Derek
Assim que me embrenho por entre a mata, adentrando mais profundamente na floresta, respiro profundamente e me transformo em lobo. Sinto a transformação rasgar minha pele, minhas garras emergindo, e logo estou em minha forma majestosa de lobo. Com a transformação completa, ergo a cabeça e uivo, chamando o bando que estava disperso.
Dylan, meu beta e amigo de confiança, é o primeiro a se aproximar. Ele se move com a graça e a força de um líder secundário, seus olhos brilhando com uma mistura de curiosidade e preocupação.
— São humanas, Derek. Você sabe a implicação disso. A matilha não gostará nenhum pouco — diz ele, direto, enquanto se aproxima também em sua forma de lobo.
Me aproximo de Dylan com passos lentos, minhas patas afundando levemente na grama úmida. Sinto a responsabilidade pesada sobre meus ombros, mas a decisão já foi tomada.
— Elas estão sob minha supervisão. São minha responsabilidade. A matilha não tem que se preocupar — digo, minha voz firme e autoritária, mas com um tom que indica que a discussão está longe de terminar.
Dylan olha fixamente nos meus olhos, procurando qualquer sinal de dúvida. Ele sabe o que está em jogo, e a presença de humanos em nosso território é um risco que não podemos ignorar.
— Derek, você sabe o que isso significa. A confiança da matilha ficará abalada. Qualquer erro e poderemos ter problemas sérios. Você confia nelas? — pergunta, sua voz carregada de preocupação e lealdade.
Respiro fundo, sentindo o peso de suas palavras. Eu não posso mostrar qualquer fraqueza ou incerteza diante dele.
— Não é questão de confiar nelas, Dylan. É questão de necessidade. Elas estavam em perigo, e eu tomei uma decisão. Elas precisam de proteção, e enquanto estiverem aqui, estarão sob minha supervisão direta. Não haverá problemas se a matilha seguir minhas ordens — respondo, tentando transmitir minha convicção.
Dylan abaixa a cabeça por um momento, em sinal de respeito, mas também de resignação. Ele sabe que uma vez que minha decisão está tomada, não há volta.
— Muito bem, Derek. Mas saiba que estarei observando. Qualquer sinal de problema, qualquer indício de traição, e precisaremos agir — diz ele, sua voz grave e firme.
Assinto, ciente de que Dylan está apenas fazendo seu papel de beta. Ele se vira e uiva, convocando o resto da matilha para se reunir. Pouco a pouco, os outros lobos aparecem, seus olhos brilhando na penumbra da floresta.
— Escutem-me, todos vocês. A partir de agora, teremos duas humanas em nosso território. Elas estão sob minha proteção e supervisão. Qualquer ação contra elas será considerada uma traição direta a mim — digo, minha voz ecoando pela clareira, firme e intransigente.
Os lobos ao redor murmuram entre si, mas nenhum ousa desafiar minha autoridade abertamente. Eles sabem que minha palavra é lei.
— Dylan, assegure-se de que todos entendam e respeitem isso. E mantenha a vigilância. Não podemos nos dar ao luxo de qualquer erro — digo, enquanto ele acena com a cabeça em compreensão.
Com isso, começo a me afastar, ainda sentindo o peso da decisão que tomei. Sei que haverá desafios pela frente, tanto de dentro quanto de fora da matilha. Diante disso, corro velozmente pela Floresta Negra, desviando das grandes árvores, passando pela vegetação densa e pulando sobre troncos cobertos de musgos.
O cheiro úmido da floresta invade minhas narinas, e o vento balança tanto minha pelagem quanto as copas das árvores acima de mim enquanto avanço em direção à caverna. A situação me faz rir internamente; se aquela humana me visse adentrar a caverna, ela realmente acreditaria que eu moro ali. Mas a verdade é bem mais complexa.
Chego à entrada da caverna e atravesso a cortina de água da cascata que a protege. Do outro lado, me aproximo de uma grande pedra. Colocando minha pata sobre ela, a pedra se afasta, revelando um caminho escondido.
Atravesso o portal emergindo na colina em meu verdadeiro mundo lupino, onde a energia vibrante da tribo me envolve. Inspiro o ar profundamente. As casas lá embaixo são uma mescla de conforto rústico e modernidade, projetadas para harmonizar com a natureza ao nosso redor. Desço a colina e adentro o vilarejo.
— Oi, senhor Alfa! — grita um garotinho lobo, me cumprimentando enquanto brinca com sua irmãzinha.
— Olá, pequenino — digo, sorrindo ao vê-los brincando.
Meu pai fez um belo trabalho mantendo nossa espécie protegida aqui por milênios. Evoluímos, mas não da mesma forma que os humanos, que trazem destruição consigo. Vivemos em harmonia com a natureza, que é a base de nossa existência. Sempre estudei os humanos, conheço suas mentiras, manipulações e sua natureza autodestrutiva.
Mas aquela humana... há algo nela que a diferencia dos outros. Talvez por isso meu instinto me levou a salvá-la sem hesitação. Seu nome ecoa em meus pensamentos, "Siena", como um sussurro constante. Mas enfim, sei que enfrentarei novos obstáculos e estou pronto para tudo o que vier pela frente.
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Atualizado até capítulo 76
Comments
Claudia Claudia
espero que a alcatéia não tentem machuca- las afinal os humanos tendem a destruir o que não compreende mas nem todos os humanos são iguais 🫂
2025-03-08
3
Elenir Dias
acho que a Siena e loba
2025-04-02
0
Adriele Renata
Poxa não tem foto
2025-03-26
0