A semana passou rapidamente e, como sempre, Alessandra estava muito focada no seu trabalho. Hoje era dia de reunião sobre o hotel, já que as obras estavam prestes a começar.
Após a revelação de Vincent sobre ter notado que Alessandra estava sem calcinha naquela noite, eles não se falaram mais por mensagem, nem se encontraram pessoalmente. Se tivesse a opção, Alessandra escolheria não vê-lo hoje, mas precisava participar da reunião.
Ela chegou à garagem da empresa, saiu do carro e avistou Dominic chegando com Joana, Alessandra ficou feliz ao pensar que talvez ela tivesse dito de uma vez a verdade para ele. Antes que eles a vissem, Alessandra seguiu em direção ao seu elevador. Alguns minutos depois, Joana subiu e foi até a sala lembrar sobre a reunião. Alessandra, como sempre, pediu para que Joana a avisasse quando todos chegassem, e assim foi feito. Quando todos já estavam presentes, Alessandra se dirigiu à sala de reuniões.
Alessandra: Bom dia.
Marcela não estava presente, apenas Roger, Herbert e Vincent estavam lá. Eles responderam e Alessandra foi até sua cadeira. Durante toda a reunião, ela evitou olhar para Vincent, enquanto ele fazia questão de observá-la.
Alessandra: Então ficará assim. Herbert e eu iremos na primeira visita, Roger e Vincent na próxima, assim iremos revezando as duplas para acompanhar a obra.
Herbert: Na verdade, tenho outra sugestão. O Vincent e o Roger estão mais ligados na parte rural e você e eu na área arquitetônica. Então sugiro que Roger e eu formemos uma dupla, enquanto você vai com o Vincent.
Alessandra não pareceu gostar muito da ideia.
Alessandra: Não acho necessário essa forma de divisão.
Roger: Eu concordo com o Herbert.
Herbert: E você, Vincent?
Vincent: Eu acho que é uma boa ideia, mas se a Sra. Negrini preferir, ela pode ir com o Roger e eu formo a outra dupla com Herbert.
Alessandra olhou para Vincent; era óbvio que ela e Roger não iriam viajar sozinhos com Marcela morrendo de ciúmes dos dois.
Vincent: Bom, essa é a única solução que vejo.
Alessandra: Tudo bem, então irei nas visitas com o senhor Beaumont e o Roger ficará com o Herbert.
Herbert: Ótimo!
Roger: Combinado.
Vincent: Feito.
Alessandra desejou uma boa tarde a todos e levantou-se da cadeira.
Ao sair, dirigiu-se diretamente à sua sala. Minutos depois, Joana ligou dizendo que Vincent queria falar com ela. Alessandra respondeu que estava indo almoçar e que não poderia conversar no momento; pediu para ele enviar uma mensagem ou fazer uma ligação.
Ela esperou um tempo e saiu da sala com sua bolsa, deparando-se com Vincent sentado. Ele levantou-se e aproximou-se dela.
Alessandra: Eu disse que não podia falar agora. A Joana não te avisou?
Vincent: Avisou e saiu para almoçar. Decidi ficar te esperando porque preciso falar pessoalmente.
Alessandra: Ok, então diga rápido, pois preciso almoçar. Vamos indo.
Enquanto caminhavam em direção ao elevador, Vincent começou a dar algumas sugestões sobre o projeto.
Alessandra: Estávamos em reunião há pouco, você teve que esperar terminar para falar?
Vincent: Não me lembrei durante a reunião, mas achei importante te contar isso agora.
Alessandra: Hum... sei...
Eles saíram do elevador e Alessandra seguiu em direção ao seu carro enquanto Vincent ia atrás dela.
Alessandra: Agora que você já me contou isso, acho que pode ir embora. Não acha? Vou anotar sua sugestão e veremos como será quando estivermos lá.
Vincent: Está bem.
Ele foi para o carro dele enquanto Alessandra entrou no dela. Ela seguiu para o mesmo restaurante de sempre para almoçar; Vincent chegou logo em seguida.
Alessandra: Não é possível...
Ele pegou uma mesa próxima à dela e ambos fizeram seus pedidos. Vincent ficou sentado de frente para Alessandra; algumas vezes eles trocavam olhares, mas fora isso pareciam meros estranhos.
Após o almoço, Vincent foi o primeiro a sair, em seguida saiu Alessandra. Os dois se cruzaram na garagem enquanto ela procurava as chaves do carro na bolsa.
Alessandra: Qual é o seu problema?
Vincent: Meu problema? Quem estava andando de cabeça baixa?
Alessandra: O que está fazendo aqui ainda? Estava me esperando?
Ele riu.
Vincent: Esperando você?
Alessandra: Sim! Você saiu um pouco antes e já deveria ter ido embora.
Vincent: O mundo não gira em torno de você, sabia? Esqueci um pertence na mesa e voltei para buscar.
Alessandra: Hm...
Ela desviou dele e seguiu em direção ao carro. Vincent olhou para ela e deu alguns passos em direção ao restaurante quando ouviu o grito dela e virou-se rapidamente.
Vincent: Alessandra!
Ele foi até ela que estava agachada no chão reclamando de dor.
Vincent: O que aconteceu? Você está bem? Deixa eu te ajudar.
Ela levantou as mãos.
Alessandra: Não precisa! Foi só o salto que quebrou, acabei me desequilibrando…
Vincent: Tem certeza de que não precisa de ajuda?
Alessandra: Tenho…
Ela tentou se levantar e sentiu uma dor intensa no tornozelo, Vincent a segurou antes que ela caísse novamente.
Alessandra: Ai!
Ela gemeu de dor.
Vincent: Provavelmente torceu o tornozelo.
Ele a carregou.
Alessandra: O que você está fazendo? Olha, não precisa disso…
Vincent: Claro que precisa! Vou te levar para o hospital. É impossível dirigir assim.
Ele foi até o carro e a colocou sentada no banco, prendeu o cinto nela e, em seguida, foi para o seu banco.
Alessandra: Isso vai passar. Não é necessário ir ao hospital. Você sabe quantas vezes isso já me aconteceu?
Vincent: Não importa. É necessário verificar se está tudo bem.
Alessandra: Mas e seu pertence no restaurante?
Vincent: Depois eu vejo isso. Alguém irá guardar.
A verdade é que ele não tinha esquecido nada, foi apenas um pretexto para esbarrar nela sem parecer forçado.
Ao chegarem no hospital, Vincent a carregou até a entrada e depois a colocou em uma cadeira de rodas. Alessandra foi atendida enquanto Vincent esperava ansiosamente por informações. Quando finalmente foi liberado para entrar no quarto, o médico explicou que nos próximos cinco dias ela ainda poderia sentir um pouco de dor, mas se não fizesse esforços e permanecesse a maior parte do tempo sem colocar os pés no chão, o tornozelo ficaria bom logo. O médico também pediu para evitar sapatos de salto alto nas próximas semanas.
Vincent: Você ouviu, não é? Nada de trabalho nos próximos cinco dias.
Alessandra: Isso é um castigo para mim! Mas não vou deixar de fazer minhas coisas em casa.
Ele a ajudou a descer da cama e a sentar na cadeira de rodas.
Eles seguiram para o carro de Vincent. Ela disse o endereço e ele partiu.
Alessandra: Obrigada por me trazer ao hospital, mas você não precisava fazer isso.
Vincent: Como assim não precisava?
Alessandra: Está bem, talvez um pouco…
Eles seguiram o restante do caminho em silêncio.
Ao chegarem ao prédio, Alessandra tentou convencê-lo de que conseguiria subir sozinha, mas ele não permitiu e a levantou até a porta do seu apartamento.
Katia: Dona Alessandra, o que aconteceu?
Alessandra: Eu caí, mas já está tudo bem, Katia.
Ela ainda estava surpresa ao ver aquele homem desconhecido carregando sua patroa. Katia saiu da frente para que ele entrasse.
Vincent: Onde fica o quarto?
Alessandra: Pode me deixar no sofá.
Vincent: O quarto.
Katia respondeu e ele a levou até lá, a deixando na cama.
Alessandra: Obrigada, mais uma vez.
Vincent: Repouse e não coloque os pés no chão. Vou buscar o seu carro e deixá-lo na garagem. Trago as chaves e entrego à sua funcionária.
Alessandra: Não precisa se incomodar tanto, Vincent.
Vincent: Não é incômodo. Agora, descanse.
Ele saiu do quarto e avisou a Katia sobre o que o médico havia dito.
Katia: Eu fico com ela esses dias, não se preocupe! Garanto que ela não vai fazer esforço.
Vincent: Daqui a pouco eu volto para trazer o carro e entregar a chave.
Ele foi embora, e Katia foi até o quarto.
Katia: Que susto você me deu, dona Alessandra. Como está?
Alessandra: Estou bem. Ele já foi?
Katia: Já, mas vai voltar para trazer a chave do carro.
Alessandra: Certo, me ajude só com o banho, Katia, por favor.
Katia: Vamos lá.
Após o banho, Alessandra voltou a se deitar e Katia a deixou sozinha no quarto. Vincent voltou um tempo depois.
Katia: Obrigada.
Vincent: Ela está bem?
Katia: Sim, está dormindo.
Vincent: Vou deixar meu número. Qualquer coisa, me liga.
Ele entrega um cartão para ela e sai.
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Atualizado até capítulo 102
Comments
Maria de Fatima Chaves
O Vicente está deixando um pouco o amargo do luto e se abrindo para a outra ogra kkk
2024-11-13
2
Amélia Rabelo
essa mulher é osso duro de roer kkkkkkk
2024-11-05
0
Angela
para um ogro, tá muito gentil e prestativo né não
🤣🤣🤣
2024-10-13
6