Ainda estou sentindo adrenalina no meu corpo, quando vi aquele homem entrando no quarto e vindo com tudo para cima de mim, eu só pensei uma coisa eu não vou morrer sem lutar e graças a Deus e as técnicas do jiu-jitsu eu consegui imobilizar o infeliz e por muito pouco eu não levo um tiro.
Estou na sala de interrogatório para dar o meu depoimento, o Detetive Philips entra na sala e se senta na minha frente.
— Você está bem policial Moore?
— Sim Detetive Philips.
— Quero que me conte o que houve desde o momento que saiu da Delegacia até a chegada do Detetive Park no apartamento do Collins.
— Bom, saímos da delegacia e fomos direto para o apartamento, chegando lá tomei um banho e depois Collins foi tomar um banho também, enquanto ele foi para banho resolvi fazer algo para agente comer, fiz dois sanduíches, Collins terminou o banho e me chamou para assistirmos um filme enquanto agente comia, quando filme acabou fomos dormi só que tivemos um desentendimento por que ele queria que eu ficasse no quarto dele e eu não queria, depois de algum tempo discutindo resolvemos decidir na sorte, que sem querer ganhei, fiquei no quarto demorei um pouco para dormi e quando estava quase dormindo ouvi som de algo caindo, quando eu ia pegar a minha arma um homem entrou no quarto e veio com tudo para cima de mim, ele estava com um pano tentando colocar no meu nariz, começamos uma luta até que ele sacou uma arma, sem pensar se teria força ou não, segurei no braço dele, a arma disparou e nesse momento eu fiz a única coisa que me veio a cabeça, dei um chute bem forte nas partes íntimas do homem, com a dor ele diminuiu a resistência conseguir bater o braço dele na cômoda e ele soltou a arma, apliquei um golpe de jiu-jitsu e consegui derruba- lo e imobilizar com outro golpe e nesse momento que o Detetive Park chegou no quarto.
— Ok policial Moore você foi muito bem, agora vá para casa e descanse.
Faço que sim com a cabeça e vou para sala do Detetive Park esperar por ele, me sento na cadeira e deito minha cabeça sobre a mesa apoiada sobre os meus braços e acho que acabei dormindo, pois de repente escuto uma voz me chamando:
— Wendy acorda.
Abro os olhos e vejo o Adam me olhando.
— Nossa acabei cochilando...
— Sei... vamos? precisamos descansar um pouco.
Concordo com a cabeça, fomos para o estacionamento entramos no carro e fomos o caminho todo até o apartamento dele em silêncio.
O apartamento dele é bem maior que o meu, aqui tem porteiro e sistema de segurança.
— Vem vou te mostrar seu quarto.
Ele me leva até um quarto que não é muito grande mas é confortável.
— Obrigado Adam.
— Por nada e... Wendy sei que toda essa situação é muito desconfortável para você, sei que não queria estar aqui comigo, mas eu só quero ter certeza que está em segurança, não quero que nada de mal te aconteça, bom... era isso, bom descanso.
Ele sai do quarto sem me dá tempo de falar nada, que homem mais complexo, tem horas que parece as geleiras da Antártida, outra hora parece um furacão em erupção e agora até pareceu as águas calmas de um doce rio, vai entender, pego uma roupa e vou para o banheiro, tomo um banho rápido e vou para cama e apago na mesma hora.
(..)
Acordo no outro dia com o som do alarme do meu celular tocando, me levanto tomo banho, visto uma roupa e amanhã tenho que ir pegar umas roupas no meu apartamento, vejo que já são quase 12:00 hs, hoje meu turno começa às 13:00hs, quando vou sair do quarto ouço alguém bater, abro a porta e falo:
— Bom dia Adam.
— Bom dia Wendy, vamos almoçar? Já comprei almoço para nós.
— Vamos e Adam quanto foi o almoço?
— Não precisa me pagar pelo almoço Wendy.
— Claro que preciso, se vou ficar aqui no seu apartamento é justo dividirmos as despesas.
— Certo, me diz uma coisa você sabe cozinhar?
— Sei o básico, moro sozinha desde os meus 19 anos tive que aprender algumas coisas.
Sentamos a mesa, nos servimos então ele fala:
— Certo, então amanhã você faz o almoço e ficamos kits.
— Ok é justo, mas não se acostume.
— Vai depender de como será o almoço policial Moore.
— Está insinuando que não sei cozinhar Detetive Park.
Ele levanta as duas mãos para cima e dá um leve sorriso. Terminamos de almoçar, escovo os dentes e vamos para delegacia, chegamos e vou direto para o vestiário colocar a farda, vejo minha escala e claro que vou ficar nos serviços de escritório, resolvo ver como anda o caso da mulher que foi morta pelo meu ex padastro e se o caras de ontem falaram alguma coisa.
Vejo Detetive Philips saindo da sala do Sargento e vou até ele e pergunto:
— Detetive Philips, tem alguma novidade do caso da mulher que foi encontrada morta ontem?
— Infelizmente não policial Moore, um dos caras que invadiu ontem o apartamento do Collins confessou que foi seu ex padastro que mandou eles para te pegar e falou alguns possíveis locais em que o tal Cícero poderia estar, mas não encontramos nada dele.
— E a mulher do acidente de carro que estava com o papel na mão? Pergunto
— Ele não participou do acidente, ele só aproveitou da situação para deixar o recado para você.
— Entendo.
— Mas ele com certeza vai agir de novo e quando ele fizer isso, vamos pega- lo.
— Espero que sim, obrigado Detetive Philips.
— Por nada, qualquer novidade te aviso.
Concordo com a cabeça e vou trabalhar com a papelada, alguns minutos depois vejo Adam e a policial que estava com ele ontem saírem juntos.
Algum tempo depois a mesma policial que saiu com Park e que agora vi o nome ela se chama Sulivan vem até mim e fala:
— Ei novata o Detetive Park pediu para você ir comprar um lanche, entregar na sala de interrogatório 01, aqui o dinheiro.
— Mas eu não posso sair da Delegacia.
— Vai desobedecer uma ordem do seu superior, a lanchonete é aqui ao lado.
— Ok
Vou até a lanchonete, compro o lanche e vou até a sala de interrogatório 01, quando abro a porta está Adam e Sulivan conversando sobre alguma coisa, entro e digo:
— Aqui está o lanche Detetive Park.
— Quem mandou você ir comprar lanche policial Moore?
— A policial Sulivan me falou...
— Eu pedi para ela ir Park.
— Policial Moore você desobedeceu de novo uma ordem, eu falei para não sair da merda dessa delegacia.
— Eu não desobedeci sua ordem Detetive, a policial Sulivan me falou que você tinha mandado eu ir comprar o lanche, eu ainda falei que não podia sair da Delegacia, ela então me questionou se eu ia te desobedecer, eu ia fazer o quê não ir, eu sou só uma novata tenho que obedecer ordens, agora com licença que vou continuar meu trabalho Senhor.
—Moore? Adam me chama
Mas faço de conta que não ouvi, saio da sala e volto para minha mesa onde
estava trabalhando, minutos depois a policial Sulivan chega na minha mesa e apenas diz que o Detetive Park está me chamando, porque esse homem não me deixa trabalhar em paz, respiro fundo e vou até a sala de interrogatório 01.
— Me chamou Senhor?
Ele vem me pega pelos ombros e me encosta na parede e fala:
— Wendy me escute, não pode sair da Delegacia, se algum policial te pedir para sair mesmo que diga que foi eu ou o Sargento que mandou, você não vai obedecer, você vem até a mim ou até o Sargento, mas não saia da Delegacia, entendeu?
— Sim
Ele está com o rosto tão próximo do meu que sinto sua respiração bater na minha pele, ele olha nos meus olhos e depois para minha boca e fala:
— E nunca mais vire as costas para mim quando eu te chamar policial Moore.
— Eu não ouvir o Senhor me chamar.
— Ouviu sim e já falei para não me chamar de Senhor quando estivermos a sós.
Nesse momento a porta é aberta, a policial Sulivan entra e Adam me solta.
— Era só isso Senhor?Falo
— Não, quero que entre naquela sala ( mostra através do vidro)se apresente, entregue o lanche para aquele rapaz e saia
— Certo.
Saio da sala e entro na outra sala e falo:
— Oi sou a policial Moore aqui está seu lanche.
— É suco ou refrigerante?
— Suco. Falo
— Que bom, não tomo refrigerante, foi você que comprou?
— Sim, agora tenho que ir, daqui a pouco o Detetive virá falar com você.
— Não pode ser você, é...que você parece ser bem mais agradável do que os outros dois policiais que falou comigo.
— Talvez eu seja ou talvez não.
Vou em direção a porta e ele fala:
— Pelo menos mais bonita sei que é.
Não falo mais nada abro a porta e saio e vou na outra sala onde o Detetive e a Sulivan está.
— Pronto, posso ir agora?
— Não. Adam fala
(...)
(Foto tirada da internet)
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Celma Lemes
então pra q pediu pra dividir as despesas?/Speechless/
2025-01-04
1
elenice ferreira
as mal amadas já deram sinal de vida!
2024-12-05
0
Ameles
aí a informante
2025-02-24
0