Mais tarde, Alessandra descia a escada quando Gleyci a chamou.
Gleyci: Amiga, espera.
Alessandra: Agora não dá, Gleyci. Vou dar uma volta pela fazenda e ver os animais.
Gleyci: Então eu vou junto!
Ela levanta e segue Alessandra.
Gleyci: Disfarça e olha.
Alessandra: O quê?
Gleyci: O Dom conversando com a sua secretária. Ela com certeza está dando em cima dele, e ele está adorando. Você devia colocá-la para trabalhar.
Alessandra: Menos, Gleyci. A Joana está livre nestes últimos dois dias aqui. Ontem resolvemos tudo que ficaríamos hoje, e ela foi bem prestativa. Além disso, nem todas as mulheres ficam flertando. Arrisco dizer que a grande maioria espera a atitude do homem.
Gleyci: O que quer dizer, Alessandra? Que eu sou a mulher oferecida e o Dom está interessado nela e não que ela está atrás dele?
Alessandra: Gleyci, você tem a minha idade, mas às vezes age como uma adolescente de 15 anos. Para um pouco. Eles podem estar conversando como dois adultos normais, ou não… Isso eu não posso negar. Eles são livres para fazerem o que bem entenderem.
Gleyci nem responde e volta para a casa, Alessandra nem se deu ao trabalho de ir atrás dela.
Gleyci e Alessandra são próximas desde o orfanato, mas Gleyci foi adotada aos 14 anos, enquanto Alessandra permaneceu lá até os 18. A verdade é que quando era mais nova, Alessandra sempre foi muito introvertida e fazia de tudo para que nenhuma família a escolhesse. Quando foi ficando mais velha, passou a trabalhar ajudando a cuidar das crianças no próprio orfanato. Isso lhe rendeu algum dinheiro, e como não precisava gastar com nada, ela juntou até completar 18 anos para poder sair de lá com mais segurança.
Com o pouco dinheiro que tinha em mãos e sua inteligência, Alessandra conquistou tudo o que tem hoje. Gleyci e ela se reencontraram na faculdade e mal podiam acreditar na coincidência. Gleyci acabou saindo antes de terminar o curso por não gostar de estudar e pelo fato de seus pais terem uma situação financeira estável - eram donos de um supermercado e queriam que ela estudasse para assumir o negócio no futuro. No entanto, a menina estudiosa que conheceram no orfanato aos poucos revelou-se diferente do que parecia inicialmente. Após anos sem precisar trabalhar para se sustentar, os pais de Gleyci morreram e agora ela mora só com a tia que sempre viveu com eles, o motivo dela ter deixado sua cidade com a tia para morar aqui? Alessandra ainda não sabe.
Alessandra foi até o estábulo para rever os cavalos que tanto adorava.
Alessandra: Como você é bonita e forte! Antes de ir embora, vou pedir ao ogro para montar em você.
Vincet: O nome dela é Suzy.
Alessandra se assusta com a voz de Vincent. Ela estava a acariciava a égua.
Alessandra: Você estava aí o tempo todo?
Ela perguntou com receio de ele ter escutado o que ela disse.
Vincent: Não, acabei de chegar.
Alessandra se sentiu aliviada e voltou sua atenção para a égua.
Alessandra: Ela é linda, você escolheu o nome?
Vincent: Não.
Alessandra: Quem escolheu então?
Vincent: Minha esposa.
Alessandra: Não sabia que você era casado...
Vincent: Sou viúvo.
Ele sempre bem direto nas respostas.
Ela olhou para ele com certa melancolia, e Vincent foi até onde ela estava para abrir a passagem até o cavalo.
Alessandra: Vai soltá-la?
Vincent: Pensei que quisesse montar.
Alessandra se animou e Vincent saiu com a égua.
Vincent: Vou te mostrar como se monta.
Ele preparou o cavalo colocando os equipamentos necessários.
Vincent: Espere um pouco, vou buscar o meu.
Alessandra: Tudo bem.
Vincent foi buscar seu cavalo e, quando retornou, Alessandra já estava montada e deu uma pequena demonstração de que sabia montar muito bem.
...(Alessandra)...
Vincent: Então fui enganado esse tempo todo?
Alessandra: Não te enganei, mas os homens têm mania de querer decifrar o que as mulheres sabem ou não fazer. Devia ter me perguntado antes de tentar me ensinar.
Ele não pôde deixar de sorrir.
Vincent: Está bem, você tem razão dessa vez.
Alessandra: Como assim "dessa vez"?
Ele montou no cavalo.
Vincent: Este aqui é o Eros.
Ele apresentou o cavalo tentando mudar de assunto, Alessandra riu e balançou a cabeça.
Eles cavalgaram até por muitas partes. No caminho, ele mostrou cada canto da sua propriedade e Alessandra achava tudo muito bonito.
Ao chegarem nas casas dos funcionários, Alessandra desceu do cavalo.
Alessandra: Então você cedeu este terreno para seus funcionários construírem suas casas?
Vincent: Podemos dizer que é uma troca. Eles trabalham com excelência e são bem remunerados por isso.
Alessandra: Dá para ver que você é um bom patrão. Seus funcionários também te respeitam muito, isso é muito importante.
Ela observou as casas por mais alguns instantes.
Alessandra: Você não vai descer do cavalo?
Vincent: Acredito que você não vá passar tanto tempo aqui.
Alessandra seguiu até onde algumas mulheres estavam produzindo algo com bastante curiosidade.
Vincent desceu do cavalo para segui-la.
Vincet: Aonde você está indo?
Alessandra: O que elas estão fazendo?
Vincent: Não sei, hoje é sábado e a maioria está de folga.
Alessandra: Olá, boa tarde!
Vincent: Boa tarde.
Todos responderam e Alessandra perguntou o que estavam fazendo. Elas mostraram seus acessórios feitos à mão e Alessandra ficou encantada.
Alessandra: Eu gostaria de muitos desses, são impecáveis!
Ela disse enquanto olhava os acessórios.
Alessandra: Uma de vocês poderia levar para a casa do Vincent mais tarde? Tenho certeza que todas vão adorar e eu aproveito para pegar os meus.
- É claro que sim, vamos levar de todos os modelos!
Alessandra: Obrigada, estarei esperando por vocês, não deixem de ir, amanhã estaremos indo.
- Não vamos deixar de ir, será um prazer ver pessoas importantes usando nossos acessórios.
Alessandra: Imagina, ninguém é mais ou menos importante que ninguém. Tchau meninas.
- Tchau senhora, tchau patrão.
Vincent e Alessandra voltaram para os cavalos e as moças observavam se perguntando se finalmente o patrão delas havia encontrado alguém para voltar a dividir a vida.
Vincent: Você não imagina como deve ter mudado o dia dessas mulheres, geralmente os trabalhos feitos à mão não costumam ser valorizados.
Alessandra: Eles não são mostrados, mas tenho certeza que quando o hotel estiver funcionando, essas mulheres vão ganhar muito bem com esses acessórios. Além de lindos, têm uma história.
Vincent sorriu.
Alessandra: Nossa, só agora eu me dei conta de que chamei elas para a sua casa sem te pedir permissão. Você não se incomoda?
Vincent: Claro que não, não se preocupe com isso.
Alessandra: Que alívio.
Eles voltaram a subir nos cavalos.
Na volta, Alessandra avista algo que não havia visto antes.
Alessandra: Olha só que casa mais bonita, é propriedade sua?
Vincent: É a casa dos meus pais.
Alessandra olha para ele.
Alessandra: Mas passamos por aqui e você nem me disse nada. Se bem que você tem todo direito, mas...
Vincent: Acho melhor irmos para casa. Já é quase hora do almoço e você deve estar cansada.
Alessandra: Você e a sua mania de dizer que devo estar cansada. Mas é claro que não estou.
Vincent: Você quer ir lá?
Ele perguntou não tão animado e é óbvio que Alessandra notou que havia algo de errado.
Alessandra: Só se você quiser.
Sem perguntar mais nada, ele mudou a direção do cavalo até o caminho que levava à casa dos pais dele. Alessandra o seguiu.
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Atualizado até capítulo 102
Comments
Maria De Lourdes Guimarães
eu não sei o que aconteceu com o pai dele mas no começo da história fala que ele se afastou até dos Pais por causa do falecimento da esposa dele aí ele não fez amizade quase com ninguém se fechou para si mesmo
2024-11-30
0
Amélia Rabelo
o que será que aconteceu com os pais dele
2024-11-05
0
Elisete Protazio
vai bater de frente com a amiga
2024-11-01
0