Eu acordei com o som dos pássaros, a cama estava confortável, bem confortável e.... Espera... Pássaros? Do meu quarto não dá para ouvir os pássaros!
abri os olhos e olhei para o teto, vendo que estava diferente, olhei para o lado e tive uma visão, um Atlas, com o cabelo bagunçado, olhos fechados e braço esticado, esse que minha cabeça estava repousada... Eu fiquei imóvel, encarando seu rosto, estávamos tão perto que eu pudia senti a sua respiração bater em meu rosto.
— Bom dia.... – Me assustei quando ele falou, ainda de olhos fechados.
— E-Eu te acordei? – Ele negou com a cabeça e virou a cara para o outro lado, eu me sentei e me lembrei do que aconteceu, eu estava dormindo no sofá com Emi, meu sono é pesado então eu não vi nada, nem a hora que ele chegou.
— Emi? – Falei o olhando, ele nem se deu o trabalho de se levantar, continuou deitado.
— eu a levei para o quarto, me pergunto como alguém que carrega o nome Kurayami tem um sono tão pesado – Ele falou rindo.
— Eu carreguei ela, coloquei ela na cama e a única coisa que ela falou foi: "eu quero torta de maçã" – Ele disse rindo, eu rir também, mas logo parei.
— Você me carregou também?
— Sim
— Por que não me levou para meu quarto Atlas? – Ele se sentou na cama e levantou suas pernas, apoiando seu cotovelo no joelho e me olhando.
— Você estava reclamando que não gostava do escuro, me abraçou quando eu deitei na cama – Eu senti o sangue ferver, aquilo que ele tava falando só me fazia lembra do dia da festa, nesse quarto, nessa cama... com esse cara que agora me encarava com uma expressão que eu conhecia bem, aqueles olhos de caçador pronto para abater sua presa.
— Já pode para, eu estava dormindo, não bêbado.... – Atlas riu e se levantou, ele estava completamente vestido e aquilo me fez da um suspiro de alívio.
— O que você fez ontem? – Ele me olhou e olhou para o teto, como se estivesse pensando se deveria dizer ou não.
— Eu encontrei a mulher que estava no dia da festa
— Você matou ela?... – Já sabia que ele matava pessoas, mas eu não queria acreditar nisso.... Ele é tão gentil... não consigo pensar nele com uma arma na mão matando pessoas por aí.
— Não, eu não a matei – Eu dei um pequeno sorriso e me levantei e me espreguicei, senti um par de olhos azuis me observar e então eu o olhei.
— O que foi?
— Seu cabelo está bagunçado hahahaha – Eu olhei o seu cabelo e rir, o seu cabelo também estava bagunçado, me aproximei dele e coloquei a mão na cintura.
— Você já olhou o seu cabelo? – Ele abriu um sorriso, o clima estava calmo, ficamos em silêncio enquanto nos encaravamos, estávamos perto, ele olhava bem para dentro de meus olhos e de novo... eu estava me sentindo como uma presa que estava prestes a ser devorado.
— Você conhece o leopardo das neves?... – Atlas deu um passo para frente, fazendo seu peito encostar no meu toda vez que ele respirava.
— Sim... Por que?... – Ele me surpreendeu quando tocou meu rosto, cada toque tinha uma certa delicadeza mas sua delicadeza não impediu que os pelinhos de meu corpo se arrepiasse.
— Você se parece com ele – eu abri um pequeno sorriso, normalmente dizem que eu pareço um coelho é a primeira vez que alguém disse que eu pareço um leopardo.
— Você é lindo, delicado, mas ao mesmo tempo é ágil. – Por um momento eu me perdi em suas palavras gentis, mas eu vi seu rosto se aproximando mais e entrei em pânico, abaixo a cabeça e coloquei as mãos em seus peitos, afastando um pouco mais nossos corpos.
— Ah.... Que irritante – Eu franzir as sobrancelhas e o olhei de novo e lá estava aqueles olhos, olhos de raiva, antes eu me sentia uma presa, mas agora... senti um arrepio na espinha, dei um passo para trás e engoli o seco, ele observava cada movimento meu, agora eu me sentia um coelho sendo caçado por um Tigre.
— Você tem medo de mim?
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Atualizado até capítulo 35
Comments
juliana Sereno
Isso edtsr ficando muiiito bommmm/Tongue//Tongue//Tongue/
2025-03-22
1