### Capítulo 6: Encontro à Luz das Estrelas
Assim que Otto me deixou em casa, nossos lábios se encontraram em um beijo intenso. Ele murmurou que, se continuássemos, não conseguiria se segurar. Eu, claro, fiquei vermelha de vergonha. Sorri timidamente, dei um selinho nele e entrei em casa.
— Como foi o encontro, querida? — perguntou meu pai, curiosamente.
— Foi ótimo, pai — respondi, evitando mencionar o beijo no carro. — Mas ainda não vou apresentar ele a vocês. Quero ter certeza de que isso vai ficar sério.
Meu pai assentiu, concordando, e minha mãe também. Fui para o meu quarto e contei tudo para as meninas no nosso grupo de WhatsApp. Elas ficaram loucas com os detalhes dos beijos.
— Preciso arranjar um boy também — comentou Frieda, fazendo todas rirem.
Enquanto respondia às mensagens, Otto me mandou uma mensagem convidando para outro encontro no sábado seguinte. Ele disse para me agasalhar bem porque iríamos a um lugar frio. Já sabia exatamente o que vestir.
A semana passou rapidamente na faculdade. Felizmente, passei nas provas de final de ano e logo entraria em férias. O sábado chegou, e eu estava ansiosa e animada. Otto veio me buscar, e me despedi dos meus pais.
— Tenha juízo! — disse meu pai.
— Agarre ele! — minha mãe brincou, provocando uma discussão engraçada entre eles. Saí de fininho, rindo.
Entrei no carro do Otto, e ele me levou para um lago afastado da cidade. Fiquei encantada com o lugar. Ele me ajudou a subir no barco, e navegamos, conversando sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Quando olhei, vi uma surpresa: um jantar preparado com petiscos. Estava faminta e comemos tudo, nos sentindo muito à vontade.
Sentados, ele me beijou novamente. Foi diferente dessa vez, um beijo carregado de sentimentos. A noite seguiu assim até irmos embora.
O mês passou, e eu e Otto continuamos conversando. Ele estava atolado de trabalho e viajou a negócios por três dias. Disse que, assim que voltasse, me veria porque estava com saudades. Eu também estava.
Hoje é domingo, e todos os dias conversamos. Otto disse que queria mais um encontro. Fiquei insegura, pensando se ele havia mudado de ideia. No dia do encontro, ele pediu para que eu o encontrasse no local. Comprei um lindo vestido azul, pois ele disse que me levaria a um restaurante chique.
Cheguei ao endereço e fiquei maravilhada. O restaurante era caríssimo. Mandei mensagem avisando que havia chegado, e ele logo veio ao meu encontro. Otto estava deslumbrante em um terno preto sob medida. Nunca o tinha visto assim. Ele me olhou com brilho nos olhos.
— Você está linda, Anelise — disse ele, segurando minha mão.
— E você está maravilhoso — respondi.
Ele me levou até uma mesa em um canto com uma vista espetacular da cidade. O restaurante ficava em um prédio super alto, de onde podíamos ver as montanhas e o lago de Berna. Conversamos como sempre, até que ele segurou minha mão. Meu coração disparou.
— Anelise, estou apaixonado por você — disse ele, enquanto o garçom se aproximava com um buquê de rosas vermelhas e uma champanhe.
Otto me pediu em namoro, emocionado. Eu só conseguia sorrir. Ele pegou duas taças de champanhe e o buquê, entregando-me as rosas e uma taça. Levantei-me para abraçá-lo e aceitei seu pedido. Ele me beijou com amor e promessas.
Brindamos à nossa nova fase. Quando dei um gole na champanhe, senti um metal na boca. Tirei e vi um lindo anel dourado com uma pedra vermelha em forma de coração. Olhei para Otto, surpresa.
— Quer ser minha namorada e aceitar este anel como símbolo do meu amor por você? — perguntou ele, sorrindo.
— Sim, Otto. Eu aceito — respondi, emocionada.
Ele me abraçou e me beijou novamente. A noite estava perfeita, e eu sabia que estávamos apenas começando uma jornada incrível juntos.
A noite estava realmente incrível. Otto e eu estávamos sentados à mesa, com uma vista deslumbrante da cidade de Berna iluminada pela lua e pelas luzes dos edifícios.
O restaurante era elegante, o ambiente perfeito para aquela noite especial. O brilho das velas na mesa refletia no anel que Otto acabara de me dar, e eu não conseguia parar de olhar para ele, maravilhada.
As rosas do buquê que ele me entregou exalavam um perfume doce, enchendo o ar com um aroma suave que parecia intensificar o romance no ar.
-"Esse anel é lindo, Otto," eu disse, sorrindo para ele enquanto girava o anel delicadamente no meu dedo.
-"E essas rosas... são perfeitas. Obrigada."
Ele sorriu de volta, mas havia algo nos olhos dele, uma seriedade que eu não conseguia decifrar.
Antes que eu pudesse perguntar o que estava acontecendo, ele respirou fundo e segurou minha mão.
-"Anelise," ele começou, sua voz ligeiramente tensa.
-"Eu preciso te contar uma coisa."
Meu coração começou a bater mais rápido. Mil pensamentos passaram pela minha mente. Será que ele ia me dizer algo que poderia mudar tudo entre nós?
Me preparei para o pior.
-"O que foi, Otto?" perguntei, tentando manter a calma na minha voz.Ele olhou diretamente nos meus olhos, como se estivesse buscando força para dizer o que estava prestes a dizer.
-"Eu não fui completamente honesto com você," ele confessou.
-"Eu queria que você me conhecesse pelo que sou, e não pelo que tenho."
Eu franzi o cenho, ainda sem entender completamente.
-"Anelise, eu sou muito rico," ele continuou.
-"Na verdade, sou bilionário. Sou dono da maior indústria química e farmacêutica do país."
Meu queixo caiu. Eu sabia que Otto tinha uma boa condição financeira, mas não fazia ideia da verdadeira extensão de sua riqueza.
-"Eu escondi isso de você porque queria que você visse o verdadeiro Otto," ele explicou, apertando minha mão.
- "Não o Otto rico e bilionário, mas o homem que sou de verdade."
Havia um silêncio pesado entre nós por um momento, enquanto eu processava a informação. Finalmente, consegui encontrar minha voz.
-"Otto, eu entendo porque você fez isso," eu disse suavemente.
-"Mas você precisa saber que eu jamais estaria com você por causa do seu dinheiro. Eu quero construir meu próprio sucesso, com minhas próprias mãos."
Ele sorriu, um sorriso de alívio e admiração.
-"Você é incrível, Anelise," ele disse, com sinceridade.
-"Prometo que nunca mais vou esconder nada de você."
Ele então começou a falar sobre sua vida, seus amigos e sua família. Ele mencionou Klaus Harisson, seu melhor amigo e sócio, que ele considerava como um irmão. Era evidente o quanto Klaus significava para ele e o quanto eles confiavam um no outro.
-"Eu gostaria de conhecer o Klaus algum dia," comentei, enquanto Otto falava sobre as aventuras que tiveram juntos.
-"Você vai adorar ele," Otto respondeu.
-"Ele é um cara incrível."
Eu então compartilhei um pouco mais sobre minha vida. Falei sobre minhas amigas, que estavam sempre ao meu lado, e sobre meus pais, que eram meu alicerce. Contei a ele sobre meus sonhos e ambições, sobre como eu queria abrir minha própria empresa um dia.Otto escutou atentamente, seus olhos fixos nos meus, como se cada palavra que eu dissesse fosse importante para ele.
-"Seus pais parecem incríveis," ele disse, sorrindo.
-"Gostaria de conhecê-los também."
-"Eles também querem te conhecer," respondi, rindo.
-"Meu pai já está ansioso para te avaliar." Ele riu, e eu senti uma onda de alívio e felicidade.
Aquele momento era perfeito, e parecia que nada poderia estragar nossa noite.Conversamos até tarde da noite, sobre tudo e nada ao mesmo tempo.
A conexão entre nós parecia se fortalecer a cada palavra trocada, a cada olhar compartilhado. Quando finalmente saímos do restaurante, eu sentia que estava começando algo realmente especial.No caminho de volta, no carro de Otto, ele segurou minha mão novamente.
-"Essa foi uma noite incrível," ele disse, com um sorriso.
-"Sim, foi," respondi, apertando sua mão. -"Obrigada por isso, Otto."Quando chegamos em casa, nos despedimos com um beijo intenso.
Ele olhou nos meus olhos, sua expressão séria e sincera.
-"Anelise, se eu continuar, não vou conseguir realmente me segurar," ele admitiu, sua voz baixa e rouca.
Eu senti minhas bochechas queimarem, e um sorriso tímido apareceu no meu rosto.
-"Tudo bem," eu disse, dando-lhe um selinho antes de entrar em casa.Meus pais estavam na sala, como sempre. Meu pai olhou para mim com curiosidade.
-"Como foi o encontro, filha?" ele perguntou.
-"Foi maravilhoso," respondi, sentindo meu coração ainda acelerado.
- "Mas vou contar os detalhes mais tarde.
-"Meu pai sorriu e acenou com a cabeça, enquanto minha mãe piscava para mim com um olhar de aprovação.
-"Ele parece um bom rapaz," meu pai comentou.
- "Espero que seja mesmo."
-"Eu também, pai," respondi, indo para o meu quarto.
Falei com minhas amigas pelo WhatsApp, contando sobre os beijos e o pedido de namoro.
Elas ficaram eufóricas, especialmente Frieda, que brincou dizendo que precisava arranjar um namorado também.
-"Vai dar tudo certo, Anelise," disse Heidi, uma das minhas melhores amigas.
-"Você merece ser feliz."
Concordei, sentindo uma onda de felicidade me invadir.
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Atualizado até capítulo 45
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