maior quando ele soube que eu era capaz de gozar sozinha e não com ele, mas mesmo assim, ele nada quis fazer para conseguir me dar prazer, por ele eu seguiria assim, sem poder sentir prazer e dando prazer para ele.
O resto do inferno que passei durante nossa relação e depois que terminamos, é algo que simplesmente me nego a lembrar agora, mas o fato é, aprendi a sentir prazer sozinha e assim permaneci por anos até agora.
Meu bloqueio com os homens se manteve ali do meu lado, as coisas que Lucas fez depois da nossa separação só me fizeram fugir ainda mais de qualquer tipo de intimidade com um homem e os vínculos emocionais, me assustavam ainda mais.
Uma vez tentei ficar com uma menina, achei que talvez meu problema fosse realmente não sentir atração por homens, mas percebi que meu bloqueio era com qualquer pessoa e que realmente mulheres não me chamavam atenção.
Enquanto meu bloqueio com os homens continuava, desfrutei do prazer de todas as formas que pude sozinha e como diz minha psicóloga, precisamos conhecer nosso corpo e prazer, para conhecer outro corpo e fornecer o prazer, foi o que fiz.
Minha vida sexüal não é mais uma frustração, conheço meu corpo, minhas necessidades e vontades, mas falta algo, o calor humano que nenhum vibrador é capaz de dar.
Quando pus os pés na Itália jurei a mim mesma que eu não poderia mais ser assim, fazia anos que eu não tinha alguém, o prazer não era um problema, o problema era eu não ter uma pessoa, não ter a minha pessoa.
Voltar para uma casa vazia todos os dias foi se tornando a minha maior frustração e eu sabia que para eu conseguir me abrir em um relacionamento, eu precisava me abrir antes sexualmente com outro alguém, seria muito mais fácil lidar com isso sem emoções ou qualquer tipo de pressão.
Era uma porta que eu tinha que cruzar.
Se eu conseguisse sentir prazer com um estranho eu conseguiria sentir prazer com o homem certo, da forma certa e sem esse monte de insegurança na cabeça.
Uma coisa levou a outra, não vou mentir, já entrei na boate da Miriam para caçar alguém, eu queira sair dali com um homem sexy ao lado, que fosse capaz de me dar exatamente o que eu queria.
Em Los Angeles não saia, não tinha amigas e nem coragem de passar a noite sozinha em uma festa, minhas colegas de trabalho eram todas casadas e quando eu ia confraternizar com elas, sempre era algo em casa, só família ou colegas de trabalho, limitando muito minhas opções.
Então a boate seria a minha oportunidade de tentar, de querer e eu quis.
Não achei que meu corpo reagiria tão rapidamente a outra pessoa além de mim, pois eu sabia cada ponto de prazer e cada coisa que me fazia gozär, eu realmente me conhecia muito bem, mas outra pessoa, outra pessoa não teria como saber.
Não sei quem é esse estranho lindo entrando no quarto do hotel comigo, mas quando ele tocou levemente meu braço com os dedos assim que chegou na boate, meu corpo respondeu a ele mais rápido que consigo pensar.
A simples aproximação dele fez meu corpo soltar faíscas e quando ele me pôs contra parede fiquei encharcada.
Eu não sei quem ele é, mas sei que pode me dar exatamente o que preciso, prazer além do que conheço.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 157
Comments
Patricia M
muito top a história kkkk
2024-12-31
1
Maria De Fatima Pinto
foi horrível a minha primeira vez.a pessoa era muito experiente mas comigo não rolou.parece que estou nesta história.
2024-11-04
3
Francisca Costa
a minha primeira experiência foi horrível, tentei por 4 vezes até que foi ,eu não tinha experiência o cara já tinha vida sexual,namoramos por um tempo,mais só ele sentia prazer,até me mudar de estado e conhecer meu marido que agora e ex,ele me ensinou o que era ter orgasmo, acho que a maioria das minhas amigas do interior de onde eu morava não sabe nem o que é orgasmo
2024-11-03
5