— O-O que?!
— Estou perguntando se você tem medo de mim – Ele começou a dar passos em minha direção e a cada passo seu era dois meus para trás.
— Atlas, eu não...
— Ou talvez você tenha repulsa, me diga, eu deveria ter deixado você agonizando naquele dia? ou talvez deixado alguém estuprar – Eu parei de andar quando olhei pra trás e vi o criado mudo do lado da cama se aproximar e quando olhei para frente ele já estava perto de novo.
— Atlas! pare de falar besteiras!!! – Aquela fala estava me deixando com raiva, Atlas nunca havia me mostrado seu lado "cruel" mas eu não gostaria de descobri de qualquer forma.
— Então me diga caralho!! – Ele respirou fundo e colocou as mãos na cintura e deu as costas, se afastando de mim.
— Elektra vai voltar para casa em dois dias, prepare um quarto – Ele falou me olhando, eu pisquei algumas vezes, sem entender o que tinha acontecido, ele estava bravo? comigo? mas por que?!.
— Haru – Sua voz me chamando me trouxe a realidade, ele suspirou e jogou o cabelo para trás que logo voltou para sua testa.
— Me desculpe, foi infantil da minha parte, apenas... esqueça e faça o que eu mandei, irei almoçar em casa hoje. – Ele falou indo até a porta do banheiro, ele abriu e entrou ali, eu me sentei na cama enquanto sentia o coração bater tão rápido que parecia que sairia do meu peito, eu coloquei a mão no peito, ele parecia bravo, me deu medo, mas... Então porque meu corpo estava quente? aquela quentura subiu até meu rosto, deixando minhas bochechas quentes, eu dei alguns tapinhas em meu próprio rosto e suspirei, afastando qualquer pensamento estranho de minha mente e me levantei, chegando perto da porta do banheiro, dei algumas batidas ali, até escutar sua voz.
— Estou indo para meu quarto, mais alguma coisa?
— Nada mais – Eu respirei fundo e sai de seu quarto, andei até meu quarto, entrei e fechei a porta, eu fechei os olhos.
— Caralho o que deu em mim?!
.......
Atlas e eu estávamos comendo na mesa, numa mesa grande de mais só para duas pessoas, ele estava quieto, comendo sem fala nada e eu não queria falar nada, mas o som da porta batendo chamou nossa atenção e um homem entrou, ele tinha um sorriso largo, cabelos castanhos, branco e tinha olhos verdes, ele caminhou até Atlas e abraçou seu pescoço, eu fiquei um pouco surpreso.
— Meu querido chefinho – Ele me olhou e deu um sorriso, não lembrava dessa pessoa em específico, mas ele se sentou na mesa e virou sua atenção totalmente para Atlas.
— Me lembra por que você está aqui mesmo? – Atlas falou levando o copo de suco até a boca.
— Logan – Atlas suspirou, eu estava sobrando naquela mesa, então terminei meu prato o mais rápido possível e me levantei.
— Com licença...
— Poderia por um prato pra mim? Obrigado! – Aquele homem falou, Atlas cruzou os braços.
— Ele não é um empregado, se está com fome, deveria ter comido em casa, levante-se, vamos conversar no jardim – Atlas falou se levantando, aquele cara deu risada e se levantou, seguindo Atlas até o jardim, a cozinha tinha uma pequena visão do jardim, de onde eles estavam sentados, eu só podia ver a expressão seria no rosto de Atlas e a expressão sorridente do outro, Atlas era chefe dele?.
Atlas pov
— Por que você estar tão sério? Não combina com você essa expressão – Kazuma falou rindo, Atlas revirou os olhos e bocejou.
— Você disse que tinha notícias do Logan, quais?
— Suas drogas chegaram nos estados Unidos – Atlas estralou o pescoço e cruzou os braços.
— Claro que chegou... Bem, eu realmente não me importo muito, já que chegaria cedo ou tarde é uma pena que não foi negociado por minhas mãos
— Achei que manteria isso entre os "grandes" já que isso é um estimulante – Atlas deu de ombro.
— Eu estava testando, ia para ruas cedo ou tarde, até porque.... É um estimulante que pode viciar até um santo – Ambos deram risada.
— Mas não é só isso, lembra que eu falei que tinha informações.... Bem, pelo visto, aquele desgraçado do Hiroto disse o que estava acontecendo, ele desapareceu junto com muito dinheiro, fiz uma pequena pesquisa e achei sua filha e mulher
— Aonde?
— Aqui mesmo, a garota tem 17 anos, bem ajeitada, podemos usar ela para ele sair da toca
— Um cara que desapareceu só com o dinheiro não se importa realmente com sua família, ele teve tempo o bastante para fazer sua família fugir
— Então vamos vende-la junto com a mãe, ambas são bonitas, alguém pagaria uma boa grana por elas, eu pagaria – Atlas fez uma cara de repulsa e essa expressão fez Kazuma se endireitar na cadeira.
— Se você quer usá-la, use, mas não envolva meus negócios na sua fantasia nojenta, eu não vendo pessoas, ainda mais uma criança.
— Então o que faremos?
— Apenas o ignore, deixe alguém na casa, sem levantar suspeitas, ele vai mandar alguém cedo ou tarde ou vai entra em contato.
— Ah, lembrei.... Você deixou a prostituta viva – Atlas levantou uma das sobrancelhas, sem entender a expressão que Kazuma fazia, Kazuma cruzou as pernas e olhou para Atlas com um sorrisinho.
— Eu estava me perguntando, porque você deixaria viva uma pessoa que tocou na sua pedrinha preciosa e aí eu entendi....
— O que você quer dizer?
— O nome do filho dela é Rin, Por isso você deixou ela viver, não foi, el diablo?.
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Atualizado até capítulo 35
Comments
juliana Sereno
/Angry//Angry//Angry//Angry//Angry/
2025-03-22
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