Estou na sala de interrogatório 01 olhando pelo vidro o homem que quase destruiu a minha vida e de certa forma ele destruiu, foi difícil para mim e para minha mãe voltarmos e seguir com nossas vidas.
Perdi meu pai eu tinha 14 anos morávamos aqui em Nova York, minha mãe era enfermeira num grande hospital daqui, conheceu o meu pai quando ele era ainda só um policial, a minha mãe fala que foi amor a primeira vista, eu era muito apegada a ele e desde pequenina sonhava em ser policial igual a ele, todo o tempo que ele tinha de folga ele aproveitava comigo e com a mamãe, era lindo o amor deles, ele sempre trazia flores, bombons para minha mãe e quando ele se foi, sofremos muito, ele foi perseguido e morto quando voltava para casa, um ano depois da morte de meu pai nos mudamos para o Texas onde minha tia mora, minha mãe conseguiu trabalho lá e começamos uma nova vida, perto de eu completar 17 anos minha mãe conheceu o Cícero. Ele não parecia ser o monstro que é, era gentil, de conversa fácil, sempre simpático, depois de muitas tentativas minha mãe começou a sair com ele, depois ele começou a ir lá para casa e do nada ele começou a morar conosco, aí ele começou a mudar, comecei a notar uns olhares diferente para mim, insinuações, até que um dia ele saiu dizendo que tinha um trabalho para fazer e minha mãe saiu para o trabalho, eu não tive aula nesse dia, uma hora depois ele voltou para casa, então resolvi ir para casa da minha tia, mas ele não deixou, disse que eu ia fazer outra coisa para ele, algo que fazia tempo que ele queria, tentei sair, gritar, mas ele começou a me bater, amarrou um pano na minha boca, me levou para o meu quarto, me bateu muito, tirou minha roupa e como eu não ficava parada, estava lutando para não deixar aquilo acontecer, ele pegou uma corda fina e começou a me amarrar na cama, quando ele ia amarrar minha outra mão, minha mãe apareceu, eu pude ver horror em seus olhos, ela foi para cima dele e ele começou bater nela, me levantei da cama, comecei a tentar me desamarrar, mas estava difícil, me lembrei que na minha mochila da escola tinha uma tesoura era sem ponta, mas ia servir, consegui cortar a corda, peguei um toalha e sai na rua pedindo ajuda, os vizinhos foram socorrer minha māe, mas o desgraçado já tinha fugido, minha mãe estava desmaiada no chão, cheia de hematomas, fomos levadas para hospital, depois soube que minha mãe estava grávida e tinha abortado o bebê por conta da surra que ela levou do infeliz, ela tinha descoberto naquele mesmo dia e tinha voltado para casa pois estava passando muito mal, depois de tudo isso minha mãe entrou em depressão, passamos a morar com minha tia, eu também não tinha mais vontade de fazer nada, começamos uma terapia eu e minha mãe, passamos por psicólogos e assim fomos vivendo, aos 19 anos resolvi vim para Nova York estudar aqui e aqui decidi seguir meu sonho e ser uma policial e agora estou aqui vendo o culpado por tanta dor, medo e desespero que eu e minha mãe passamos e agora ele está preso.
— Wendy você está bem? Se não estiver bem para fazer isso, não tem problema.
— Está tudo bem, vamos.
Saio da sala de interrogatório e quando vamos entrar na outra Adam fala.
— Se você se sentir desconfortável e quiser sair, pode fazer isso a qualquer momento está bem?
— Ok.
Entramos na outra sala e o infeliz sorrir quando me ver e diz:
— De farda você fica ainda mais linda filhinha, sempre tive fantasias com policiais.
Nos sentamos e faço de conta que não ouvi nada e apresento o Adam.
—Esse é o Detetive Park, ele vai acompanhar o seu depoimento.
— Ah então é na casa dele que você está morando? E aí Detetive ela é gostosa não é?
— Olha aqui seu porco imundo é melhor você parar de falar merda, agora começa a falar da mulher que você estuprou e matou de pancadas. Adam fala
— Eu não a estuprei, ela só estava dando uma de difícil, mas ela gostava e apanhou porque mereceu eu não queria mata-lá, mas sabe como é, estava bêbado naquele dia, ela me fez perder a paciência rsrsrs
Ele fala o tempo todo olhando para mim e o cheiro dele ainda é o mesmo, meu estômago embrulha e saio correndo da sala e vou para um banheiro que tem no corredor e por sorte não tinha ninguém e vomito no vaso tudo que comi antes de vim para delegacia.
Vejo Adam entrar no banheiro e me olhar com preocupação, vou até a pia e lavo minha boca.
— Wendy! O que você tem?
— Me desculpa, eu pensei que conseguiria fazer isso, mas não dá Adam, eu não consigo.
— Vem aqui, está tudo bem, estranho seria se conseguisse ficar perto daquele verme e não sentisse nada Wendy.
Adam me abraça forte e então falo:
— O cheiro dele é o mesmo, nunca consegui esquecer esse cheiro, depois do que aconteceu sempre que lembrava vomitava, o cheiro embrulhava meu estômago.
— Vem, vamos lá para minha sala, você vai ficar lá quietinha me esperando, assim que eu terminar vou te deixar em casa.
— Vou no vestiário primeiro trocar de roupa depois vou para lá.
— Certo, então vou com você até o vestiário e só depois que você estiver na minha sala, volto para interrogar o verme.
— Não precisa Adam, eu estou bem, foi só um mal estar, já passou.
— Nem adianta me questionar Wendy.
Ele vai comigo até o vestiário e assim que entro a Karen vai saindo, ela olha para mim e depois para o Adam e sai. Troco de roupa rapidinho e vou para sala do Adam, ele sai para o interrogatório e fico ali pensando sobre essas atitudes do Adam comigo, o beijo que trocamos no hospital foi muito bom e sempre que ele se aproxima mais de mim, meu coração falta sair pela boca, tenho que me afastar dele, não estou afim de ser mais uma Karen na vida do Adam e nem daria para ser, pois não consigo ter intimidade com homem nenhum, já não tinha antes e depois do que aconteceu não consegui ir além com ninguém, nem mesmo com o Sam meu último namorado eu consegui me libertar das lembranças ruins e mesmo ele falando que estava tudo bem, que ia esperar eu estar pronta, eu decidi terminar e não me envolver com mais ninguém, quero focar só na minha carreira ser uma boa policial, talvez ser uma Detetive no futuro. Se caso o Adam tentar qualquer outra aproximação comigo, vou conversar com ele.
Quase duas horas depois o Adam chega na sala me chamando para irmos para casa, peço para passarmos no mercado para comprar algumas coisas para eu fazer o almoço, ele concorda e vamos.
— Você gosta de lasanha Adam?
— Sim, vai fazer lasanha, faz tempo que não como uma.
— Então vamos de lasanha e farofa você gosta?
— Farofa? não me diga que sabe fazer farofa.
— Farofa é uma comida brasileira e meu pai era brasileiro e quando ele estava em casa nas refeições não podia faltar a farofa, ele sempre fazia e tinha uma que eu amava, vou fazer hoje para nós.
— Nossa eu não sabia que seu pai era brasileiro, eu tenho um tio que mora no Brasil, já faz muitos anos que não vejo ele, as vezes nos falamos por telefone, fui uma vez lá no Brasil ver ele e comi essa tal de farofa e gostei é muito boa.
— Pois já temos um cardápio para o almoço.
— Wendy tem certeza que sabe cozinhar?
— Adam não acredito que está me perguntando isso.
— É só para ter certeza.rsrsrs
— Eu vou te bater....
— kkkkk Estou só brincando, já percebi que sabe cozinhar pelo café da manhã de hoje que estava muito bom.
— Hum... Se bem que nunca fiz lasanha e nunca fiz farofa só via meu pai fazer, então não sei o que vai dá nesse almoço.
— Você está brincando né Wendy?
— Kkkk não estou não.
Terminamos as compras e fomos para apartamento dele, fui direto para cozinha começar o almoço, uma hora e meia depois o almoço estava pronto, fiz lasanha de carne, um arroz branco, farofa de Bacon e salada.
Tomei um banho e fui chamar o Adam para almoçar, que tinha ido para o escritório dele desde quando chegamos do mercado.
(...)
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Ameles
alguém já falou, quem será eu voto na Karen mas ela está muito óbvio então talvez não seja ela
2025-02-24
0
Grace 🌻🌷
Como ele sabe disso?
2025-01-20
1
Ezanira Rodrigues
Um trauma pesado para qualquer mulher vítima de estupro.
2024-10-31
5