Sair da boate depois de me despedir de Anelise foi como acordar de um sonho bom. Aquele encontro havia mexido comigo de uma maneira que eu não sentia há anos. Anelise não era apenas linda; ela tinha uma combinação irresistível de inocência e sensualidade, além de ser determinada e batalhadora. Algo nela fazia meu coração bater mais forte, e eu sabia que precisava conhecê-la melhor.
Passei a noite pensando nela. Apesar de ser um homem romântico, sempre tive em mente a construção de uma família. No entanto, minha última tentativa de relacionamento sério havia terminado de maneira desastrosa. A mulher que pensei ser o amor da minha vida me traiu enquanto eu estava em uma viagem de negócios. Essa traição deixou uma cicatriz profunda, e por muito tempo, evitei me envolver seriamente com alguém. Em vez disso, mantinha relacionamentos superficiais para aliviar meus desejos sexuais, mas sem enxergar nelas alguém com quem poderia ter algo sério.
Anelise mudou isso. Eu queria conhecê-la além da superfície, descobrir seus sonhos e ambições. O que ela não sabia, e eu preferi manter em segredo por enquanto, é que sou um dos donos da maior indústria química e farmacêutica do país. Minha riqueza e posição não definem quem sou, e queria que Anelise me conhecesse como Otto, o homem simples, antes de conhecer o Otto bilionário.
Enviei uma mensagem para ela assim que cheguei em casa, convidando-a para um encontro na sexta-feira. Decidi levá-la a um restaurante elegante, onde poderíamos conversar tranquilamente.
O domingo passou tranquilamente, mas meus pensamentos estavam constantemente nela. "Lis", pensei comigo mesmo, "é um apelido delicado e combina com ela." Mal podia esperar para vê-la novamente na sexta-feira.
Na segunda-feira de manhã, fui para a empresa com um sorriso no rosto. Klaus, meu amigo e braço direito, percebeu minha mudança de humor e veio ao meu escritório.
— Algo diferente com você hoje, Otto? — perguntou ele, curioso.
— Conheci alguém, Klaus. O nome dela é Anelise — respondi, tentando conter meu entusiasmo.
Klaus, sendo reservado como sempre, sorriu levemente e disse:
— Parabéns, Otto. Siga firme com isso.
Klaus era como um irmão para mim, embora não tivéssemos laços de sangue. Ele sempre tinha os melhores conselhos, apesar de ser mais fechado.
— E por que você não foi à inauguração da boate? — perguntei, lembrando que ele havia faltado ao evento.
— Tive um imprevisto que terminou muito tarde. Quando cheguei em casa, estava exausto e decidi dormir. Mas vou me desculpar com Big Di e dar-lhe um presente — respondeu Klaus.
Klaus não gostava muito de festas, mas sempre ia para nos agradar. A amizade que compartilhamos era forte, quase como a de irmãos.
A semana passou voando, e na sexta-feira à tarde, meus amigos apareceram em minha casa para nosso encontro semanal. Klaus, Big Di, Hans, AD e Will estavam lá. Enquanto conversávamos, Klaus mencionou Anelise.
— Então, Otto, ouvi dizer que você conheceu alguém especial na boate — comentou ele, sorrindo de canto.
Hans, que sempre estava atento a tudo, disse:
— Lembro de ter visto você com ela na boate, conversando. Ela é gostosa, hein?
— Hans, por favor, respeito — respondi, sem gostar do tom que ele usou.
— Desculpa, cara. Só quis dizer que ela é muito bonita — disse Hans, levantando as mãos em sinal de paz.
A verdade é que Anelise era muito mais do que bonita. Ela era especial, e eu queria que meus amigos a vissem do mesmo jeito que eu.
Finalmente, a noite de sexta-feira chegou. Me preparei com cuidado, escolhendo uma roupa que combinasse elegância com simplicidade. Fui buscar Anelise em sua casa, e quando a vi, meu coração acelerou. Ela estava deslumbrante em um vestido preto , que realçava sua beleza natural.
— Você está incrível, Lis — disse, segurando sua mão enquanto a levava ao carro.
— Obrigada, Otto. Você também está ótimo — respondeu ela, com um sorriso que fez meu coração derreter.
No restaurante, a conversa fluiu tão facilmente quanto na boate. Falei um pouco mais sobre meu trabalho, sem revelar toda a verdade, e ela contou mais sobre seus sonhos de abrir sua própria empresa de marketing e publicidade. Admirava sua determinação e visão.
— Acho incrível como você sabe exatamente o que quer e está disposta a lutar por isso — disse, olhando em seus olhos verdes.
— Obrigada, Otto. E você, o que mais gosta no seu trabalho? — perguntou ela, curiosa.
— Gosto de saber que estou ajudando a melhorar a vida das pessoas. É desafiador, mas gratificante — respondi, tentando não revelar demais.
A noite terminou com uma caminhada pelo parque. Segurei sua mão enquanto andávamos, sentindo uma conexão que não experimentava há muito tempo. Quando a levei de volta para casa, despedi-me com um beijo suave em sua bochecha, prometendo um novo encontro em breve.
— Boa noite, Lis. Mal posso esperar para te ver de novo — disse, sorrindo.
— Boa noite, Otto. Eu também — respondeu ela, entrando em casa.
Na manhã seguinte, acordei com uma sensação de esperança renovada. Estava claro para mim que Anelise era especial, e eu estava disposto a dar tudo de mim para conhecê-la melhor e, quem sabe, construir algo verdadeiro juntos.
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Atualizado até capítulo 45
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