Eu sempre gostei das noites movimentadas e das luzes piscantes das boates. Era o tipo de ambiente onde eu me sentia livre, viva. Naquela noite, o lugar estava especialmente cheio. Eu e minhas amigas — Heidi, Frieda, Ingrid e Bridtti — estávamos aproveitando a inauguração de uma nova boate, propriedade de um tal de Rainer, conhecido como Big Di. Eu estava especialmente animada, mas nunca imaginei o que aconteceria a seguir.
Estava caminhando pela multidão, quando esbarrei em alguém. Não era incomum, mas quando olhei para cima, meus olhos se encontraram com os dele. O mesmo homem do shopping. Meu coração deu um salto, e um misto de surpresa e curiosidade me invadiu.
— Você de novo? — disse ele, sorrindo.
— Parece que sim — respondi, tentando não parecer tão nervosa quanto me sentia.
Ele se apresentou como Otto, e começamos a conversar. Descobri que ele trabalhava numa indústria química e farmacêutica, o que achei fascinante. Por outro lado, compartilhei com ele meu sonho de abrir minha própria empresa de marketing e publicidade. A conversa fluiu de maneira tão natural que parecia que nos conhecíamos há anos.
Quando a noite chegou ao fim, voltei para casa com minhas amigas. Não conseguia parar de pensar em Otto. Ele era interessante, gentil e havia algo nele que me atraía de uma maneira que eu não sentia há anos.
Ao chegar em casa, meu celular apitou. Era uma mensagem de Otto. Meu coração acelerou enquanto eu abria a mensagem.
— Gostei muito de te conhecer hoje, Anelise. Gostaria de sair comigo um dia desses? — lia a mensagem.
Senti uma onda de excitação e nervosismo. Respondi quase que imediatamente, aceitando o convite. Otto sugeriu que saíssemos na sexta-feira à noite. Depois de responder, fui tomar um banho. A água quente ajudou a relaxar, mas minha mente estava a mil. Acabei adormecendo, mas meus sonhos não me deixaram descansar. Em um deles, Otto estava lá, e a intensidade do sonho me fez acordar suada e com o coração disparado. Quando olhei o relógio, eram apenas seis da manhã. Ainda era domingo, então voltei a dormir, tentando acalmar meus pensamentos.
Acordei às 13h com meu pai, Félix, me chamando, e minha mãe, Ema, avisando que o almoço estava pronto. Fiz minha higiene matinal e tomei um banho para despertar de verdade. Durante o almoço, conversamos sobre a festa na boate, mas omiti qualquer menção a Otto. Não estava pronta para compartilhar isso com meus pais ainda.
Depois do almoço, liguei para minhas amigas para contar sobre a mensagem de Otto e o convite para o encontro. A reação delas foi previsível: uma explosão de entusiasmo. Fazia cinco anos que eu não me interessava por alguém de verdade, e elas sabiam o quão significativo isso era para mim.
— Anelise, isso é incrível! — exclamou Heidi. — Temos que encontrar a roupa perfeita para você.
— Sim, precisamos de uma maratona de compras urgente! — concordou Ingrid.
Decidimos nos encontrar no shopping na terça-feira depois do trabalho e da faculdade para escolher a roupa ideal para o encontro. A empolgação era palpável e contagiou todas nós.
Na terça-feira, após um longo dia de aulas de administração focadas em marketing e publicidade, encontrei minhas amigas no shopping. Estávamos determinadas a encontrar a roupa perfeita. Passeamos de loja em loja, experimentando várias opções. Roupas voavam dos cabides, e as risadas eram constantes. Era um verdadeiro ritual de preparação e apoio.
— Que tal este vestido? — perguntou Bridtti, segurando um vestido preto justo, com detalhes em renda.
— Acho que é perfeito — concordei, sorrindo. Me sentia confiante e bonita nele.
Depois de algumas horas de compras, terminamos a noite com um jantar rápido na praça de alimentação. Estávamos exaustas, mas satisfeitas com nossas escolhas. Eu não podia esperar pela sexta-feira.
Finalmente, sexta-feira chegou. Passei o dia todo com uma mistura de nervosismo e empolgação. Depois do trabalho, fui para casa e comecei a me arrumar. Escolhi o vestido preto que minhas amigas ajudaram a escolher, fiz uma maquiagem leve e deixei meu cabelo solto, com ondas suaves.
Quando Otto chegou para me buscar, senti um frio na barriga. Ele estava lindo, e seu sorriso era contagiante.
— Você está incrível, Anelise — disse ele, segurando minha mão enquanto caminhávamos em direção ao carro.
— Obrigada, Otto. Você também está ótimo — respondi, sentindo minhas bochechas corarem.
O encontro foi melhor do que eu poderia imaginar. Fomos a um restaurante aconchegante e passamos horas conversando sobre tudo: nossos passados, nossos sonhos, nossas expectativas para o futuro. Otto era um excelente ouvinte, e eu me sentia à vontade para ser eu mesma com ele.
— Sabe, Anelise, admiro muito a sua determinação em abrir sua própria empresa. Não é fácil, mas tenho certeza de que você vai conseguir — disse ele, enquanto terminávamos a sobremesa.
— Obrigada, Otto. E eu admiro o seu trabalho também. Trabalhar numa indústria química e farmacêutica deve ser fascinante e desafiador ao mesmo tempo — respondi, sorrindo.
Depois do jantar, caminhamos um pouco pelo centro da cidade, conversando e rindo. Quando Otto me deixou em casa, eu estava radiante. Despedimo-nos com um abraço caloroso e promessas de novos encontros.
Enquanto me preparava para dormir, não pude deixar de pensar em como a vida pode ser surpreendente. Quem diria que um encontro casual no shopping poderia levar a algo tão especial? Estava ansiosa para ver onde isso nos levaria.
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Atualizado até capítulo 45
Comments
Ester
eita vai ter o ciclo vicioso de ficar repetindo tudo novamente do ponto de vista de cada um affffff já desisti
2025-03-01
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