Capítulo 16

A semana passou rapidamente e, como sempre, Alessandra estava muito focada no seu trabalho. Hoje era dia de reunião sobre o hotel, já que as obras estavam prestes a começar.

Após a revelação de Vincent sobre ter notado que Alessandra estava sem calcinha naquela noite, eles não se falaram mais por mensagem, nem se encontraram pessoalmente. Se tivesse a opção, Alessandra escolheria não vê-lo hoje, mas precisava participar da reunião.

Ela chegou à garagem da empresa, saiu do carro e avistou Dominic chegando com Joana, Alessandra ficou feliz ao pensar que talvez ela tivesse dito de uma vez a verdade para ele. Antes que eles a vissem, Alessandra seguiu em direção ao seu elevador. Alguns minutos depois, Joana subiu e foi até a sala lembrar sobre a reunião. Alessandra, como sempre, pediu para que Joana a avisasse quando todos chegassem, e assim foi feito. Quando todos já estavam presentes, Alessandra se dirigiu à sala de reuniões.

Alessandra: Bom dia.

Marcela não estava presente, apenas Roger, Herbert e Vincent estavam lá. Eles responderam e Alessandra foi até sua cadeira. Durante toda a reunião, ela evitou olhar para Vincent, enquanto ele fazia questão de observá-la.

Alessandra: Então ficará assim. Herbert e eu iremos na primeira visita, Roger e Vincent na próxima, assim iremos revezando as duplas para acompanhar a obra.

Herbert: Na verdade, tenho outra sugestão. O Vincent e o Roger estão mais ligados na parte rural e você e eu na área arquitetônica. Então sugiro que Roger e eu formemos uma dupla, enquanto você vai com o Vincent.

Alessandra não pareceu gostar muito da ideia.

Alessandra: Não acho necessário essa forma de divisão.

Roger: Eu concordo com o Herbert.

Herbert: E você, Vincent?

Vincent: Eu acho que é uma boa ideia, mas se a Sra. Negrini preferir, ela pode ir com o Roger e eu formo a outra dupla com Herbert.

Alessandra olhou para Vincent; era óbvio que ela e Roger não iriam viajar sozinhos com Marcela morrendo de ciúmes dos dois.

Vincent: Bom, essa é a única solução que vejo.

Alessandra: Tudo bem, então irei nas visitas com o senhor Beaumont e o Roger ficará com o Herbert.

Herbert: Ótimo!

Roger: Combinado.

Vincent: Feito.

Alessandra desejou uma boa tarde a todos e levantou-se da cadeira.

Ao sair, dirigiu-se diretamente à sua sala. Minutos depois, Joana ligou dizendo que Vincent queria falar com ela. Alessandra respondeu que estava indo almoçar e que não poderia conversar no momento; pediu para ele enviar uma mensagem ou fazer uma ligação.

Ela esperou um tempo e saiu da sala com sua bolsa, deparando-se com Vincent sentado. Ele levantou-se e aproximou-se dela.

Alessandra: Eu disse que não podia falar agora. A Joana não te avisou?

Vincent: Avisou e saiu para almoçar. Decidi ficar te esperando porque preciso falar pessoalmente.

Alessandra: Ok, então diga rápido, pois preciso almoçar. Vamos indo.

Enquanto caminhavam em direção ao elevador, Vincent começou a dar algumas sugestões sobre o projeto.

Alessandra: Estávamos em reunião há pouco, você teve que esperar terminar para falar?

Vincent: Não me lembrei durante a reunião, mas achei importante te contar isso agora.

Alessandra: Hum... sei...

Eles saíram do elevador e Alessandra seguiu em direção ao seu carro enquanto Vincent ia atrás dela.

Alessandra: Agora que você já me contou isso, acho que pode ir embora. Não acha? Vou anotar sua sugestão e veremos como será quando estivermos lá.

Vincent: Está bem.

Ele foi para o carro dele enquanto Alessandra entrou no dela. Ela seguiu para o mesmo restaurante de sempre para almoçar; Vincent chegou logo em seguida.

Alessandra: Não é possível...

Ele pegou uma mesa próxima à dela e ambos fizeram seus pedidos. Vincent ficou sentado de frente para Alessandra; algumas vezes eles trocavam olhares, mas fora isso pareciam meros estranhos.

Após o almoço, Vincent foi o primeiro a sair, em seguida saiu Alessandra. Os dois se cruzaram na garagem enquanto ela procurava as chaves do carro na bolsa.

Alessandra: Qual é o seu problema?

Vincent: Meu problema? Quem estava andando de cabeça baixa?

Alessandra: O que está fazendo aqui ainda? Estava me esperando?

Ele riu.

Vincent: Esperando você?

Alessandra: Sim! Você saiu um pouco antes e já deveria ter ido embora.

Vincent: O mundo não gira em torno de você, sabia? Esqueci um pertence na mesa e voltei para buscar.

Alessandra: Hm...

Ela desviou dele e seguiu em direção ao carro. Vincent olhou para ela e deu alguns passos em direção ao restaurante quando ouviu o grito dela e virou-se rapidamente.

Vincent: Alessandra!

Ele foi até ela que estava agachada no chão reclamando de dor.

Vincent: O que aconteceu? Você está bem? Deixa eu te ajudar.

Ela levantou as mãos.

Alessandra: Não precisa! Foi só o salto que quebrou, acabei me desequilibrando…

Vincent: Tem certeza de que não precisa de ajuda?

Alessandra: Tenho…

Ela tentou se levantar e sentiu uma dor intensa no tornozelo, Vincent a segurou antes que ela caísse novamente.

Alessandra: Ai!

Ela gemeu de dor.

Vincent: Provavelmente torceu o tornozelo.

Ele a carregou.

Alessandra: O que você está fazendo? Olha, não precisa disso…

Vincent: Claro que precisa! Vou te levar para o hospital. É impossível dirigir assim.

Ele foi até o carro e a colocou sentada no banco, prendeu o cinto nela e, em seguida, foi para o seu banco.

Alessandra: Isso vai passar. Não é necessário ir ao hospital. Você sabe quantas vezes isso já me aconteceu?

Vincent: Não importa. É necessário verificar se está tudo bem.

Alessandra: Mas e seu pertence no restaurante?

Vincent: Depois eu vejo isso. Alguém irá guardar.

A verdade é que ele não tinha esquecido nada, foi apenas um pretexto para esbarrar nela sem parecer forçado.

Ao chegarem no hospital, Vincent a carregou até a entrada e depois a colocou em uma cadeira de rodas. Alessandra foi atendida enquanto Vincent esperava ansiosamente por informações. Quando finalmente foi liberado para entrar no quarto, o médico explicou que nos próximos cinco dias ela ainda poderia sentir um pouco de dor, mas se não fizesse esforços e permanecesse a maior parte do tempo sem colocar os pés no chão, o tornozelo ficaria bom logo. O médico também pediu para evitar sapatos de salto alto nas próximas semanas.

Vincent: Você ouviu, não é? Nada de trabalho nos próximos cinco dias.

Alessandra: Isso é um castigo para mim! Mas não vou deixar de fazer minhas coisas em casa.

Ele a ajudou a descer da cama e a sentar na cadeira de rodas.

Eles seguiram para o carro de Vincent. Ela disse o endereço e ele partiu.

Alessandra: Obrigada por me trazer ao hospital, mas você não precisava fazer isso.

Vincent: Como assim não precisava?

Alessandra: Está bem, talvez um pouco…

Eles seguiram o restante do caminho em silêncio.

Ao chegarem ao prédio, Alessandra tentou convencê-lo de que conseguiria subir sozinha, mas ele não permitiu e a levantou até a porta do seu apartamento.

Katia: Dona Alessandra, o que aconteceu?

Alessandra: Eu caí, mas já está tudo bem, Katia.

Ela ainda estava surpresa ao ver aquele homem desconhecido carregando sua patroa. Katia saiu da frente para que ele entrasse.

Vincent: Onde fica o quarto?

Alessandra: Pode me deixar no sofá.

Vincent: O quarto.

Katia respondeu e ele a levou até lá, a deixando na cama.

Alessandra: Obrigada, mais uma vez.

Vincent: Repouse e não coloque os pés no chão. Vou buscar o seu carro e deixá-lo na garagem. Trago as chaves e entrego à sua funcionária.

Alessandra: Não precisa se incomodar tanto, Vincent.

Vincent: Não é incômodo. Agora, descanse.

Ele saiu do quarto e avisou a Katia sobre o que o médico havia dito.

Katia: Eu fico com ela esses dias, não se preocupe! Garanto que ela não vai fazer esforço.

Vincent: Daqui a pouco eu volto para trazer o carro e entregar a chave.

Ele foi embora, e Katia foi até o quarto.

Katia: Que susto você me deu, dona Alessandra. Como está?

Alessandra: Estou bem. Ele já foi?

Katia: Já, mas vai voltar para trazer a chave do carro.

Alessandra: Certo, me ajude só com o banho, Katia, por favor.

Katia: Vamos lá.

Após o banho, Alessandra voltou a se deitar e Katia a deixou sozinha no quarto. Vincent voltou um tempo depois.

Katia: Obrigada.

Vincent: Ela está bem?

Katia: Sim, está dormindo.

Vincent: Vou deixar meu número. Qualquer coisa, me liga.

Ele entrega um cartão para ela e sai.

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Comments

Maria de Fatima Chaves

Maria de Fatima Chaves

O Vicente está deixando um pouco o amargo do luto e se abrindo para a outra ogra kkk

2024-11-13

2

Amélia Rabelo

Amélia Rabelo

essa mulher é osso duro de roer kkkkkkk

2024-11-05

0

Angela

Angela

para um ogro, tá muito gentil e prestativo né não
🤣🤣🤣

2024-10-13

6

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