Cap. 06 Wendy

— Porque quer saber Adam? Devia ter esperado e ouvido minha resposta.

— Não quero que responda para ele, quero que responda para mim, Wendy ele é suspeito de um crime!

— Você disse muito bem suspeito e não culpado, quando o irmão dele confessar ele vai sair daqui limpo, um cidadão de bem, que apenas quis proteger o irmão.

— Já entendi tudo.

— Não Adam, você não entendeu nada e não vou explicar. Vou pedir alguém para comprar um lanche para o Raul acha que ele gosta de tomar suco?

—Não.

— Eu também acho que não.

Ele me dá o dinheiro e saio para pedir alguém para comprar o lanche, encontro a Helen e peço para ela me fazer esse favor.

Quando ela traz o lanche vou até a sala de interrogatório 2, Adam e Sulivam estão lá, então falo:

— Detetive Park vou entrar lá para deixar o lanche.

— Certo, cuidado! Ele parece um pouco agitado.

—Ok

Saio da sala e entro na outra e falo:

— Oi eu sou a policial Moore, vim deixar um lanche para você.

— Acha que com um lanche vão conseguir alguma coisa de mim.

— E tem alguma coisa para agente conseguir de você Raul?

— Meu nome não é Raul, é Rafael. Onde está o meu irmão?

— Qual irmão? o Raul ou Rafael? Eu acabei de falar com o Rafael, 27 anos, que tem uma carreira brilhante, mas que tem um irmão egoísta que pediu se passar por ele e assumir um crime que ele não cometeu, é esse o seu irmão?

— Você não sabe de nada e eu não sou egoísta.

— É Raul você é sim, sei que está muito doente que tem pouco tempo de vida e eu sinto muito por você de verdade, mas acha justo acabar com a vida do seu irmão?

— Eu não estou acabando com a vida dele, ele não tem um tempo determinado para morrer.

— Me diz uma coisa Raul se fosse ao contrário você assumiria as consequências dos erros do seu irmão?

Ele não responde nada.

— O seu irmão já me contou a verdade, se quiser posso pegar seu depoimento, caso não queira o Detetive Park irá assumir o interrogatório com você.

Ele continua calado, então me levanto e quando vou saindo ele fala:

— Espera, eu prefiro falar com você.

Eu volto me sento na frente dele e ele fala:

— O Rafa deve ter gostado muito de você, é o tipo de garota que ele se interessaria, bonita, inteligente e doce.

— Podemos começar?

— Sim.

Nesse momento o Detetive Park entra na sala e fala:

— Oi eu sou Detetive Park estou responsável pelo caso, vou acompanhar seu depoimento Fox, a policial Moore é novata aqui e posso precisar fazer algumas perguntas.

— Certo. Raul fala.

Ele dá o seu depoimento que bate com o que seu irmão falou, sobre a arma ele disse que pegou uma faquinha na Boate mesmo e quando saiu de lá, passou pela praia e jogou no mar.

Quando finalizamos o interrogatório ele fala:

— Será que posso ver meu irmão, me despedir dele.

— Sim, vou te levar até ele. Adam fala.

Detetive Park abre as algemas e saímos da sala e quando ele vai entrar na outra sala ele diz:

— Obrigado policial Moore.

Eu faço sinal de positivo com a cabeça e ele entra na sala e eu entro na outra onde posso vê- los e assim que Raul entra o Rafael fala:

— Me desculpa irmão eu não consigui fazer o que me pediu, eu...

— Ei Rafa está tudo bem irmão, eu que tenho que te pedir desculpas, você sempre cuidou de mim irmão, fez tudo por mim, acho que está na hora de eu seguir meu caminho, assumir meus erros e enfrentar as consequências, você merece ser muito feliz, você sempre foi o melhor de nós dois, eu te amo irmão, me perdoa por tudo.

Os dois choram abraçados e não tem como não se emocionar.

— Eu também te amo irmão e não vou te abandonar, sempre irei te visitar.

— Tá bom e não deixa aquela policial escapar sei que gostou dela. rsrsrs.

Eu sorriu e Adam olha em direção ao vidro, ele sabe que estou aqui e estou vendo e ouvindo, saio da sala e vou para o vestiário trocar de roupa, mais um dia de trabalho concluído e hoje estou com a sensação de dever cumprido.

Sem olhar percebo que Adam está na porta do vestiário me olhando, então falo:

— Costuma ficar na porta do vestiário feminino olhando as policiais Detetive?

— As vezes, depende de quem está no vestiário.

— Se está procurando a policial Sulivan ela não está aqui.

— Te incomoda se eu estiver procurando por ela.

Fecho meu armário e vou até ele e olho nos olhos dele e falo:

— Claro que não, se quiser eu te ajudo a procurar por ela.

O infeliz abre o sorriso mais lindo e diz:

— Vamos para casa, hoje o dia foi puxado.

Saímos em direção do estacionamento e antes de chegarmos lá Sulivan estava no corredor encostada na parede.

— Acho que não vai precisar mais procurar Detetive ela está a sua espera, não precisa ser rápido não me importo de esperar. Falo baixo só para ele escutar.

Deixo ele lá e saio para o estacionamento e vejo o Collins entrando no carro dele.

— Collins!

— Oi Wendy que bom te ver, como está?

— Estou bem, querendo que tudo isso acabe logo e eu volte a viver no meu lugar.

Ele me abraça e eu falo:

— Será que você pode me dar uma carona até o prédio do Detetive Park, é que ele está um pouco ocupado.

— Claro que posso vamos.

Entro no carro dele e pego meu celular e mando uma mensagem para o Adam, avisando que fui na frente com o Collins e que vou pegar a chave reserva na portaria.

Envio a mensagem, dois minutos depois meu celular toca é o Adam, mas não atendo,

— Collins sem querer abusar da sua boa vontade, mas será que antes pode me levar até meu apartamento, preciso pegar umas roupas e bem rápido.

— Claro que sim Wendy.

Alguns minutos depois chegamos e o prédio que moro é igual ao do Collins ou seja não tem segurança nenhuma.

Entramos no prédio e quando vou abri a porta noto que a porta foi forçada, faço sinal de silêncio para o Collins, pego meu celular e envio um pedido de ajuda para o Adam, aviso onde estou e desligo o celular, eu e Collins sacamos as nossas armas, abro a porta devagar e minha sala está toda revirada e com resto de comida na mesinha da sala, Collins vai na direção da cozinha e eu vou em direção ao meu quarto e abro a porta devagar e assim que entro, sinto algo atingir minha cabeça e tudo escurece.

(...)

Collins...

Vejo a Wendy entrando no que parece ser o quarto dela e logo em seguida escuto um barulho alto de algo caindo.

—Wendy!

Corro até o quarto com a arma em punho e assim que entro tem um homem armado, alto, forte, aproximadamente uns 55 anos.

— Solta a arma Senhor, eu sou policial, Solte a arma agora devagar.

— Eu não vou soltar policial.O desgraçado fala.

Ele mira a arma dele na Wendy que está desmaiada no chão.

— Olha eu não me importo de ser preso depois, mas não vou perder a oportunidade de aproveitar desse corpo delicioso e que venho sonhando com ele à anos, se quiser você pode usar ela depois. O infeliz continua falando..

— Você é um porco imundo, nojento, a morte é pouco pra você seu verme, daqui a pouco aqui vai esta cheio de policiais...

Derepente eu só vejo alguém entrar de uma vez, ele se assusta eu pulo em cima dele, o Detetive vem por trás acerta uma coronhada no desgraçado e ele cai.

(...)

Mais populares

Comments

Jéssie

Jéssie

gente isso me mata, todas as vezes que as meninas dos livros estão em perigo e precisam ficar em segurança elas saem e corre perigo

2025-03-12

0

Grace 🌻🌷

Grace 🌻🌷

Garota imprudente 🤔🤔

2025-01-20

0

elenice ferreira

elenice ferreira

se não passar o cerol , vai dá um jeito dentro da cadeia de fugir!

2024-12-05

1

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!