cap 5

• Ayla •

O aeroporto era gigante, um saguão.

Caminho as pressas com as malas sentindo os pés pesados.

O tempo estava nublado, o que agradeço a princípio. Esperar um taxi em um sol escaldante não era legal.

Na saída, a fila para pegar um táxi estava enorme. Me arrependo na mesma hora de ter negado a carona que Alicia havia oferecido.

Quando finalmente consigo um, procuro o endereço que minha irmã havia me enviado, enquanto o motorista – de barba grande e grisalha e de estatura média – colocava minhas malas no porta-malas.

- Gosta de música? - o motorista pergunta enquanto se junta ao tráfego lento.

- Sim. - respondo com um sorriso simpático.

Ele apenas balança a cabeça e conecta o som do carro a uma rádio aleatória.

Pela janela, observo o tempo, estava bastante nublado.

Espero que o tempo limpe até amanhã.

Qualquer pessoa ficaria chateada com esse tempo no casamento, ainda mais esse que seria a beira mar.

Quando o táxi entra na estrada, os prédios baixos dão lugar a casas de tijolos,em meio a antenas e jardins cheios de coisas.

....

Depois de alguns minutos na estrada e ter passado por milhares de casa e edifícios, a estrada ganha uma nova cor, aquela parte parecia bastante fresca. Já conseguia ver o mar.

- Chegamos. - o motorista fala ao parar em frente a uma estrada, com o caminho cheio de coqueiro.

- Ham... - verifico o endereço e as imagens. - É aqui mesmo. Mas, ainda tem essa estrada pra chegar até a casa.

A casa da praia.

- É propriedade privada, então tenho que te deixar aqui. - Ele responde e torna a ligar o carro.

- Não acredito. - resmungo ao sair do veículo.

Assim que pego minhas malas do porta-malas, pago a passagem e o motorista segue, me deixando ali.

Era muita falta de sorte.

Ligo para Alícia, mas para minha infelicidade não tinha sinal de rede ali.

Começo a andar, carregando aquela mala que parecia pesar 10 kilos.

A brisa salgada batia em minha pele, mesmo estando nublado o céu estava claro.

A paisagem era realmente linda, os coqueiros faziam uma fileira lado a lado da estrada, e de longe conseguia ver apenas o reflexo do que cogitava ser a casa.

Ouço um barulho e ao olhar para trás, vejo um carro se aproximando, o que me da um certo alívio.

O carro de luxo de vidros pretos para ao meu lado e os vidros são abertos dando- me a visão daqueles olhos cor de chocolate derretido.

- Carona ? - ele pergunta, dando uma pausa. - Você?

Não podia acreditar que era ele, o mesmo homem que estava do meu lado no avião.

Se eu não acreditasse em coincidência, começaria agora.

- Você? - repito. Era só o que me faltava.

- Entre, estou indo para lá também. - ele diz.

Eu o encaro tentando descobrir se era mesmo uma boa ideia, já que parecia não ser tão longe assim.

Ao ver minha hesitação, ele suspira alto.

- Estou tentando ajudar, mas se quiser pode ficar aí e chegar lá daqui meia hora. - ele fala se virando e preparando para dar partida no carro.

Segurando a respiração e percebendo que era melhor ir, abro a porta e entro.

Sem dizer nada, ele põe o pé no acelerador e sai lentamente.

Agora que estava perto, podia vê-lo melhor.

Era mais novo do que pensei, talvez por volta dos vinte e poucos anos ou no início dos trinta, a julgar pela suavidade da pele ao redor dos olhos.

Ele estava sério com os olhos na estrada.

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Comments

Carmem Lùcia Pimenta

Carmem Lùcia Pimenta

HUM ACHO CARONA DEVE SER BONITÃO DO ✈️ 👨‍✈️ 🛩 🛫 🛬 ✈️ AVIÃO SÓ NÃO ESPERO SER ELE O NOIVO, TEM SER IRMÃO DO NOIVO, PADRINHO ALGO ASSIM

2025-03-18

2

galega manhosa

galega manhosa

se for ela vai ta livrando a irma de um grande carma

2024-09-07

3

Dudu Zs

Dudu Zs

deve ser o noivo mesmo.

2024-08-26

5

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