Segurando suavemente o queixo de Kassaya, o rei levanta a sua cabeça, fazendo-a olhar para ele.
Baruch: Como eu disse, eu quero me casar com você. Eu sei que isso é muito arriscado, mas eu quero muito fazer dar certo! Mesmo com essa promessa que fiz, eu senti algo contigo que nunca senti em toda a minha vida com mulher alguma! Você chegou aqui somente há um dia, mas mesmo assim, você sabe muito bem como me cativar, como me fazer dar boas risadas, ou até mesmo um simples sorriso, porque eu só sei sorrir quando você vem na minha mente!
Kassaya: Eu também me sinto assim quando eu estou com o senhor! Eu devo confessar que eu também fiquei um pouco indecisa quando soube do acordo de casamento, porque eu tinha interesse em outro homem. Eu não sabia como deveria me sentir, mas eu acabei sentindo algo que nunca senti em toda a minha vida. Quando eu estava dançando para o senhor, eu sentia com o meu coração iria pela boca, mas não pelo fato de eu estar a dançar, mas por estar perdidamente encantada. Quando o senhor desceu do trono e beijou a minha mão, uma corrente elétrica muito boa percorreu todo o meu corpo, e eu me sinto diferente, me sinto muito mais confiante. Agora, sinto que o seu abraço é o meu lar. O senhor faz com que eu me sinta em paz, com que eu me sinta segura, e é exatamente assim que eu quero me sentir pelo resto dos meus dias! Eu tive um certo receio sim, mas noto o quão fraco eram os meus sentimentos por essa outra pessoa quando uma primeira troca de olhares foi o bastante para fazer com que o meu corpo arda por ti! Eu não sei o motivo pelo o qual eu fui traga até aqui, mas eu tenho absoluta certeza que os deuses sabem! E, eu sou muito grata por estar aqui! E é aqui que eu quero ficar!
Sentindo o coração bater totalmente acelerado, ela olha para o rei, que com um sorriso no rosto, desliza os dedos pelo rosto dela, colocando uma mecha atrás da orelha dela, lhe puxando para um beijo. Dando início a um beijo lento e apaixonado, Kassaya dá um sorriso, segurando os braços do soberano que está com as duas mãos no rosto drla. O beijo é lento, com muito carinho, fazendo Kassaya suspirar, e ambos desejarem que aquele beijo não se encerrem nunca. Naquele momento, é como se o mundo inteiro parasse somente para aquilo acontecer.
Baruch: Eu também não sei o que os deuses pretendiam quando lhe trouxeram até mim, mas já sou muito grato! A sua bondade é o oposto de todo o mal que existe em mim, e é por isso que você tem se tornado o bem preciso para mim. Os seus olhos, o seu sorriso, os seus traços, o seu cheiro... Você é a minha salvação. É como se eu lhe conhecesse de outras vidas, sabia?
Kassaya: Sinto o mesmo! Acredito muito que isso vem de outras vidas! Sou muito grata por tudo isso!
Olhando para o rei, Kassaya sorri e eles se beijam novamente. Quando encerram o beijo, Kassaya pensa um pouco sobre Caius, tomando coragem para contar ao rei. Notando o olhar distante da princesa, ele desliza os dedos pelo braço dela, fazendo-a se arrepiar e dar um sorriso.
Baruch: No que está pensando?
Kassaya: Tomando coragem para contar algo importante...
Baruch: Algo importante? O que seria?
Kassaya: Bom... Acredito que seja importante contar quem era o homem por quem eu tinha um interesse...
Baruch: Quem era esse homem?
Kassaya: Ele se chama Caius...
Baruch: Caius? Caius, o pirata?
Kassaya: Sim... Se conhecem?
Soltando Kassaya, Baruch passa as duas mãos no rosto, respirando fundo. Kassaya sente uma angústia no seu peito, tentando fórmular alguma frase, pois sabia que aquilo era muito errado, e pela reação de Baruch, isso é algo muito ruim.
Baruch: Sim, eu o conheço. O Caius é mentiroso, traiçoeiro, sempre gosta de manipular pessoas. Aposto que você conheceu um homem bondoso, carinhoso, cavalheiro, com promessas e juras de amor, não é mesmo?
Sem coragem para encararar o futuro marido, Kassaya segura o banco em que estão sentados, assentindo com a cabeça enquanto olha para o chão.
Baruch: Como vocês dois se conheceram?
Kassaya: Eu estava num passeio noturno com a Karoma como sempre gostava de fazer, mas em um dia em questão, acabei me esbarrando com ele na feira que estava vazia devido ao horário. Ele se desculpou, nós começamos a conversar, mas quando a Karoma se aproximou de mim, me chamando pelo nome, ele logo me fez uma referência e se apresentou. Eu não sabia naquele momento que ele era um pirata, ele somente me contou isso algumas semanas depois. Eu fui gostando de conversar com ele, porque ele me contava histórias, me ouvia desabafar sobre todas as responsabilidades, e ouvir sobre a sua liberdade me deixava feliz. Com o tempo, fomos desenvolvendo algo á mais, e ele sempre se arriscava para me visitar quase todas as noites. Ele me contou sobre a sua família...
Baruch: Que eram pescadores que foram atacados por um navio de piratas, que lhes obrigaram a mostrar a entrada da pacata ilha onde moravam, saqueando todo o lugarz estuprand* e escravizando muheres e crianças, e que ele foi mantido como escravo, sendo resgatado pelos piratas que ele faz parte do bando.
Kassaya: Como o senhor sabe disso?
Baruch: O Caius é o meu meios irmão.
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Atualizado até capítulo 49
Comments
Denise Rosa
puts.....ferrou
2025-02-23
0
Ruby
uq
2025-01-31
0
Genilda Fernandes
ó surpresa 🫢
2024-12-02
1