Ana narrando
Vou para o banho buscando sair rapidamente de perto dele, pois não sei mais como reagir as suas provocações.
— Quem ele é esse que não pode ser meu chefe, pois nunca sequer imaginei ele sendo assim…
Noto que o meu corpo realmente gostou de fazer exercícios e dormi bem também. Faz muito tempo que não me sinto tão bem disposta.
Após sair do banho ele vai.
Gabriel narrando
Ao vê-la sair tão apressada acho graça, mas não estou-me reconhecendo estando tão descontraído e relaxado. Mesmo que já tenha alcançado a minha autossuficiência financeira e sinto-me realizado profissionalmente, mas nunca percebera que me sinto só até o momento que voltei para casa após a nossa primeira troca de corpos. Até malhar foi diferente quando estava com ela.
— Para com isso Gabriel! É claro que foi diferente! Eu estava no corpo dela e ela no meu! Como isso seria normal? — Falo comigo mesmo enquanto saio dos meus pensamentos com ela saindo do banho, e não consigo deixar de acha-la linda? Sacudo a cabeça buscando voltar a razão, não é ético ter tais pensamentos por uma funcionária.
Tomo um banho rápido e volto para a sala pmim, balançandoas mais importantes para focar, como o que sabemos sobre essa troca de corpo, precisamos analisar as coisas e quem sabe controlar melhor a situação como ainda não sabemos como resolver.
Ana narrando
Estranho ele passar por mim, balançando a cabeça, mas como não entendo melhor nem pensar. O que preciso pensar mesmo é em relação a essa situação de ficar a trocar de corpo.
Após o banho ele vem direto para sala.
Gabriel — Ana, estava pensando que deve ter alguma relação isso de trocar e destrocar de corpo.
Ana — Concordo! Estive a pensar o mesmo. E pensei em listar cada uma das coisas que sabemos sobre isso.
Gabriel — Beleza! Aqui papel e caneta.
Ana — Ok! Já que não temos ideia do que iniciou vamos, acredito que podemos focar nas seguintes questões:
1 O que lembramos de fazer antes de trocar?
2 O que aconteceu antes de voltar?
Gabriel — Concordo! Eu dormi e acordei no seu corpo.
Ana — Eu também! E mais na segunda vez estava a assistir e de repente acordei no seu corpo.
Gabriel - Como da primeira vez não estava assistindo, não acredito que esse seja o motivo.
Ana — Sim. Então podemos dizer que trocamos de corpo toda a vez que dormimos! Como simplesmente não dormir não é viável podemos buscar alternar assim mesmo com um dormindo o outro estando acordado não devemos trocar novamente.
Gabriel — Na teoria eu concordo, mas na prática trabalhamos no mesmo horário então não dá para revezar assim tão facilmente e não resolve o problema, afinal podemos acabar cochilando e trocando novamente.
Ana — Verdade! Mas já temos a resposta para a primeira questão!
1 O que lembramos de fazer antes de trocar?
— Dormir.
Gabriel - Certo! Agora o que fizemos de semelhante antes de voltar para nossos corpos?
Ao lembrar dos nossos lábios se tocando na primeira vez, mesmo que tenha sido um acidente, o meu coração volta a acelerar e sinto as minhas bochechas queimarem, não sei como falar que pode ter sido o toque. Mas pensando bem ele me tocou ao ajudar-me no banheiro, mas como estava com luvas talvez por isso não tenha funcionado daquela vez.
Mas não houve um toque realmente dessa segunda vez.
Gabriel narrando
A parte do que fizemos antes de trocar foi até fácil de associar, mas o que aconteceu antes de voltarmos? Fico a refletir e noto que ela também, chego a distrair-me com as caras que ela faz. De repente fica tão vermelha que acabo a sorrir para ela sem perceber, mas controlo-me e volto a minha cara de sério. Mas, porque será que ela ficou vermelha de repente? Quando me pergunto isso noto que pode ter sido a lembrança do que fizemos antes de voltar para os nossos corpos na primeira vez, não acho que ela cair por cima de mim a deixaria assim tão envergonhada, então lembro-me que os nossos lábios se tocaram mesmo que rapidamente daquela vez. Não pensei direito nisso, naquele momento, pois acabei ficando chateado pela intimidade que ela teve com aquele entregador.
Gabriel — Mas também porque ela estava tão alegre em falar com aquele entregador, tudo isso por chegar a comida? - Acabo a pensar alto e noto que ela está a olhar-me.
Ana narrando
Saio dos meus pensamentos ao notar que o Gabriel estava a olhar demais para mim, até que de repente ele fala a reclamar de como tratei o entregador naquele dia. Penso que não ouvi direito por isso pergunto.
Ana — É impressão minha ou ficou incomodado comigo, falando com o entregador naquele dia?
Gabriel narrando
Noto acabar falando o que estava a pensar e como não sou de fugir não vou deixar essa oportunidade passar.
Gabriel — Só achei estranho o quão íntima você pareceu daquele entregador. Estava tão feliz assim porque a comida chegou?
Ana — Realmente fiquei feliz pela comida, pena que não pude comer. O único "lucro" que teria ao estar no seu corpo era poder comer sem me preocupar, fiquei feliz sim. Ainda mais que quem veio entregar foi o Bruno! — Digo a tentar observar a sua reação, essa atitude atual do meu chefe está cada vez mais a intrigar-me, pois, vive a brincar com a minha cara. Então não vou deixar essa oportunidade passar e vou-me "vingar" um pouquinho. Quero entender o porquê dele se importar tanto assim por algo tão simples como eu falando com o entregador.
Gabriel — Então confirma que não foi só a comida mas também esse tal "Bruno" que lhe agradou! — Acabo a falar sem pensar e noto que não estou a agir como eu mesmo. Porque me importo tanto assim em como ela age com esse entregador?
Ana — Não sei exatamente o porquê disso lhe incomodar tanto e nem precisaria me justificar, mas não gosto de complicações a toa por isso quero deixar algumas coisas claras!
Gabriel — Desculpa! Não sei porque de eu me importar tanto com isso. Esqueça! Se quiser não precisa falar, é sua vida íntima e não tenho nada para que me intrometer!
Ana — Não tem problema! Não tem nada que eu possa-me envergonhar sobre isso. Então o Bruno é muito a fim de uma amiga minha a Bela, Isabela, na verdade, Bela para os mais íntimos. E como o vi por acaso e por mais que ele não assuma muitas vezes não sabe o que falar com ela passei o meu número para ele lhe a "desculpa" de ir até ela e entregar para ela.
Gabriel — Agora virou cupido?
Ana — E isso importa para você? Bom! Gosto muito da Bela e sei que ambos fariam um ao outro muito felizes por isso torço por eles!
Gabriel — Entendi! Desculpa por minha reação!
Ana — Não tudo bem! Acredito que exagerei também lhe provocando de propósito citando o Bruno, mas para mim ele seria mais como um irmão mais novo que tenho vontade de mimar. Ele é tão esforçado e logo devo conseguir ajudá-lo ainda mais.
Gabriel — Os seus amigos parecem ser bem importantes para você!
Ana — Claro! Por mais que possa encontrar dificuldades, desafios e até tristezas quando temos amigos de verdade nos quais podemos nos apoiar, não digo financeiramente, mas mesmo que para desabafar ou sorrir juntos, faz toda a diferença. E os nossos fardos ficam mais leves.
Gabriel — Nunca cheguei a pensar assim! Sempre tive a vida tão ocupada que mal vejo os meus amigos, se é que ainda tenho algum amigo de verdade.
Ana — Sei que no trabalho não podemos ser exatamente como amigos normais, mas se quiser pode me considerar a sua amiga, vou buscar-te ouvir e menos se for dinheiro, talvez possa ajudar!
Gabriel — Obrigada rsss!
Ana narrando
Sinto as minhas bochechas queimarem ao ver o seu sorriso. Esse sorriso deveria ser contra a lei! Nunca o vi sorrir assim de forma tão fofa!
Ana — Bom… Voltando ao foco! Penso que talvez nos tocarmos pode ser o que nos faz voltar ao normal…
Gabriel narrando
Estava a beber água quando ela fala "nos tocarmos", quase engasgo, mas vejo que ela está a tentar o seu melhor para não ficar vermelha enquanto me olha ao dizer isso.
Gabriel — Sim. Tivemos alguns leves contatos na primeira vez, com você caindo em cima de mim e os nossos lábios se tocando, mas nessa segunda vez não passou de um abraço, pois você estava triste e me desculpe, mas realmente não quis passar dos limites.
Ana — Não! Tudo bem! Provavelmente graças a isso voltamos!
Gabriel — Não vamos ter total certeza, mas isso já nos dá alguma direção. Ah! Lembrando da lista que fizemos ontem, hoje é o dia que você liga para a sua família! Se quiser, pode ficar a vontade! E mesmo tendo voltado, sinto que ainda não podemos ficar tranquilos então é melhor continuar morando juntos!
Ana — Sim! Bem lembrado! Vou ligar sim! E você falou que almoça sempre com a sua mãe, correto!?
Gabriel — Isso!
Ana — Então se quiser pode ir!
Gabriel — Não precisa! Já avisei que hoje não daria certo, não tem problema!
Ana — Vocês mal se falam devido à correria no trabalho, tenho certeza que ela ficou triste por você não poder ir!
Gabriel —Ok! Vou ligar e avisar que vamos!
Ana — Espera! Como assim "Vamos"?
Gabriel — Ainda não temos total certeza que trocamos somente ao dormir, se trocarmos enquanto estamos separados podemos acabar tornando tudo ainda mais complicado!
Ana — Eu até entendo, mas sua mãe não vai achar estranho você levar a sua secretária para o seu almoço em família?
Gabriel — Vamos usar a mesma desculpa que demos para suas amigas, estávamos juntos a trabalho, mas como conseguimos resolver algumas coisas mais rápido do que esperávamos, você sugeriu darmos uma pausa e eu não deixar de ver a minha mãe, e claro para não lhe deixar almoçar sozinha te convidei.
Ana — Pelo jeito você já tem tudo planejado! Ok! Vou fazer a minha ligação, pode ir fazer a sua!
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Olá! Espero que acompanhe esta minha primeira obra, logo estarei a disponibilizar mais capítulos, espero que gostem e comentem muito! ♡ Obrigada!
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Atualizado até capítulo 52
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