Entre uma música e outra, além de várias conversas, todos estavam rindo e se divertindo. Alessandra nem sequer lembrava que não queria ir nessa viagem. Ela se levanta para pegar mais vinho e, por coincidência, Vincent também se aproximou. Ambos colocaram a mão na garrafa ao mesmo tempo. A mão de Vincent estava por cima da mão de Alessandra, eles trocaram olhares.
Alessandra: Você pode...
Vincent: Ah, claro, me desculpe...
Ele retirou a mão e Alessandra serviu ele. Ele agradeceu.
Vincent: Obrigado, Sra. Negrini.
Alessandra revirou os olhos com um meio sorriso.
Alessandra: Não precisa me chamar assim enquanto não estivermos trabalhando.
Vincent: Você me chamou com formalidade o dia todo.
Alessandra: Estávamos trabalhando.
Vincent: Tem certeza de que todas as vezes foram enquanto estávamos trabalhando?
Ela suspirou.
Alessandra: Tudo bem, vou te chamar pelo seu nome agora.
Herbert: Vincent, você pode vir aqui tirar uma dúvida?
Herbert, Roger e Dominic estavam juntos conversando sobre algo.
Vincent: Aproveite a noite, Alessandra.
Ele ergueu o copo, ela fez o mesmo. Vincent então foi até os colegas, e Lúcia se aproximou para conversar com Alessandra.
Enquanto conversava com os colegas, Vincent olhava para Alessandra de vez em quando, ainda sem acreditar no diálogo que tiveram. Mesmo não sendo o mais profundo entre os dois, foi o mais saudável até então.
Depois que todos começaram a ir para seus quartos, Alessandra foi para o dela. Já na cama, ficou olhando para o teto e pensando em coisas aleatórias. Sem esperar, Vincent veio à sua mente, e ela se arrepiou ao lembrar do toque da mão dele quando pegaram a garrafa de vinho. Nesse momento, alguém bateu na porta e ela se levantou para abrir.
Alessandra: Gleyci.
Gleyci: Vai ser rápido amiga, é que estou sem sono.
Alessandra: Entra, está tudo bem?
Ela perguntou enquanto fechava a porta e voltava para a cama.
Gleyci: Não é nada, é que fiquei curiosa com algo que foi conversado hoje e queria te perguntar.
Alessandra: Pode falar.
Gleyci: Quando chegamos, Herbert falou com Dominic sobre o restaurante e pelo que eu entendi, o Dominic trabalhou para você. É isso mesmo?
Alessandra: Sim, Dominic era chef de cozinha em um dos meus hotéis antes de abrir seu restaurante. Mas por que tanta curiosidade?
Gleyci: Imaginei que ele viesse de família rica e já tivesse o restaurante há muito tempo.
Alessandra: Não, Dominic não vem de família rica. Ele é muito esforçado. Conheci ele na faculdade, o Dominic vendia salgados para ajudar a mãe. Prometi para ele que seria chef em um dos meus hotéis quando eu abrisse, esse era seu sonho. Ele lutou por uma bolsa no curso de culinária e conseguiu. Fui fiel à minha promessa e ele foi meu primeiro chef, até hoje não tivemos um melhor.
Gleyci: Mas aquele restaurante é sofisticado, tudo lá é caro. Não acredito que só como chef ele conseguiria isso.
Alessandra: Ele trabalhou muito e economizou para realizar seu sonho.
Gleyci: Você tem dedo nisso, não tem?
Alessandra: Sou sócia do restaurante sim, quis ajudá-lo por ser meu amigo e saber que seria um sucesso. E está sendo um sucesso mesmo.
Gleyci: Estou chocada...
Ela levantou da cama com a mão na boca.
Gleyci: Então o Dominic não tem tanto dinheiro assim.
Alessandra olhou para ela desacreditada.
...(Alessandra)...
Alessandra: Ainda não entendi onde você quer chegar, Gleyci. Falando assim, parece até uma ambiciosa que só está atrás dele pelo dinheiro.
Gleyci rapidamente se endireitou e foi até Alessandra na cama.
Gleyci: Ai, meu Deus, amiga, claro que não! Eu só disse que imaginava outra coisa.
Alessandra: É só isso mesmo?
Gleyci: Claro, eu adoro o Dom e se gostei dele foi por ser um cara bacana! E na realidade não me surpreende nada que você seja sócia dele, na verdade eu fico surpresa quando você não está no meio de alguma coisa.
Ela força uma risada e Alessandra dá de ombros.
Alessandra: Mas não será para sempre. Em dois ou dois anos e meio, o Dominic compra as minhas ações e ficará com o restaurante todinho para ele. Eu não faço nada além de investir no sucesso que ele proporciona com o talento que tem.
Gleyci: Claro, amiga, disso eu não tenho dúvidas... Vou te deixar dormir, amanhã a gente conversa, tá? Boa noite.
Alessandra: Boa noite.
Ela levanta para sair e Alessandra vai fechar a porta.
Alessandra: Que conversa mais sem sentido essa da Gleyci.
Ela apaga a luz e se deita na cama.
No dia seguinte, Alessandra acorda ao som dos pássaros e do galo. Ela se levanta com um sorriso largo no rosto ao se lembrar da época no orfanato, onde era acordada da mesma forma. Mesmo não tendo tido uma infância muito feliz lá, Alessandra não pode negar que amava os animais e que não se sentia tão sozinha quando estava com eles.
Ela se levanta para tomar banho e se aprontar, ao sair do quarto, já sente o cheiro do café que se espalhava pela casa. Alessandra desce e cumprimenta todos que já estavam acordados, que neste caso eram apenas os homens. A funcionária da casa traz um café preto para eles e todos tomam. Após o café, conversam um pouco e a funcionária avisa que o café da manhã já está sendo finalizado, então as mulheres começam a descer aos poucos.
Gleyci: Bom dia, amiga.
Alessandra: Bom dia.
Alessandra responde um pouco seca e se levanta, ela ainda não esqueceu da conversa da noite anterior.
Dominic vai para a cozinha ajudar a funcionária da casa e Alessandra o segue.
Alessandra: Eu não sei cozinhar, mas posso ajudar em algo?
Dominic: Claro, chame o Vincent que está lá fora, estamos terminando de colocar a mesa.
💭 Alessandra: O dia tinha começado tão bem, tinha que ser isso Dominic?
Alessandra: Pensei que ele ainda estivesse dormindo, não o vi hoje.
Zefá: Que nada, o patrão acorda cedo, pelo menos quando está aqui na fazenda, na cidade não sei dizer.
Alessandra: Tudo bem... A senhora sabe onde posso encontrá-lo?
Zefá: Com os porcos ou com os cavalos, ele sempre está lá de manhã.
Alessandra sai pela porta do fundo com Zefá apontando a direção, ela agradece e segue até lá.
Alessandra: Vincent?
Ela grita sem resposta. Segue em direção ao estábulo, pois ele não estava com os porcos.
Alessandra: Onde você está, ogro...
Sussurra enquanto se aproxima do estábulo. Entrando, ouve apenas um barulho de água caindo, mas encantada com os cavalos lindos e fortes, segue o som da água enquanto admira os animais. Quando chega na saída do estábulo, Alessandra vê Vincent tomando banho com a água do tanque. Seu coração dispara e ela só quer sair correndo dali antes que ele a veja. Por sorte, ele está de costas, mas mesmo ensaboado é possível ver suas costas fortes e pernas.
Ela sai rapidamente e esbarra em um peão. Ele pergunta se está tudo bem e ela responde afirmativamente antes de seguir mais calma para a cozinha e informar que não encontrou Vincent.
Zefá: Estranho, mas logo ele aparece, pode ter ido visitar os pais e já está voltando. Ele não deixaria os hóspedes tomarem o café da manhã sozinhos.
Pouco tempo depois estão todos à mesa quando Vincent chega. Parecia ter ido ao quarto antes, pois estava todo perfumado e arrumada. Ele cumprimenta a todos e Alessandra responde sem conseguir encará-lo devido à lembrança da cena... E que cena.
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Atualizado até capítulo 102
Comments
Neusa Aparecida Leonço
interesseira e invejosa, Alessandra que tome cuidado com ela
2024-12-11
0
Mônica
Prevejo problemas futuros com essa sua "amiga".
2025-02-08
0
Josilda Maria
Essa é amiga da onça ,que cobra interesseira
2025-02-03
0