Na mesa do café da manhã, Pedro já estava sentado, lendo o jornal com uma expressão séria e fechada. Sua presença carregava uma aura de impaciência e severidade, algo que Helena percebeu de imediato. Ao entrar na cozinha com Clarinha no colo, ela sentiu o coração acelerar. Apesar de estar ali para ajudar, não conseguia ignorar o receio que sentia em relação a ele.
Pedro: sem levantar o olhar do jornal
Bom dia.
Helena: baixinho Bom dia…
Ela se sentou em silêncio, concentrando-se em cuidar de Clarinha, mas não deixava de sentir a tensão no ar. Pedro raramente dirigia a palavra a ela, e, quando o fazia, era com uma frieza que a deixava nervosa. Maria, percebendo o clima tenso, tentou desviar o assunto para Clarinha, alegrando a manhã como podia.
Após o café, Pedro se levantou, ajeitou o terno e se despediu brevemente antes de sair para o trabalho. O som da porta se fechando trouxe um alívio imediato para Helena, que soltou um suspiro, tentando se recompor.
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Três meses depois, tudo estava diferente. Com o tempo, Helena foi se adaptando à rotina da casa e conquistando seu espaço, especialmente com Clarinha, que não desgrudava dela. Pedro, embora ainda reservado, parecia menos hostil, e Maria sempre a apoiava, criando um ambiente mais leve. Aos poucos, a casa que antes parecia um local frio para Helena agora era quase um lar, e a tensão dos primeiros dias parecia apenas uma lembrança distante.
Helena estava acostumada a deixar tudo de lado quando Clara precisava. Sempre que a bebê chorava ou adoecia, ela ia sem questionar, mesmo quando não podia voltar para casa. Pedro, observando essa dedicação, se aproximou e comentou, casualmente
“Helena, meus pais chegaram de viagem e estamos planejando ir para a casa deles neste final de semana. É aniversário da minha mãe, e eu queria que você estivesse conosco. Tudo bem para você?
Helena tentou disfarçar o nervosismo que o convite provocava.
Helena:”Tá bom, não tem problema nenhum”
Pedro assentiu, satisfeito. Enquanto ele se afastava, ela pensava consigo mesma, Só a voz dele já me dá borboletas na barriga. Eu, hein!
Maria vê a expressão no rosto de Helena e transmite
Maria:Que bom que vai passear, você precisa sair mais se divertir .
Helena, tímida, tentou disfarçar.
Helena :”Vou para cuidar da Clara, Maria, não vou passear.”
Maria soltou uma risada. “Vai sim, menina. Dona Isa vai cuidar de Clarinha, e você vai ter um tempinho para relaxar. Aproveita e leva uma roupa de banho.”
Helena corou imediatamente, e Maria não deixou passar. “Ai, como você é tímida, menina! Precisa se resolver.
Nesse momento, Pedro voltou à cozinha e, com um olhar tranquilo, pediu: “Helena, pode dar um banho na Clara, por favor?
Ela concordou prontamente. “
Clara, no colo de Helena, começou a balbuciar com entusiasmo: “Pa-pá! Papai!”
Pedro feliz, cheio de orgulho. “Isso mesmo, bebê. Papai!”
E, do nada, Clara soltou: “Ma-ma! Mamãe!
Maria cobriu a boca, espantada
Helena, meio sem jeito, riu, tentando explicar: “Senhor, eu...”
Pedro a interrompe
Helena ela escolheu você como mãe e você não escolheu ela como filha ?
Helena: eu amo ela senhor .
Pedro assentiu, sincero. “Ela também ama você, Helena. Até mais tarde.”
E saiu, deixando Helena com uma sensação gostosa.
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Atualizado até capítulo 62
Comments
Fatima Gonçalves
GENTE QUE COISA
2025-03-25
0
Anonymous
Inda história
2025-03-19
0
Marlene Almeida
/Heart//Heart//Heart//Heart//Heart//Heart//Heart//Heart//Heart/
2025-03-18
0