Anya Swan
Acordo pensando estar em um sonho, estou com a cabeça deitada sobre o peito de Leandro.
Levanto admirando o, como ele consegue ser tão lindo?
— Está gostando do que vê? — Ele fala me assustando e me deixando envergonhada
— Acreditei que estivesse dormindo. — Falo envergonhada
— Não fique tímida, se eu pudesse te ver acordaria primeiro que você diariamente só para te observa dormindo. — Ele fala sendo fofo, mais do que deveria.
— Any? Papai? Vocês estão namorando?
Mariah vem correndo em nossa direção, após nos pegar no flagra em um beijo.
— Hoje é o dia mais feliz da minha vida! — Ela pula na nossa frente em seguida nos abraça pelo pescoço.
— Nós iriamos te contar. — Falo sem jeito
— Any você vai ser a minha mãe? — Pergunta sentando no meu colo e me dando vários beijos.
— Desse jeito ficarei com ciúmes. — Leandro fala e ela passa a beija-lo também.
Os dois dias passaram com um piscar de olhos e logo estávamos de volta a mansão.
Eu combinei com Leandro de continuar trabalhando na casa, afinal não somos casados e eu preciso ganhar meu próprio dinheiro. Percebi seu desconforto e a sua pressa em oficializar nosso relacionamento, mas não vejo motivos para pressa afinal acabamos de nos conhecer.
Quando eu citei esse argumento de que ele tinha me conhecido praticamente ontem ele me disse que em menos de um minuto de nascido a mão dele já havia dito que o amava e eu gargalhei sem saber que ele tinha esse humor cômico.
"O tempo não quer dizer nada, eu só não falo que foi amor a primeira vista, por que não pude te ver. — Ele fala bem-humorado novamente."
Mariah chega de viagem dormindo e eu a deixo no quarto.
Chegamos no fim da tarde o clima estava bem agradável e eu deito na grama do jardim.
— Preciso que pare com isso. — Ouço a voz de Leandro
— Com isso o quê? — Pergunto confusa.
— Sinto vontade de estar com você o tempo todo. — Ele fala tateando o chão com a bengala e deita ao meu lado quando me encontra.
— Do que seu ex morreu? — Ele me pegando de surpresa com a pergunta repentina
— Não sei exatamente, mas, ele estava bêbado e soube que dirigiu nesse estado. — Falo
— humm.. Acidente de carro. Ele gostava de beber? Tinha esse habito de dirigir bêbado? — Ele pergunta e sinto uma lagrima escorrer pelo meu rosto.
— Eu sempre acreditei que para amar alguém fazê-la sorrir era o suficiente, mas eu descobrir que as vezes fazemos as pessoas que amamos chorar.
— E por que o fez chorar? — Ele pergunta
— Eu não quero falar sobre isso. Uma atitude impensada me privou de muitas coisas. — Eu quero apenas olhar para frente e não viver esse luto que me matou por dentro.
Leandro Capetelli
Sempre que, eu tinha oportunidade eu tentava entender o que aconteceu, mas, Anya era sempre muito evasiva nas respostas.
Ela diz que ama o Ícaro, e por que ela o traio?
Eu precisava disso, eu precisava de resposta para que eu pare de me sentir culpado por querê-la tanto.
— Você nunca fala sobre os seus pais. — Falo
— Sair de casa muito cedo, comecei a trabalhar e viver sozinha, não conheço o meu pai, não faço ideia de quem ele seja.
— E a sua mãe, onde ela está? — Pergunto
— Não faço ideia, ela pode estar viva jogada em algum lugar ou morta. — Ela fala com pesar.
— Não se importa? — Pergunto
— Claro que me importo, minha mãe usava drogas e vendia o próprio corpo, ela levava homens para nossa casa eles tentaram me violentar algumas vezes. Eu não podia continuar morando lá, as coisas fugiram do meu controle eu não tinha maturidade suficiente para lidar com a situação.— Sua voz estava partida eu sabia que ela estava chorando então passo a mão pelo seu rosto aparando as lagrimas e em seguida beijo seus olhos
Eu só conseguia ver em Anya uma garota doce e linda, que sofreu muito durante a vida, definitivamente o único vilão dessa história sou eu que a fiz sofre mais. Eu senti vontade de protegê-la, senti vontade de voltar no tempo e sentir medo de ser descoberto por ela.
[...]
Alguns dias depois...
Estava na sala ouvindo Mariah tocar piano quando Nivia chega.
— Um temos uma pianista na casa, ainda tão pequena já toca tao graciosa. — Nivia entra falando
— Não bate mais na porta. — Falo
— Os seus seguranças pensam que somos um casal e me deixam entrar. — Ela fala
— Preciso conversa com eles e esclarecer as coisas. — Falo me afastando quando ela senta ao meu lado
— Namorada? — ouço os passinhos de Mariah vindo em minha direção. — Saiba que meu pai já tem namorada. — Ela fala desdenhosa.
— Hum... não sabia dessa notícia. — Nivia fala interessada.
— Sim, ele está namorando a...
— Mariah vamos brincar juntas. — Anya entra cortando Mariah.
— Mas any. — Ela retruca, mas sai da sala com Anya.
— O que você quer?— Pergunto.
— Vim apenas te ver, e deixar os convites do meu concerto de amanhã. — Ela fala
— Deixe ai em cima. Não prometo ir, tenho planos com minha namorada. — Falo
— Esta tentando me mostrar que não esperou que eu voltasse todo esse tempo. — Ela fala
— Você acredita que eu te esperei? — Dou um sorriso.
Ela me abraça e ouço os passos de Anya voltando para sala.
— Any, você gosta de concertos? — Pergunto
— Sim. Os considero bonito. — Ela fala, me levando a crer que nunca esteve em um.
— Deixe mais um convite Nívia, eu irei ao seu concerto acompanhado da minha namorada, se esforce bastante e a deixe emocionada, se conseguir isso vou investir o dinheiro que precisa. — Falo com um sorriso debochado no rosto.
— A empregada é a sua namorada? — Ela sorrir também com deboche. — Está fazendo isso para me humilhar.— Ela perguntou num tom alterado.
Anya me surpreende se aproximando e envolvendo os seus braços aos meus.
— Não sei como consegue ser tão egocêntrica, nem tudo que acontece é por sua causa. Será um prazer ir ao seu concerto Nívia. — Anya fala com uma classe admirável.
— Se isso é tudo pode ir, amanhã iremos ver sua apresentação. — Falo e ouço ela sair a passos largos.
— Você ainda gosta dela? — Anya me surpreende com a pergunta.
— O que te faz achar isso? — Pergunto a abraçando
— Você parece querer magoá-la e isso é característica de amor retraído. — Ela fala envolvendo seus braços em mim.
— Eu a amei muito, e me senti mal quando ela me trocou por outro, até conhecer você e ver como age uma mulher de verdade. — Falo a beijando rápido a sua testa. — Nivia me fazia sentir culpado pela minha deficiência, eu me sentia inútil perto dela, eu passei a me afastar das pessoas.
— Vamos mudar de assunto. — Ela fala vendo minha amargura ao tocar no assunto.
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*** Anya Swan***
No dia seguinte...
Deixamos Mariah com aos cuidados de Renata e fomo para o concerto de Niva.
— Tem certeza que quer ir. — Leandro me perguntou já no carro.
— Sim, eu nunca fui a um concerto, eu vou adorar assistir. — Falo sendo sincera.
O motorista estava estacionando o carro quando percebo uma movimentação estranha a uns três carros mais a frente.
Solto a mão de Leandro bruscamente e desço rápido. Se tratava de um assalto contra um senhor com uma certa idade, o homem batia nele e tento impedi-lo entrando na frente, vejo alguns homens que pareciam seguranças vindo correndo em nossa direção os perco de vista quando sinto meu cabelo ser puxado e eu caio no chão.
Meu grito é abafado pela mão do homem.
— Anya? Anya? — Ouvia Leandro me chamar, mas eu não queria atraí-lo até aqui.
— Ora, ora se não é a vadiazinha da Any. — Ela puxa meus cabelos me fazendo o encarar, e eu o reconheço, Rony um ex funcionário da escola em que eu estudava e dormiu com a minha mãe algumas vezes e logico que ele tentou algo contra mim.
...Continua.
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Euridice Neta
Quem será o senhor que foi assaltado?
2025-03-08
0
Jaqueline Silva
Será que o senhor assaltado é o pai dela .e rico? .
2025-03-17
1
Euzilane Silva
Rony, que canalha
2024-07-08
0