Mariana- eu vou ligar agora para sua mãe, fica quieto aí, que ligarei e já volto para começar a contar-te.
Henrique- Eu não quero que ligue agora, preciso de um tempo, quero que conte a sua versão, depois nos ligaremos e contaremos-lhe.
Mariana- Você decide, então vamos fazer como quiser.
Henrique- Primeiramente eu quero sair desse quarto, quero poder sentir a brisa.
Mariana- mas lá fora só tem neve.
Henrique- podemos ficar na sala, mas preciso sair daqui.
Mariana- tudo bem, vou chamar o enfermeiro para me ajudar a levar-te até lá.
Levamos ele até a sala e ele ficou sentado na cadeira de rodas, observando a paisagem pelas janelas, ficou horas ali, na mesma posição.
Mariana- Não está desconfortável? Não sente dor? Precisa voltar para cama e descansar, agora teremos que contratar um profissional para te ajudar a recuperar as forças da perna.
Henrique- faremos isso, mas agora eu preciso que você me conte tudo, como tudo aconteceu e em como viemos parar aqui.
Mariana- Tenho certeza que não vai gostar do que te direi, será uma longa conversa e então preciso que esteja confortável. Vamos voltar para a cama?
Henrique- eu preciso ficar confortável, mas não quero voltar para o meu quarto, pois lá terei a lembrança do tempo que perdi. Não teria outro lugar que possamos conversar?
Mariana- sim, vou organizar o outro quarto, onde tem uma cama normal e não uma cama hospitalar. Espera só mais um pouquinho que já volto.
Depois de algum tempo, Mariana volta e empurra a cadeira dele, vão até o quarto que está impecável, tudo de ótimo gosto e aconchegante. Até parece que foi preparado por uma esposa amorosa para o seu amado esposo, mas se olharmos bem para aqueles dois, são apenas dois desconhecidos que estão juntos por obra do destino, ou uma ajudinha feroz dos seus familiares
Após ajeitar ele com a ajuda do enfermeiro, Mariana diz que o mesmo já pode ir jantar e mais tarde ela chamará-o para ajudar com Henrique.
Após fechar a porta, Mariana sentou-se numa poltrona que está ao lado da cama, ela fica alguns minutos buscando coragem para começar a contar os últimos e atribulados acontecimentos.
Mariana- Bom, não sei por onde começar, só sei que o que tenho para dizer-te, pode ser algo que mexerá de forma negativa com a sua vida, saiba que eu não tive escolhas e fui obrigada a aceitar tudo. Hoje cumpro o meu papel, sem objeção ou amargura. Aceitei que Deus age da maneira mais eficaz para fazer a vontade dele nas nossas vidas.
Henrique- Mariana, eu percebi que você está a enrolar, peço que seja direta.
Mariana- Nós dois somos casados.
Henrique- Nós dois o quê?
Mariana- Sim Henrique, nossos pais agiram de maneira errônea e casaram-nos, sem o nosso consenso. Só descobri depois que chegamos até aqui.
Henrique- Mas como fizeram isso? Se eu estava em coma e não poderia ter decidido isso?
Mariana- isso só seus pais poderão esclarecer. O que posso te dizer é que eu fui vendida a seus pais. Em troca de dinheiro, me casei sem perceber, pois me fizeram assinar um contrato de casamento ao invés de um contrato de trabalho.
Henrique- Eu não acredito que os meus pais estavam tão focados a se livrarem de mim, que se prestaram a esse papel, os meus pais não fariam isso.
Mariana- Eu acho que fariam sim, tanto que estou aqui como prova viva.
Henrique- Você pode me deixar sozinho? Preciso de um tempo para esclarecer as ideias.
Mariana- tudo bem, mais tarde eu volto para saber como você está.
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Atualizado até capítulo 60
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