O primeiro caso

Capítulo 2: O Primeiro Caso

Katerina acordou às 6 da manhã com o coração acelerado, as imagens do pesadelo ainda vívidas em sua mente. As lembranças da noite fatídica que tirou a vida de sua mãe a assombravam, e a sensação de impotência a consumia. Espreguiçando-se, ela tentou afastar a névoa do sono e tomou banho, preparando-se para o dia que tinha pela frente. Sabia que precisaria de um bom café para enfrentar o que viria.

Ao sair de casa, a luz do sol saudou Katerina, mas a ansiedade ainda pairava sobre ela. Na padaria, comprou um café e tentou ignorar os pesadelos. Assim que entrou na delegacia, foi cercada por risos e conversas animadas, o que a deixou incomodada. Katerina franziu a testa, sentindo-se deslocada.

Dom, seu chefe, a viu e sorriu, aproximando-se com passos leves.

Dom: “Katerina, bom dia! Tenho uma surpresa para você.”

Katerina: “Surpresa? Espero que seja boa.”

Dom: “Este é Adam, seu novo parceiro.”

Adam, um rapaz com um sorriso largo no rosto, vestia uma jaqueta de couro e parecia descontraído demais para o gosto de Katerina. Ela instantaneamente sentiu irritação.

Adam: “Oi, Katerina! Fiquei sabendo que você é a detetive mais durona da delegacia!”

Katerina: (com uma expressão fechada) “Legal, prazer, Adam.”

Sem dizer mais nada, Katerina revirou os olhos e caminhou em direção à mesa de sua melhor amiga, Isabella, que observava a interação de longe.

Isabella: “Oi, Katerina! O que achou do novo parceiro?”

Katerina: (bufando) “Ele é muito infantil. Parece ter 12 anos.”

Adam, ouvindo o comentário, não perdeu a oportunidade de se defender.

Adam: (sorrindo) “Você precisa relaxar e se divertir um pouco! Essa vibe durona pode funcionar com criminosos, mas não comigo.”

Katerina: (irritada) “Sério? Acho que esqueceram de te ensinar maturidade no treinamento, porque falta neurônio!”

Adam: (rindo) “Nossa, o que mordeu ela hoje?”

Isabella: (dando risada) “Hoje não deve ter sido um bom dia, mas ela é legal... às vezes.”

Katerina se afastou, sem querer prolongar a discussão. Foi direto ao escritório de Dom, que organizava alguns papéis na mesa.

Katerina: “Dom, como você pode me colocar para trabalhar com alguém tão imaturo? Isso não faz sentido.”

Dom: “Katerina, seus superiores querem o Adam nesse caso. Se você não aceitar, terá que sair do caso.”

A frustração de Katerina era evidente, mas ela sabia que não poderia perder essa oportunidade. Antes que pudesse protestar, Dom entregou uma nova tarefa.

Dom: “Temos um homicídio na loja de café. Você e Adam devem ir investigar.”

Sem outra escolha, Katerina aceitou. Juntos, ela e Adam chegaram ao local do crime, cercado por policiais e jornalistas. O dono da loja, Luiz, estava visivelmente abalado, lamentando a morte da noiva, Camila, que havia sido assassinada.

Adam: (olhando para a mesa) “Olha só, uma torta parece deliciosa.”

Katerina: (incrédula) “Você não pode comer isso. Nem sabemos de onde veio essa torta.”

Adam: (comendo) “Mas está tão boa!”

Faxineiro, Ruam: (interrompendo) “Com licença, mas essa torta estava no lixo.”

Adam, assustado, cuspiu tudo no chão, deixando Katerina com um olhar vitorioso.

Katerina: “Eu avisei.”

Eles se dirigiram ao balcão, onde Dr. Clara, a legista, já examinava o corpo.

Dr. Clara: “A vítima parece ter sofrido uma queda, mas há sinais de luta. Precisamos investigar mais.”

Katerina e Adam começaram a conversar com o gerente da loja, Luca.

Katerina: “O que você estava fazendo quando encontrou o corpo?”

Luca: “Eu estava vindo pro trabalho. Abri a loja, tudo parecia normal, mas saí por alguns minutos. Quando voltei, ela estava no chão.”

Adam: “Quanto tempo você ficou fora e por que saiu?”

Luca: “O senhor Luiz me pediu para ir à farmácia comprar remédios, mas eles não tinham, então voltei. Demorei cerca de uma hora.”

Katerina e Adam trocaram olhares, suspeitando do gerente.

Katerina: “Uma hora? Isso é muito tempo. O que você acha, Adam?”

Adam: “Acho que foi o dono. Ele estava com ela e poderia facilmente ter feito isso.”

Katerina: “Ela era noiva dele. Por que acha isso?”

Adam: “Acho que ela não queria se casar com ele.”

Eles então se dirigiram ao faxineiro, Ruam.

Katerina: “Onde você estava na hora do crime?”

Ruam: “Eu estava limpando os banheiros.”

Adam: “Você viu o que aconteceu?”

Ruam: “Eu não vi quem foi, mas vi o senhor Luiz e a senhorita Camila brigando.”

Katerina: “E por que eles estavam brigando?”

Ruam: “Ela estava traindo ele com outro homem. Depois ouvi barulhos de briga.”

Katerina: “E depois disso?”

Ruam: “Saí para jogar o lixo fora e fiquei lá arrumando.”

Juntando as peças, Katerina começou a desconfiar do dono da loja. Eles levaram Luiz para a delegacia para interrogatório.

Sentado, visivelmente desconfortável, Luiz começou a ser pressionado.

Katerina: “Você pode nos acompanhar à delegacia?”

Luiz, em pânico, saiu correndo, mas Adam foi mais rápido e o prendeu.

Adam: “Luiz, você está preso pelo assassinato da sua noiva. Tem o direito de permanecer calado.”

Durante o interrogatório, Katerina fez mais perguntas.

Katerina: “Por que você não nos conta o que realmente aconteceu?”

Luiz: “Eu não sei de nada. Não fiz nada!”

Adam: “Então por que correu quando pedimos para você nos acompanhar?”

Luiz hesitou, mas continuou calado. Katerina e Adam trocaram olhares, sabendo que ele estava escondendo algo.

Katerina: “Sua noiva queria terminar o relacionamento, não é?”

Finalmente, Luiz começou a confessar, tomado pelo nervosismo.

Luiz: “Ela me trocou por outro homem. Nós brigamos, ela tentou sair, e eu... eu a empurrei. Ela caiu e... morreu. Se eu não podia ficar com ela, ninguém mais podia!”

Katerina: “Você está preso pelo assassinato de Camila Mendes.”

Após o interrogatório, Adam não perdeu a oportunidade de provocar Katerina.

Adam: “Então, que tal um agradecimento por eu ser um bom detetive? Meu lado infantil não atrapalhou, certo?”

Katerina respirou fundo, mas, no final, cedeu.

Katerina: “Você é um bom detetive, Adam.”

Ele sorriu.

Adam: “Pode repetir? Não ouvi direito.”

Katerina, com um leve sorriso, saiu rindo da sala.

Katerina: “Melhor ter ouvido, porque nunca mais vou repetir isso.”

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Comments

Esther Silva

Esther Silva

AFF, tomare que eles não ficam juntos não gosto muito de casal em um livro de detetive e investigação nem romance

2024-11-02

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