— Atlas, a Miyu já foi? – Atlas ajeitou seu corpo e colocou as mãos dentro dos bolsos da calça enquanto olhava para mim, eu também me ajeitei na cadeira, mas virei meu corpo em sua direção.
— Sim, ela só veio porque eu chamei
— E por que você chamou ela tão de repente?
— Assuntos de família – Todos me consideravam da família, exceto é claro... Atlas, na verdade, ele nunca me considerou da sua família, as vezes que o via e eu falava que eu era como seu irmão mais velho ele fazia uma cara de desgosto e dizia que eu nunca seria seu irmão e me excluía dos "assuntos de família" Nunca entendi essa rejeição que ele colocava sobre mim, mesmo tentando ignora, fica 15 anos com essa família me tratando como um igual, ser excluído por ele me deixa... Desconfortável.
—.... – Eu olhei para o chão, Atlas não se preocupava nem um pouco em dizer o que ele quer, mesmo que isso machuque outra pessoa, eu apertei o braço da cadeira e me levantei, sem consegui olhar para seu rosto, estava ficando frustado.
— O que foi? Te ofendi? – Aquele tom de voz que saiu de sua boca, não era um tom de voz de quem queria se desculpa ou que não tinha percebido o que tinha feito, era de sarcasmo, eu o olhei apertando os punhos.
— Você sempre age assim, não é?!
— "Age assim"?
— Você sai por aí dizendo o que bem entende e não se importa se alguém vai se machucar com as coisas que saem de sua boca!! O que aconteceu com você?!
— Você está bravo por que eu falei a verdade? – Ele falou sem demonstrar arrependimento, eu franzi as sobrancelhas.
— Você não tem empatia por ninguém? Atlas? O que eu fiz para você?
— Ah.... Então você quer ser trato como um Kurayami? Ser reconhecido por mim como meu irmão? – Ele falou se aproximando mais de mim, senti minhas pernas quererem falhar, mas eu estava irritado de mais para simplesmente deixa que ele tivesse algum tipo de poder sobre mim, pelo menos... Não que ele visse.
— Agradeça por não carregar esse sangue nojento ou carregar seu sobrenome – Seus olhos e sua voz carregava um ódio que fez meu corpo estremecer, parecia que ele odiava o sangue que corria em suas veias.
— Eu nunca vou te reconhecer como um Kurayami – Ele caminhou até a porta, mas antes de sair ele parou e olhou para mim de canto.
— Você é bom de mais para carregar essa maldição – Ele falou e saiu do jardim, deixando a porta aberta, eu me sentei outra vez, soltando um suspiro.
— Atlas....
.......
— Você demorou, achei que nem viria mais – Kazuma falou rindo, Atlas revirou os olhos e pegou um cigarro da carteira e colocou na boca, Kazuma estendeu o isqueiro e acendeu seu cigarro, Atlas caminhou até onde o corpo de Akira estava, amarrado de cabeça para baixo, Atlas se aproximou e inclinou a cabeça, olhando o rosto machucado de Akira, seus olhos inchados e sangue manchando seu rosto inteiro, seu corpo com marcas de cortes e hematomas por todo lugar.
— Ele tá morto? – Kazuma não falou nada, só fez um gesto para que pegassem um balde com água gelada, Atlas se afastou um pouco e jogaram a água no rosto do mesmo, fazendo Akira acordar.
— Bom dia princesa – Kazuma falou se aproximando de Akira e dando tapinhas em seu rosto, esse que começou a chorar pedindo por misericórdia com dificuldade graças a falta de seus dentes.
— Então, vamos matar ele?
— Ainda não – Atlas falou se aproximando de Akira, se agachando e dando tapinhas em seu rosto com a palma de sua mão, soltando em seguida a fumaça do cigarro no rosto do mesmo.
— Me diz.... Valeu a pena fazer a merda que você fez? – Akira negou com a cabeça diversas vezes.
— E-Eu sinto muito s-senhor A-Atlas.... N-Não m-me mate!! E-Eu posso dizer tudo que o senhor quiser!! – Atlas ficou calado por alguns segundos e agarrou as bochechas de Akira, fazendo o mesmo gemer de dor.
— Você acha que eu preciso de você para alguma porra?! Seu maior erro foi ter encostado essa sua pata na minha pedra preciosa! – Atlas tirou o cigarro da boca e enfiou dentro da boca de Akira, fazendo o homem se depate por sua boca está sendo queimada por dentro, Atlas tampou sua boca, impedindo que ele cuspisse o cigarro ainda acesso em sua boca.
— Engula e eu cogito deixa você viver – Atlas falou forçando mais sua mão na boca de Akira, esse que voltou a chora enquanto se debatia mas então, ele engoliu o cigarro, esse que queimou suas garganta, Atlas riu e se levantou.
— P-P-Por favor.... Não..... Me.... Mate.... – Akira falou com dificuldade por ter suas cordas vocais danificadas graças ao cigarro.
— Não é o bastante... Kazuma, ele é todo seu – Kazuma deu um sorriso e se abaixou, dando tapinhas no rosto de Akira, enquanto esse implorava para Atlas não o matar, Atlas saiu do galpão e olhou para o céu, soltando um suspiro, visivelmente incomodado.
— Olha só... Vejo dentro do seu coração gelado existe um espaço para a frustração – Kazuma falou aparecendo atrás de Atlas, Atlas levantou uma de suas sobrancelhas.
— O que foi? A "pedra preciosa" te deixou frustrado?
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Atualizado até capítulo 35
Comments
juliana Sereno
O que estar acontecendo com o interior de Atlas /Tongue//Tongue//Tongue//Tongue//Tongue//Tongue/
2025-03-22
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