Fernanda
Eu corria o maximo que eu podia pelo corredor daquele hospital e eu só pensava em uma pessoa. Felipe! Meu desespero não deixava eu prestar atenção no meu caminho sai esbarrando nas pessoas e nos bancos.
- Onde ele tá! - eu perguntei a recepcionista que me olhava assustada.
- Ele quem senhora? Tem o nome? - ela perguntou proficional.
- Felipe... Felipe Lima! - eu falei ofegante.
Ela mexeu no computador só me fazendo ficar mais aflita, eu batucava na bancada e todos me olhavam.
- Ele está na sala B, quarto 15! - ela falou e e eu sai correndo pra sala onde ele estava.
Quando eu cheguei na sala B estava escrito em vermelho e bem legível "EMERGÊNCIA(UTI E CTI)". Foi aí que meu coração parou de vez e quando entrei na sala só tinha umas janelas de vidro e eu olhava de uma em uma pra encontrar o Lipe, eu vi em uma porta o número 15 e fui até a janela de vidro e ele estava lá deitado com tubos no nariz e na boca o aparelho que mostrava os batimentos cardíacos dele estava ali ao lado e os batimentos fracos. Meu coração se despedaçou ao vê-lo ali tão vulnerável eu estava ali sem conseguir nem me mexer vendo o meu homem ali deitado tão parado eu fui até a porta pra entrar pra abraça-lo e alguém me parou.
- O que a senhorita está fazendo aqui? - uma homem negro, alto e de porte me perguntou quando coloquei a mão na maçaneta.
- Eu preciso vê-lo! - eu falei apontando pro quarto.
- Eu sou o cirurgião Robson Cunha! A senhorita é parente do Felipe Lima? - ele perguntou olhando a ficha.
- Eu sou a namorada dele. - eu falei e ele assentiu - Eu me chamo Fernanda Monttanari!
- Então Fernanda, o Felipe vai passar por uma cirurgia pra retirada da bala que ficou alojada abaixo do peito esquerdo! - suspirei - E depois veremos qual será a reação dele a cirurgia mais tido indica que vai dar certo... Vamos leva-lo pra sala cirúrgica em dez minutos! - ele concluiu e eu olhei novamente pela janela de vidro.
- E o que eu faço enquanto isso?! - eu perguntei mais pra mim do que pro médico mais ele mesmo assim respondeu.
- A senhorita pode esperar e orar por ele! - falou e eu o olhei preocupada e ele percebeu - Não se preocupe ele irá ficar bem mais uma oração nunca é demais não é? - ele falou e deu um sorrizo de lado.
Fui até a sala de espera com o doutor e ele voltou pra sala de cirurgia e eu fiquei lembrando de quando o Vitor me ligou avisando que o Felipe havia sido baleado em uma operação e que ele estava indo pro hospital do morro, na mesma da hora eu deixei o Carlinhos na casa da mãe do Calebe e fui pro hospital o mais rápido possível.
- Como ele esta? - Lele perguntou parado aí meu lado com o Calebe.
- Ele vai passar por uma cirurgia agora e só depois vamos ter noticias! - eu falei olhando pro nada.
Lele sentou-se ao meu lado e Calebe foi pegar água pra nós duas, ficamos lá umas meia hora e então o mesmo médico que me tirou da área do CTI veio até a mim.+
- Senhorita Fernanda! - ele chamou mais eu já estava de pé indo até ele.
- E então doutor como ele tá? - eu perguntei aflita.
- A cirurgia foi um sucesso, mais ele ficará aqui sob observação para sabermos se ele terá alguma complicação! - eu estava e Lele nos abraçamos e comemoramos pela cirurgia ter sido um sucesso.
- Eu posso vê-lo? - Lele perguntou quando separamos o nosso abraço.
- No momento ele está anestesiado e não pode receber visitas! Mas tarde talvez - ele falou - Com licença, eu tenho que ir mais qualquer coisa eu mantenho vocês informados. - ele falou saíndo e indo pra uma sala.
Ficamos mais umas horas até que Calebe e Lele foram pra casa, eles insistiram pra que eu fosse mais eu quero ficar aqui perto dele. Sentei em uma cadeira perto da parede e me apoiei ali a espera de qualquer notícia do meu homem, até que alguém me chamou.
- Senhorita Fernanda! - chamaram e eu abri os olhos dando de cara com uma mulher baixinha e gordinha de cabelos vermelhos e óculos fundo de garrafa.
- Sou eu, pois não! - eu falei me ajeitando na cadeira.
- Felipe Lima já saiu do CTI e era sendo conduzindo pra um dos quartos neste momento! - ela falou olhando uma ficha - A senhora já pode vê-lo!
- Ele já acordou? - eu pergunte enquanto a seguia até o quarto que o Felipe estava.
- O efeito do sedativo já passou e agora ele está dormindo. - ela falou e paramos de frente a porta 28 e ela abriu a porta.
O local tinha umas dez camas separadas por cortinas azuis e aparelhos, havia três pessoas entubadas e lá no fundo o meu Felipe com um tubo no nariz que estava ligado à um botijão de oxigênio.
- Eu irei chamar o doutor Robson! - a enfermeira saiu me dixando sozinha com meu homem.
Ao lado da cama dele e de todas as outras havia uma poutrona bege de couro sintético onde eu me sentei e peguei a mão dele e fiquei ali o observando dormir na hora veio a lembrança da noite que tivemos antes dele me pedir em namoro e não pude evitar de algumas lágrimas caírem.
- A senhorita está bem? - doutor Robson perguntou ao meu lado.
- Estou sim... foi só lembranças! - eu falei me levantando - E ele doutor... porque ele está com esse tubo? - eu perguntei apontando pro botijão de oxigênio.
- O tiro que ele tomou foi certeiro e quase atingiu o pulmão dele... pra sorte dele não atingiu ela cheio mais ainda assim passou de raspão e o ferimento que fez esta dificutando a respiração dele! - o médico falou e eu apenas concordei entendendo o que ele me falava.
- E aquela bolça de sangue? - eu perguntei vendo pela primeira vez a bolça de sangue do lado esquerdo dele que estava ligada ao seu braço por um tubo também.+
- Bom ele perdeu muito sangue e por isso ele teve que receber uma dessas bolças que braço sorte dele novamente era compatível com o sangue dele.
- Ele tem muita sorte não é doutor? - eu comentei passando a mão por sua cabeça.
- Realmente ele é um rapaz de muita sorte! - ele falou e depois se virou para mim - A senhorita deveria ir pra casa descansar... esse nervosismo todo pode fazer mal pro bebê.
- Só saiu daqui quando ele receber alta! - falei com convicção e ele apenas assentiu.
- A senhorita é quem sabe! Agora eu tenho que ir, mais tarde passo aqui para fazer mais alguns exames nele... qualquer coisa aperte aquele botão que uma enfermeira vira te ajudar. - ele falou e eu apenas assenti olhando o botão azul que ele me indicará.
- Muito obrigado por ter salvo a vida dele! - eu falei realmente agradecida.
- É o mínimo que eu poderia fazer primeiro pela minha profissão e segundo por se tratar do dono do morro! - ele falou e eu apenas assenti com um sorrizo.
Fiquei sentada ao lado dele o observando o resto da tarde e o começo da noite quando a Lele chegou com uma mochila com roupas e uma marmita pra mim e foi embora pra cuidar do Carlinhos. Depois de algumas olhar eu estava com com a cabeça apoiada na parede e os olhos fechados quando senti ele aperta minha mão quando abri os olhos ele estava acordando.
- Oi... minha...linda. - ele falou com a voz fraca.
- Oi meu amor! - eu falei chegando perto.
- O que aconteceu? Você tá bem? E os muleke tão bem... - eu o interrompi.
- Shiii, eu e os meninos estamos bem! - eu falei e ele pareceu aliviado - Mais você me deu um belo susto... Você sabe como foi que eu fiquei sabendo que você levou um tiro?
- Aiii! Eu fiz merda não é? Desculpa! - ele falou tentando levantar e eu me sentei ao seu lado na cama.
- Tá tudo bem, só para de se mexer pra não piorar! - eu falei e arrumei o travesseiro dele.
- Você tá a quanto tempo aqui? - ele perguntou passando a mão nas minhas costas.
- Desde uma da tarde e... - olhei o relógio de pulso - São oito da noite! - eu falei e ele fez uma careta de dor.
- Você devia ir pra casa... precisa comer... - ele parou e tocou encima do curativo - Isso tá doendo! - ele falou e eu toquei a sua mão.
- Porque não me falou dessa tal operação?! - eu perguntei e ele negou.
- Eu achei melhor você não saber dessas coisas.
- Ok! Mais da próxima vez que resolver tomar um tiro avise-me por favor! - eu falei e ele riu descendo a mão das minhas costas até minha coxa.
- Estava com saldades do seu corpo! - ele sussurrou me fazendo arrepiar.
- Estamos em um hospital e você está machucado.
- Poderia fechar essa cortina? - ele pediu e eu fechei a cortina toda ao redor da cama e da poltrona.
- Agora trate de dormir! - eu falei e quando ia levantar ele apalpou a minha bunda.
- Você não acha que vou ficar na vontade esse tempo todo não é? - ele perguntou passando a mão da minha bunda até o meu sexo.
- Eu ainda acho... que você... deveria dormir. - eu gaguejei pelo toque dele e minha voz falhou no final quando ele me apertou.
- Isso é bom? - ele perguntou e eu o beijei com desejo.
Ele passou a mão no meu seio e o apertou e eu apenas o beijava, ele segurou minha mão e desceu até sua ereção e me olhou eu apenas sorri e apertei ele fechou os olhos e eu apertei mais ainda, quando eu senti sua ereção dura eu apenas o beijei e fui me sentar na poltrona.
- Porque fez isso? - ele perguntou meio que chateado por eu não ter ido em frente.
- Você precisa dormir... Quando tiver alta eu juro que faço tudo que quizer e mais um pouco! - eu falei pegando uma revista que tinha ao lado da cama em uma mini estante.
- Eu vou cobrar. - ele falou virando pra frente - Mais que droga cara tá difícil aqui - ele falou e eu sorri.
- Eu sei! - eu falei crusando a perna e deixando boa parte da coxa a mostra já que o shorts é da Faby.
- Vai ralar muito pra compensar isso!
Depois de alguns minutos reclamando por eu não ter terminado o que comecei ele acabou pegando no sono e e eu também logo em seguida.
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Atualizado até capítulo 34
Comments
Maria Jose de Oliveira Freitas da Silva
lindo demais
2023-01-22
2
Branquinha
O cara acabou de fazer uma cirurgia e ainda quer transar desse jeito meu Deus😂😂😂
2022-08-05
1
Erika Britto
kkkkkk só Deus
2022-05-20
1