Era um dia de semana normal, Dani e Camila estavam rindo da pequena Eloá que ficou super empolgada toda vestida de casaco, botas, e cachecol para ir passear com sua classe.
As crianças iriam ao clube da cidade, um lugar muito bonito, com vários brinquedos. As aulas estavam chegando ao fim e logo seria o recesso de fim de ano.
Por isso está semana teve várias atividades extracurriculares.
Seriam 15 crianças, mas a escola garantia a segurança de todas com pelo menos 10 funcionários.
Camila beijou a filha e foi para o bistrô.
Já passava das 13 horas e o movimento estava começando a diminuir. Ela estava preparando o último prato de sobremesa pedido. Limpou suas mãos no avental e sorriu.
Sentiu seu celular vibrar e olhou quem era. Não reconheceu o número, mas atendeu.
_ Alô, pois não. Disse.
_ É a Sra. Camila, mãe da Eloá?
_ Sim. Quem é? O que houve?
_ Eu me chamo Lorena, e estou falando do hospital, sua filha sofreu um acidente. Venha com urgência.
_ Que acidente? Como está minha filha?
Camila sentiu suas pernas ficarem moles, o peito apertar e lágrimas no olho.
_ Por favor, venha aqui receberá mais informações. Desculpa não poder ajudar.
Ela desligou o telefone e Camila desabou na cadeira.
_ O que houve? Perguntou Dani.
_ Eloá está no hospital.
Dani tomou a iniciativa de conduzir Camila até o hospital, pois esta se encontrava paralisada.
Chegando ao hospital encontraram a diretora da escola, duas professoras, e alguns alunos assustados e chorando enquanto aguardavam os pais.
Também havia policiais que tomavam o depoimento das professoras.e diretora.
_ Nos não sabemos o que houve, ela estava brincando com todos, e derrepente estava na água. Foi muito rápido.
_ Ela não poderia ter passado pelo portão? Perguntou o policial.
_ Não, eu mesma fui verificar se estava fechado. E estava. O único jeito era ela pular a grade. A diretora parou de falar como se isso fosse impossível.
_ A Sra. acha que ela pulou?
_ Não sei, Eloá é uma criança pequena.
Camila escutou parte dessa conversa e se aproximou perguntando de sua filha.
A professora olhou e balançou a cabeça.
_ Eu sinto muito. Ela estava chorando.
Camila se apavorou ainda mais.
Nesse momento um policial a levou para um lugar afastado das crianças.
_ Srta. Torres, por favor se acalme, vou chamar um médico que lhe dará toda informação que precisa.
O policial saiu e voltou com médico.
_ Boa tarde, sua filha caiu na piscina de adulto do clube e se afogou, alguém a tirou da piscina e fez os primeiros socorros, ela voltou mas teve uma parada cardíaca ao vir para cá. Ela foi ressuscitada, porém está em coma. Eu sinto muito.
Camila ficou sem ar, sem chão, era uma dor enorme, e não conseguiu fazer nada a não ser desmontar e gritar.
Dani e o policial a levaram para um quarto e o medico lhe aplicou um calmante.
Dani deixou a amiga e foi ver Eloá, a menininha estava deitada com diversos aparelhos a monitorando. Ela chorou e pediu a Deus para que ela acordasse.
O mesmo médico chegou próximo a ela.
_ Ela vai acordar?
_ Tenho quase certeza que sim, criança é muito mais flexível que adultos. O que me preocupa são as sequelas que ela poderá ter.
_ Sequelas? Quais? Perguntou Dani assustada.
_ Não andar, não falar, ficar cega. Não sei dizer.
_ Não pode Dr. Ela é um bebê.
_ Como eu disse, crianças são mais flexíveis, se houver sequelas possivelmente será reversíveis. Agora é aguardar.
Dani passou no quarto onde estava Camila viu ela dormindo e voltou para a recepção do hospital, queria entender um pouco mais daquela história.
_ Ola, a Sra é a diretora? Eu sou Dani, sou madrinha e moro com Camila e Eloá. Pode me explicar melhor o que houve?
_ Eu sou Inês. Todos estavam brincando de pega-pega no pátio perto das piscinas, as crianças são orientadas a não chegar perto da piscina grande, e mesmo assim sempre verificamos se o portão está aberto. Eu verifiquei e não estava. Um momento Eloá estava lá perto da grade, mas não perto o suficiente para que demonstrasse querer pular. No outro o Gael gritou que ela tinha caído na piscina. Eu tô chocada.
Dani perguntou:
_ Quem é Gael?
_ É o amiguinho da sala dela. Aquele menino que está sentado ali. Apontou a Sra. Inês.
Dani foi até o menininho, que estava balançando as perninhas. Ele era um que os pais estavam trabalhando e ainda não conseguiram buscá-lo.
_ Oi Gael. Meu nome é Dani. Eu sou uma grade amiga da Eloá, e soube que você que avisou que ela estava na piscina. Eu vim dizer que você foi um herói. A Eloá foi muito sapeca, pulou a grade da piscina sozinha.
_ Ela não pulou sozinha. A muler ajudou ela.
Dani olhou para o garotinho.
_ Você viu?
_ Eu vi ela falando que a água da piscina estava muito gelada e se a Eloá queria ir tocar.
E daí ajudou ela a subir na grade. Eu corri para contar para a tia, mas a Lu me parou para me dar uma bala, dai eu demorei um pouco.
O menininho falava com lágrimas no olho.
_ Você foi muito esperto. Você falou para o policial dessa moça?
_ Não, eles não me perguntaram.
Dani falou para o policial e este foi conversar com o menino após a chegada de seus pais.
_ Vamos buscar câmera de segurança, para saber melhor o que o menino contou. Disse o policial para a Dani. Os policiais foram embora.
Todos já tinham saído, Dani ligou para Enrico e voltou para o quarto de Camila, logo o efeito do calmante terminaria.
Enrico chegou logo e abraçou Dani que por fim chorou.
_ Eu não sei o que faço, se aviso ou não os pais da Camila, ou o João. Ele já ligou umas três vezes.
_ Melhor esperar ela acordar, gatinha. Enrico respondeu e sentou junto com Dani.
Camila acordou após às 17h, e lembrou de onde estava e porque.
Tentou se levantar e foi amparada por Dani que contou tudo que soube.
Camila foi ver a filha. Ela chorou muito mas se manteve forte. Sabia que a filha iria precisar dela.
O celular dela tocou era João. Ela olhou para Dani, a culpa a matando por dentro.
_ Eu não consigo falar com ele.
_ Uma hora você fala ou posso atender.
Camila só balançou a cabeça, sem chance de lidar com João nesse momento.
João desligou o celular pela sexta vez depois que o celular da Camila deu caixa postal.
Um sentimento ruim tomou seu coração. Não conseguiu distinguir o que era.
Não tinha o número de Dani, mas lembrava o número do Bistrô, mas lá ninguém atendeu. Respirou e tentou outra vez o celular de Camila. Dessa vez atendeu.
_ Camila, o que houve que você não atende as ligações?
_ Oi João, é a Dani. A Camila não pode atender agora, ela está com a Eloá no hospital.
_ Oi Dani, o que aconteceu? Como está a Eloá? Ela está bem?
Dani contou o que houve e João disse que pegaria o primeiro vôo e logo estaria ali.
Camila olhou para Dani e chorou.
_ Tem que ligar para seus pais?
_ Não, eu quero esperar até amanhã.
Dani concordou e voltou a se sentar na cadeira ao lado da cama perto de Camila.
O médico veio era de noite e explicou para Camila o mesmo que explicou para Dani.
_ Quanto tempo para ela acordar?
_ Não sei dizer. Ela será levada para um quarto, onde ela e o acompanhante ficarão mais confortáveis. Ela está estável, só precisa acordar
Ele saiu.
Camila se aproximou da filha e a beijou.
_ Acorda meu amor. Mamãe te ama, vou sentir falta de você. Quando você acordar iremos buscar o Bubu.
A transferência de quarto foi feito naquela noite.
Dani foi para casa de tanto Camila insistir.
_ Dani, eu preciso de você, a gente não pode deixar o bistrô, precisamos passar por isso de cabeça fria. Eu não vou conseguir, preciso de você.
Dani foi, mesmo não querendo deixar sua amiga.
Camila puxou a cama bem perto do leito de Eloá e ficou conversando e cantando para ela.
Tinha certeza que isso faria a pequena acordar.
João chamou sua secretária e pediu para remarcar todas as suas reuniões, comprou uma passagem aérea e nem passou em casa, compraria o que precisava lá, e na casa de seus pais tinha algumas roupas antigas.
Ele chegou em Haverhill quase 24h depois que recebeu a notícia. Foi direto para o hospital.
Camila viu o João e se jogou em seus braços chorando.
João abraçou-a acalmando seu choro.
Depois se aproximou de Eloá, beijou seu rostinho e disse um olá.
_ Ela não acordou, eu achei que ela iria acordar hoje João. Disse Camila.
_ Ela vai acordar.
Dani chegou com Enrico e ambos como João beijaram e cumprimentaram Eloá.
_ Aqui estão suas roupas e produtos de higiene pessoal. Vá tomar um banho e veja se come alguma coisa.
Camila saiu e foi tomar um banho. No chuveiro se arrependeu por todas as vezes que teve a oportunidade e não contou para o João que Eloá era sua filha. E agora como iria contar? Sentia dor e culpa. Deixou o choro aliviar seu coração.
Se trocou e voltou para o quarto. Dani foi embora mas João ficou com ela durante a noite.
_ Preciso tomar banho, fazer minha higiene pessoal, não trouxe nada, apenas vim para cá de aviao e aluguei um carro.
Vou sair mais já volto.
Camila concordou. Aquele foi mais um dia que Eloá não acordou.
Fazia quatro dias que Eloá estava em coma, João estava resolvendo muitas questões do trabalho pelo notebook de Camila.
Hoje ele iria parar Hanover, além de precisar de outras roupas, também precisava que seu pai fosse para Seattle participar de uma reunião com alguns empreendedores.
Saiu bem cedo, queria ir e voltar logo, e ficar o maior tempo possível perto de Camila e Eloá..
Os pais de Camila foram avisados um dia antes e estavam lá, para apoia-la, por isso este era um bom dia para resolver esses assuntos.
Chegou na casa de seus pais, respondeu sobre Eloá por enquanto e acertou com seu pai, sobre. Reunião que ele iria em seu lugar. Por fim, fez uma mala pequena , com roupas antigas, que graças a Deus ainda serviam.
Sua mãe fez um almoço e eles estavam almoçando quando Raquel chegou.
_ Ola, vi seu carro. Achei estranho você por aqui.
_ Ola Raquel longa história. Vou resumir.
Ele contou para Raquel que ficou triste pela Eloá e Camila.
Terminou de almoçar e se despediu.
Ele saiu sem olhar para trás se tivesse olhado só um pouco teria visto a cara retorcida de ódio de Raquel.
RAQUEL 4 DIAS ANTES.
Ela seguia Camila e sua cria insuportável o dia todo nos últimos 8 dias, desde que soube que João tinha vindo para Haverhill só para encontra-las.
Hoje viu a fedelha sair com o ônibus da escola e seguiu-o.
Ficou ao longe vendo as crianças brincarem encostada na grade da piscinas.
As crianças as vezes chegavam perto dela, mas não Eloá.
Ela esperou até que a fedelha veio.
Abriu seu melhor sorriso e perguntou se ela gostaria de uma bala.
A garotinha disse que não poderia aceitar balas de estranhos.
Raquel guardou a bala e disse que ela estava certa e puxou outros assuntos.
Que vozinha irritante era aquela. Pensou Raquel.
Teve a ideia de súbito quando olhou para a piscina.
" Por que não? Era só um susto. Daria um susto na menina. Seria engraçado. Fazer essa criatura chorar."
_ Você quer ver como a piscina está gelada?
_ A gente não pode entrar na piscina grande.
_ Você não vai entrar, vai só por a mão. Vem eu pulo e te pego, é rápido.
_ A gente não pode chegar perto da piscina. Disse um garotinho. Eu vou contar para a tia. E saiu correndo.
Raquel pegou Eloá no colo e disse:
_ Vem vamos logo. É só a mão e eu logo te coloco do outro lado.
Quando a menina de abaixou para por a mão, Raquel puxou seu bracinho para afundar mais, Eloá se debateu assustada e caiu na piscina.
Raquel olhou, menina burra, e fugiu quando escutou a voz do garotinho dizendo que a Elô estava na piscina grande. O clube tinha câmeras, mas ela estava com capuz. Não achava que iriam pegá-la
Raquel ficou de longe observando. E escutou uma mulher pedir socorro, alguém pular na piscina e tirar Eloá, fazer os primeiros socorros, depois viu a ambulância e seguiu-a até o hospital.
Ela ficou na recepção, escutando as notícias de Eloá, e soube que estava estável mas em coma. Saiu dali mais ou menos satisfeita.
Sabia que João estava no hospital com as miseráveis, e que uma hora viria para a casa dos pais, ela ficou estava esperando. Precisava saber como estava, de Camila havia contado seu segredo e quando descobriu que ela não contou agiu.
O carro de João mal tinha virado a esquina e Raquel pegou um outro celular e digitou uma mensagem.
Camila escutou a notificação de mensagem e viu ser um número desconhecido
Desc.: João já sabe que Eloá é filha dele. E está disposto a levar ela embora daí mesmo do hospital. Ele está com raiva e tem dinheiro para isso, sua casa caiu. Suma com sua filha antes que seja tarde.
Camila leu e não acreditou.
Ligou para o João mas o telefone só caia na caixa postal.
O número mandou um áudio.
Era João dizendo com todas as letras que iria fazer Camila pagar por tudo. E que por enquanto faria de conta que estava tudo bem.
Camila gelou. Telefonou para Dani e pediu para ela vir para o hospital.
Dani chegou e ela contou e mostrou o áudio.
_ O que eu faço?
_ Seremos mais espertas, faça de conta que não sabe de nada e vamos preparar o terreno para você e Eloá darem um sumiço. Depois que ela melhorar vocês se entendem.
Camila concordou. Quando João chegou ela fingiu tanto quanto ele.
Em Hanover, Raquel ria de seu plano.
Iria dar muito certo.
Dois dias depois João teve que voltar a Hanover, para assinar uns papéis e para pegar outras camisas, Dani tinha derramado café em cima da suas.
Camila pediu transferência para Eloá, para um outro hospital. Disse que gostaria que fosse feito em sigilo. O médico concedeu, pois seu quadro geral era instável e naquele mesmo dia as duas estavam sendo transferida para outro estado. Elas iriam ficar numa clínica particular da família de Enrico.
Camila suspirou de alívio e bloqueou João.
Sentiu uma tristeza imensa por ter se enganado tanto novamente por ele. Nunca mais o amaria novamente.
Dani também foi viajar, pois sabia que João iria procurá-la, e não queria falar com ele.
João voltou de Hanover e ficou doido tentando saber para onde Eloá havia sido transferida, mas o médico não podia lhe dar a informação. A casa de Camila estava fechada.
Sem saber o que fazer voltou para a cidade de seus pais.
Foi direto para a casa dos pais de Camila que ficaram tão surpresos quanto ele.
Ninguém sabia de nada. E nesse processo de busca acabou conhecendo os policiais responsáveis pelo caso. E pediu para eles darem notícias.
Três dias depois ele voltou para Seattle.
Neste mesmo dia Eloá abriu os olhos.
_ Mamãe.
Camila abriu os olhos e não acreditou que sua filha estava acordada.
_ Oi meu amorzinho. Você está bem?
_ Tô com sede.
_ Espera um pouco.
Camila apertou a campainha e a enfermeira veio viu ela acordada e foi chamar o médico.
Este fez vários exames, Eloá estava paralisada da cintura para baixo, porém era um quadro que iria ser totalmente curado com fisioterapia.
Dois dias depois saíram do hospital.
Camila alugou uma casa no nome de Nicolas, um amigo de infância que morava em Benton. Ela passava uma parte de suas férias escolares em Benton, onde conheceu Nicolas e Enrico, namorado da Dani eles eram primos.
Eles até tinham feito par romântico com ele em uma peça.
E foi nessa peça que ele conheceu a Carol, sua esposa e prima da Camila, eles se casaram logo após a peça e foram morar em outro estado.
Camila tinha falado com seus pais sobre a intenção de João tirar a Eloá dela, logo que chegou na clínica t e pediu para não falassem com ninguém.
Ligou para sua mae.
_ Eloá acordou. Ela está bem, porém não está conseguindo andar. Teremos um longe caminho a percorrer.
Sua mãe disse que se precisasse iria ao seu encontro.
_ Mãe, eu preciso que vocês ajudem a Dani. O bistrô é minha fonte de renda.
Sua mãe concordou.
Camila foi paparicar a filha.
Longe João bebia muito e jurava nunca mais amar Camila.
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Atualizado até capítulo 22
Comments
Maria Helena Macedo e Silva
continuam imaturos🤦♂️
ele a trata como as putas que tinha e ela si deixa ser depósito de esperma , sem confidência e confiança.
2025-03-27
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Marcilia Sidney
acho que a Camila tem que ser respeitada o João trata ela igual tratava as putas dele faz dela depósito de porra
2025-04-03
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Tereza Beriba
sinceramente está história está muito chata,a primeira que li dessa outora amei, mais essa já estou quase desistindo.
2025-03-27
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