Capítulo 3: Alianças Inesperadas
Na delegacia, após o caso do assassinato na loja de café, Katerina e Adam começaram a ganhar mais notoriedade como uma dupla improvável. Enquanto Adam continuava a provocar Katerina com seu jeito irreverente, ela não podia negar que, de alguma forma, ele ajudava a quebrar o gelo em meio ao caos da investigação.
Naquela manhã, Katerina estava sentada em sua mesa, tomando um café forte enquanto revisava as notas do caso. Adam chegou, como sempre, despreocupado, e se sentou ao lado dela.
Adam: “Então, como se sente sendo parceira do melhor detetive da cidade?”
Katerina: (revirando os olhos) “O que você quer, Adam?”
Adam: “Achei que poderíamos nos preparar para o próximo caso juntos. Você sabe, trabalhar em equipe.”
Katerina: “Ainda estou me acostumando com essa ideia de parceria.”
Antes que Adam pudesse responder, Dom entrou na sala com uma expressão séria no rosto.
Dom: “Katerina, Adam, tenho um novo caso para vocês.”
Katerina imediatamente se endireitou na cadeira, atenta. Adam olhou para Dom com curiosidade.
Dom: “Recebemos informações sobre um sequestro. A vítima é um empresário influente da cidade, Roberto Menezes. Ele desapareceu na noite passada e os sequestradores ainda não fizeram contato. A esposa dele está aqui para prestar depoimento.”
Katerina sentiu um frio na espinha. Casos de sequestro eram sempre delicados, e o tempo era essencial. Levantou-se rapidamente, e Adam a seguiu enquanto caminhavam para a sala de interrogatório, onde encontrariam a esposa de Roberto.
Ao entrar, viram uma mulher elegante, visivelmente abalada, sentada à mesa. Ela tremia, segurando um lenço na mão enquanto enxugava as lágrimas.
Katerina: (se aproximando gentilmente) “Senhora Menezes, sou a detetive Katerina Miler, e este é meu parceiro, Adam. Vamos ajudar a encontrar seu marido.”
A mulher, Helena Menezes, olhou para Katerina com olhos desesperados.
Helena: “Vocês precisam encontrá-lo. Ele saiu para uma reunião ontem à noite e nunca mais voltou. Eu não sei o que fazer!”
Adam: “Ele mencionou algo estranho nos últimos dias? Alguma ameaça?”
Helena balançou a cabeça.
Helena: “Nada específico. Roberto sempre foi cauteloso com negócios, mas estava envolvido em algumas negociações importantes recentemente. Pode ter algo a ver com isso.”
Katerina fez anotações rápidas, absorvendo cada detalhe.
Katerina: “Vamos começar verificando a última localização dele e falar com qualquer pessoa que tenha tido contato com ele nas últimas 24 horas.”
Helena assentiu, claramente ansiosa. Katerina e Adam saíram da sala e começaram a discutir a estratégia.
Adam: “Acho que devemos começar pela empresa dele. Alguém lá deve saber mais sobre essas tais negociações.”
Katerina: “Concordo. E também precisamos rastrear o celular dele.”
Eles partiram em direção à empresa de Roberto, uma imponente corporação no centro da cidade. Ao chegarem, foram recebidos por uma secretária que os conduziu à sala do gerente de operações, Marcelo, braço direito de Roberto.
Marcelo: (preocupado) “Roberto é como um pai para mim. Não posso acreditar que isso está acontecendo. Ele estava muito estressado ultimamente, especialmente por causa de um acordo com uma empresa internacional. Havia algo errado, mas ele não entrou em detalhes.”
Katerina: “Você acha que essa negociação pode ter motivado o sequestro?”
Marcelo: “Talvez. Ele mencionou que a empresa concorrente estava jogando sujo, tentando sabotar o acordo.”
Adam: “Quem estava liderando o lado concorrente?”
Marcelo: “A CEO se chama Claudia Ribeiro. Ela é implacável.”
Katerina e Adam trocaram olhares. Tinha algo estranho naquela situação. Claudia parecia ser uma peça importante no quebra-cabeça.
Mais tarde, naquela noite...
Depois de um dia longo e intenso de investigações, Katerina estava sentada no sofá da sala de descanso da delegacia, folheando os arquivos do caso. Ela não conseguia tirar da cabeça o sequestro, nem a sensação de que algo estava sendo escondido por alguém muito próximo da vítima.
Adam entrou na sala, com duas latas de refrigerante nas mãos.
Adam: “Achei que você poderia usar um descanso. Sei que não é café, mas...”
Katerina aceitou o refrigerante e deu um sorriso discreto.
Katerina: “Obrigada. Não posso negar que estou precisando.”
Adam: (se sentando ao lado dela) “Você se preocupa demais, sabia? Às vezes, precisamos de um tempo pra respirar.”
Katerina: “Eu sei... mas este caso, Adam... sinto que estamos sendo manipulados. Marcelo pareceu sincero, mas há algo que ele não está contando.”
Adam: “Concordo. E tenho uma teoria.”
Katerina levantou as sobrancelhas, curiosa.
Adam: “E se o sequestro foi uma encenação? Para tirar Roberto do caminho temporariamente enquanto algum grande negócio é fechado sem ele?”
Katerina ponderou sobre a ideia. Fazia sentido, especialmente considerando o envolvimento de Claudia Ribeiro e a pressão das negociações.
Katerina: “Isso explicaria muita coisa. Mas ainda precisamos de provas.”
Antes que pudessem continuar discutindo, o telefone de Katerina tocou. Era Dom.
Dom: “Katerina, temos uma pista. Os sequestradores finalmente fizeram contato. Querem um resgate de dois milhões de dólares. Mas há algo estranho: eles pediram que o dinheiro fosse entregue por Marcelo.”
Katerina franziu o cenho, agora ainda mais desconfiada.
Katerina: “Estamos a caminho.”
Ela desligou o telefone e olhou para Adam.
Katerina: “Acho que acabamos de encontrar nossa primeira grande pista.”
Katerina e Adam se prepararam rapidamente e dirigiram até a delegacia para se reunir com Dom e a equipe de operações especiais. O pedido de resgate indicava que as coisas poderiam tomar um rumo mais perigoso, especialmente com a exigência de que Marcelo fizesse a entrega do dinheiro.
Na sala de operações, Dom apresentou o plano.
Dom: "Marcelo vai levar o dinheiro como eles pediram. Teremos uma equipe de vigilância de perto, mas o mais importante é que não podemos perder de vista os sequestradores."
Katerina: "Algo me incomoda. Por que eles pediriam Marcelo, justamente ele, para entregar o dinheiro? Isso cheira a armação."
Adam: "Exatamente. Ou Marcelo está envolvido, ou estão tentando usá-lo como bode expiatório. De qualquer forma, precisamos estar um passo à frente."
Dom assentiu.
Dom: "Concordo. Por isso, Katerina, você e Adam vão ser os responsáveis por acompanhar Marcelo no carro. Vocês dois são os melhores para se infiltrar e pegar o mínimo detalhe que possa expor os sequestradores."
Poucos minutos depois, eles estavam prontos. Marcelo chegou à delegacia, visivelmente nervoso. Katerina, com sua postura firme, tentou tranquilizá-lo, mas sabia que algo não estava certo. Ela e Adam embarcaram no carro com Marcelo, levando consigo o malote com o dinheiro.
O local marcado para o encontro era um armazém abandonado nos arredores da cidade, um clichê que tornava tudo ainda mais suspeito. Quando chegaram, o ambiente era quieto demais.
Adam: "Isso está errado... Onde estão eles?"
Katerina olhou ao redor, mantendo a mão próxima de sua arma. De repente, dois homens mascarados surgiram das sombras, ambos armados.
Sequestrador 1: "Coloquem o dinheiro no chão e saiam do carro. Marcelo vem até nós sozinho."
Katerina: "Calma. Vamos fazer o que vocês pedem, mas sem movimentos bruscos. Ninguém precisa se machucar."
Marcelo, hesitante, saiu do carro com o malote e começou a andar lentamente até os sequestradores. Mas, antes que ele pudesse entregar o dinheiro, algo aconteceu: um tiro foi disparado.
Katerina: "Abaixa!"
Ela puxou Adam e Marcelo para trás do carro enquanto os tiros ecoavam pelo armazém. As luzes se apagaram, deixando o ambiente em completa escuridão. Katerina sacou sua arma, pronta para reagir.
Adam: "Eles estavam nos esperando. Isso foi uma emboscada."
Katerina: "Sabemos. Agora precisamos sair daqui com Marcelo e encontrar quem está por trás disso."
Enquanto os tiros continuavam, Katerina e Adam começaram a se mover em direção à saída, usando as sombras como cobertura. De repente, uma voz masculina ecoou pelo armazém.
Voz: "Vocês não deveriam ter se metido nisso."
Katerina reconheceu o tom frio e calculado. Era Claudia Ribeiro. A mulher por trás do esquema estava ali, puxando as cordas, e isso confirmava as suspeitas de que o sequestro tinha sido orquestrado para fins escusos.
Katerina (gritando): "Mostre-se, Claudia! Sabemos que é você."
Claudia: "Inteligente, como sempre, Katerina. Mas isso não vai importar. Vocês estão no meu jogo agora."
De repente, uma figura feminina saiu das sombras, com uma arma em punho. Era Claudia, e ao lado dela, Roberto Menezes, visivelmente amarrado e machucado.
Claudia: "O empresário influente. Quem diria que seria tão fácil manipulá-lo... e vocês."
Katerina: "Isso não vai terminar como você pensa."
Claudia: "Ah, mas já terminou. Agora, larguem as armas e entreguem o dinheiro."
O armazém estava mergulhado em uma tensão palpável. As palavras de Claudia reverberaram pelo espaço sombrio. Katerina olhou rapidamente para Adam, trocando um olhar que dizia mais do que qualquer palavra. Eles sabiam que estavam em desvantagem, mas também sabiam que Claudia estava jogando com o ego. Ela gostava de controlar a situação, e isso poderia ser sua fraqueza. 1
Katerina: "Você acha que venceu, não é? Mas eu conheço pessoas como você, Claudia. Pessoas que acham que têm tudo sob controle até o momento em que perdem tudo de uma vez."
Claudia riu, um som frio e calculado.
Claudia: "Você fala demais, Katerina. Eu já ganhei. Tenho o dinheiro, e Roberto está aqui. É o fim da linha para vocês."
Roberto, amarrado e visivelmente machucado, tentava dizer algo, mas o lenço na boca abafava seus gritos. Adam se movimentou lentamente, mantendo as mãos visíveis.
Adam: "Por que se arriscar tanto, Claudia? Você já tem tudo... poder, dinheiro. Por que ir tão longe?"
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Claudia estreitou os olhos.
Claudia: "Porque nunca é o suficiente. Você deveria saber disso, Adam. Quando se está no topo, o único caminho é cair. E eu não vou permitir que isso aconteça comigo."Enquanto Claudia falava, Katerina aproveitou a distração para se aproximar de uma pilha de caixas à sua esquerda. Ela sabia que precisava agir rápido, mas um movimento em falso poderia custar a vida de Roberto.
Katerina: "Claudia, escuta... Podemos negociar. Sabemos que o jogo ainda não acabou. Mas se você machucar Roberto, todos os seus planos caem por terra." 3
Claudia hesitou, avaliando as palavras de Katerina. Ela não queria complicações, apenas queria sair dali com o dinheiro e sua vitória intacta. Nesse momento de indecisão, Adam fez seu movimento.Com uma agilidade surpreendente, ele arremessou uma lata que estava no chão, distraindo Claudia e seus capangas por tempo suficiente para Katerina se mover. Num piscar de olhos, ela sacou sua arma e atirou na direção de um dos sequestradores, derrubando-o.
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Katerina: "Solte a arma, Claudia! Agora!"
Claudia, furiosa, apontou a arma para Katerina, mas antes que pudesse puxar o gatilho, Adam já estava em cima dela, desarmando-a com um movimento rápido e eficaz.
A situação se inverteu em segundos. Agora, Claudia estava desarmada, caída no chão, e Katerina apontava sua arma diretamente para ela.Katerina: "Acabou, Claudia. Não há mais jogo."
Claudia, com os olhos ardendo de raiva, olhou para Katerina, mas sabia que estava encurralada. Ela sorriu, um sorriso amargo e derrotado.
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5 Claudia: "Vocês podem me prender, mas isso não termina aqui. Sempre há alguém disposto a fazer o trabalho sujo."
Katerina manteve a calma, sabendo que Claudia provavelmente estava certa em parte. Mas naquele momento, o importante era garantir a segurança de Roberto e encerrar aquele sequestro.Mais tarde, na delegacia...
Katerina e Adam estavam sentados em suas mesas, revendo o relatório do caso. Roberto Menezes havia sido levado ao hospital, e Claudia estava sob custódia. O sequestro havia sido orquestrado para sabotar um grande negócio que Roberto estava prestes a fechar, o que deixaria Claudia em uma posição ainda mais poderosa. Mas graças ao trabalho de Katerina e Adam, ela não havia conseguido.
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Adam: "Mais um dia normal no escritório, hein?"Katerina sorriu levemente, ainda processando os eventos. Ela sabia que aquele caso não era apenas mais um. Algo dentro dela havia mudado. A adrenalina, a sensação de justiça, e o fato de que, pela primeira vez, ela confiou verdadeiramente em Adam.
Katerina: "Você fez um bom trabalho hoje, Adam. Acho que finalmente estamos começando a funcionar como uma equipe."
Adam deu seu sorriso característico.
Adam: "Não sabia que eu precisava de aprovação, mas fico feliz em saber que impressionei você."
Ela riu e balançou a cabeça.Katerina: "Ainda tem muito a aprender. Mas você está no caminho certo."
Enquanto eles se acomodavam para encerrar o dia, Dom entrou na sala com um novo arquivo em mãos.
Dom: "Ótimo trabalho, vocês dois. Mas parece que a cidade não vai dar descanso. Temos outro caso... algo relacionado a uma série de roubos. Estão prontos?"
Katerina e Adam se entreolharam. Eles mal haviam terminado um caso e já estavam sendo lançados em outro. Mas esse era o trabalho, e os dois sabiam disso.
Katerina: "Sempre prontos."
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Atualizado até capítulo 21
Comments
Esther Silva
amo os sobrenomes brasileiros "Ribeiro" e os nome mais pro lado de fora kkakakakkaka /Smirk//Smirk//Heart/
2024-11-02
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