Reflexões e Novas Expectativas

### Capítulo 4: Reflexões e Novas Expectativas

Assim que desci do carro de Otto, uma sensação de que faltava alguma coisa tomou conta de mim. A noite tinha sido maravilhosa, cheia de conversas e risadas, mas algo me incomodava. Otto não tentou me beijar em nenhum momento, exceto por um beijinho na bochecha, um abraço e segurar minha mão. Senti-me um pouco insegura, questionando se ele realmente estava interessado em mim da mesma forma que eu estava nele. Decidi afastar esses pensamentos e não deixar isso estragar a noite especial que tivemos.

Quando abri a porta de casa, encontrei meus pais na sala. Meu pai, sempre curioso, notou imediatamente o sorriso no meu rosto.

— Onde você estava, Anelise? — perguntou ele, levantando-se do sofá.

— Tive um encontro, pai. — Não consegui conter o sorriso.

— Um encontro? — perguntou ele, arqueando as sobrancelhas.

— Sim, com o cara que esbarrou em mim no shopping, lembra? O nome dele é Otto. — Minha mãe abriu um sorriso enorme ao ouvir isso.

— Que bom, querida! Fico feliz que você seguiu meu conselho sobre se aproximar mais do sexo oposto — disse ela, animada.

Meu pai, porém, ficou um pouco ciumento e preocupado.

— Tome cuidado, Anelise. Vá com calma e nada de sexo antes do tempo. Você precisa conhecê-lo bem e ter certeza de que ele quer algo sério no futuro. Observe os comportamentos dele.

— Ah, querido, não seja tão rígido. Lembre-se de quando nos conhecemos. Naquela festa, nós já saímos de lá direto para o quarto — disse minha mãe, brincando.

Meu pai ficou sem graça e respondeu:

— Isso foi diferente...

Eu ri da situação e me despedi deles, dando boa noite antes de subir para o meu quarto. As meninas estavam me mandando mensagens incessantemente no grupo do WhatsApp, ansiosas por saber todos os detalhes do meu encontro com Otto. Coloquei meu pijama e me deitei na cama para responder.

— Meninas, foi incrível! Otto é maravilhoso. Conversamos tanto, e ele é tão atencioso.

— E então, ele te beijou? — perguntou Heidi, sempre a mais direta.

— Não... Só um beijinho na bochecha. Mas senti algo diferente. Ele me respeitou, sabe?

— Isso é um bom sinal, Anelise. Ele parece ser um homem de verdade, que sabe respeitar uma mulher — disse Ingrid.

— Confesso, meninas, senti coisas perto do Otto. Nunca fiquei com um homem intimamente, mas não sou santa. Como não sentir atração por aquele Deus grego? Ele é lindo demais! — Escrevi, rindo.

— Ah, isso é totalmente normal, Anelise. Se você gostou dele, isso só mostra que está viva — respondeu Frieda.

Enquanto conversava com elas, meu telefone vibrou novamente. Era uma mensagem de Otto. Meu sorriso foi de orelha a orelha ao ver o nome dele na tela.

— Ele mandou mensagem! — exclamei no grupo.

— Responde logo! — incentivou Bridtti.

Com os dedos trêmulos, respondi dizendo que também adorei a noite e mal podia esperar para nos encontrarmos de novo. Otto sugeriu um segundo encontro no próximo sábado, desta vez durante o dia. Falei pras meninas, que ficaram eufóricas com a notícia.

— Isso é ótimo, Anelise! Ele realmente está interessado — disse Ingrid.

— Já podemos começar a planejar o que você vai vestir — sugeriu Heidi.

Passei o resto da noite conversando com elas, rindo e planejando o próximo encontro. Quando finalmente desliguei o telefone, me deitei na cama, ainda sorrindo. Estava ansiosa e nervosa ao mesmo tempo, mas determinada a aproveitar cada momento.

Na manhã seguinte, acordei com os raios de sol entrando pela janela. Levantei-me, fiz minha higiene matinal e desci para tomar café com meus pais. Eles estavam na cozinha, conversando sobre o dia.

— Bom dia, filha — disse meu pai, sorrindo.

— Bom dia.

— E então, dormiu bem? — perguntou minha mãe.

— Sim, dormi muito bem.

Enquanto tomávamos café, contei mais detalhes sobre Otto. Meus pais ouviram atentamente, fazendo perguntas e dando conselhos.

— Lembre-se do que eu disse, Anelise. Vá com calma e observe bem — repetiu meu pai.

— Eu sei, pai. Estou sendo cuidadosa.

Após o café, voltei para o meu quarto e liguei para as meninas para continuar o planejamento do encontro. Decidimos nos encontrar no shopping na terça-feira após o trabalho e a faculdade para escolher a roupa perfeita.

A semana passou rapidamente. Na terça-feira, depois do trabalho e da faculdade, nos encontramos no shopping. Experimentamos várias roupas, rindo e comentando sobre cada uma delas. Escolhi um vestido elegante, mas não muito formal, perfeito para um encontro casual durante o dia.

Finalmente, o sábado chegou. Acordei cedo, nervosa e animada. Passei a manhã me arrumando com cuidado, escolhendo os acessórios certos e fazendo uma maquiagem leve. Quando Otto chegou para me buscar, ele estava deslumbrante, como sempre. Seu sorriso caloroso me acalmou instantaneamente.

— Você está linda, Lis — disse ele, pegando minha mão.

— Obrigada, Otto. Você também está ótimo — respondi, tentando não deixar transparecer o quanto meu coração estava acelerado.

Nosso segundo encontro foi ainda melhor do que o primeiro. Passeamos pelo parque, conversando sobre nossos sonhos e vidas. Otto era atencioso e respeitoso, e isso me fez confiar nele ainda mais.

— Sabe, Otto, eu realmente aprecio o quanto você me respeita — disse, enquanto caminhávamos de mãos dadas.

— Eu quero que você se sinta confortável comigo, Lis. Não quero apressar nada — respondeu ele, me olhando nos olhos.

— Obrigada. Isso significa muito para mim.

Enquanto caminhávamos, ele parou e me olhou nos olhos. Meu coração disparou, e eu sabia o que viria a seguir. Ele se aproximou lentamente, e nossos lábios finalmente se encontraram. O beijo foi suave, mas cheio de sentimento. Eu me senti flutuar, e todas as minhas inseguranças desapareceram naquele momento.

Quando nos despedimos naquela noite, eu sabia que algo especial estava acontecendo entre nós. Otto era diferente de qualquer pessoa que eu já havia conhecido, e eu estava disposta a deixar meu coração se abrir para ele.

Adormeci com um sorriso no rosto, sonhando com o futuro e as possibilidades que ele reservava. Eu sabia que este era apenas o começo de algo maravilhoso.

Na segunda-feira, acordei ainda sentindo a felicidade do fim de semana. Me arrumei para a faculdade e fui para a sala de estar. Meu pai estava lendo o jornal e minha mãe preparando o café da manhã.

— Bom dia, filha — disse meu pai, levantando os olhos do jornal.

— Bom dia — respondi, ainda sorrindo.

— Então, como foi o fim de semana com o Otto? — perguntou minha mãe, curiosa.

— Foi perfeito, mãe. Nos divertimos muito no parque e ele me beijou.

— Ah, minha menina está apaixonada! — exclamou minha mãe, brincando.

— Vá com calma, Anelise. Mas estou feliz por você — disse meu pai, com um sorriso de aprovação.

— Eu sei, pai. Estou indo com calma.

O dia passou rapidamente na faculdade. Contei às meninas sobre o encontro e elas ficaram animadas, me dando conselhos e planejando futuros encontros.

Quando voltei para casa naquela noite, encontrei uma mensagem de Otto me convidando para sair novamente no próximo sábado. Aceitei imediatamente, ansiosa para passar mais tempo com ele.

Os dias que se seguiram foram cheios de mensagens e chamadas de Otto, cada uma me deixando mais animada e ansiosa para nosso próximo encontro. Eu podia sentir que algo especial estava crescendo entre nós, algo que poderia se transformar em algo duradouro.

E assim, o sábado chegou novamente. Eu me arrumei com cuidado, escolhendo uma roupa que as meninas ajudaram a escolher, e esperei ansiosamente pela chegada de Otto. Quando ele finalmente chegou, me senti mais segura e confiante, pronta para ver onde essa nova jornada nos levaria.

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