Um mês depois.
Hoje faz um mês que os pais do Henrique foram embora, faço aulas para aprender.
Não é tão difícil como imaginei, ou deve ser fácil porque estou aqui e já convivo com as pessoas a semanas.
Hoje ao acordar e ir ver o Henrique, notei que ele estava febril, não sei o que aconteceu, deve ser a mudança de clima, pois está a esfriar muito e até descobri que aqui tem neve, isso foi um susto tão grande, pois neve só sabia existir porque li alguns livros que falavam sobre ela. Mas não sei se estou preparada para esse clima extremo.
Os enfermeiros aplicaram um remédio para baixar a febre, não sei se vai adiantar pois, percebi também que a respiração dele está ofegante. Mal dava para ver a respiração dele e agora está muito ofegante. Parece que piorou muito da hora que levantei até agora. Se continuar assim, teremos que levá-lo ao hospital, o chato é que o hospital fica a 20 km daqui. Então esperarei apenas algumas horas e se não melhorar, levarei ele.
As horas passam e ao cair da noite, Henrique está com quase 40° de febre, Mariana não sabe mais o que fazer, então decide que irá levar ele ao hospital. Se organizam, colocam ele na ambulância que fica ali disponível, e partem.
Chegando ao hospital, os médicos correm para ajudar ele, fazem o possível, enfim conseguem instabilidade no quadro médico, mas ele terá que permanecer no hospital, para poderem vigia-lo de perto.
Ainda bem que eu tive aulas, já pensou se eu não soubesse falar nada? O caus. teria sido maior, agora mesmo é que vou me dedicar e aprender ainda mais.
Henrique passou três dias no hospital e Mariana não saiu do lado dele, ela dispensou os enfermeiros que puderam ficar a descansar esses dias. Ela ficou tão desesperada, pensou ir perder ele. O medo de perder e o medo de decepcionar dona Liz, mas graças a Deus deu tudo certo e agora eles podem voltar para a casa de campo e voltarem a rotina deles.
Mais uma semana passou desde o ocorrido, e agora tudo voltou ao normal, tudo continua do mesmo jeito, ainda penso no Ricardo, nos seus beijos, seu toque, mas agora com o passar dos meses, ele parece tão distante, parece uma lembrança muito antiga, uma saudade que doeu e agora começa a se curar.
Decidi guardar esse amor, no mais íntimo do meu coração e me dedicar ao Henrique, dedicar o meu tempo a ele e parar de chorar escondida, porque a vida continua.
Não quero trair o nosso amor, não penso em entregar o meu coração a ninguém, mas viver aqui com o Henrique e ter dias de qualidade é o que preciso. Eu também espero que o Ricardo esteja vivendo da melhor forma possível, que pense em mim, que não me esqueça, mas que não fique a sofrer ou chorando, que ele pense que estou a fazer uma viagem importante e voltarei em breve para seus braços. Eu espero do fundo do meu coração, que a minha mãe ou irmã, não tenham falado coisas horríveis a meus respeito para ele.
Espero que minha amiga Sarah, esteja bem, depois que cheguei aqui, não escrevi pra ela, mas parece que chegou o telefone pra cá, creio que ficará mais fácil, pois assim a comunicação vai ser mais rápida.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Rosana Neves
como não tem um celular
2024-07-28
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