Ana narrando
Acordo com o corpo leve, acho estranho, pois naturalmente cansada, com o corpo pesado e dolorido pelo cansaço da semana.
— Humm! Acredito que finalmente sinto que tirei o sono atrasado.
Penso enquanto me espreguiço, ainda de olhos fechados. Aproveitando essa sensação boa até aproveito para me alongar.
Quando abro os meus olhos, estou num lugar estranho. Olho em volta tentando entender o que está acontecendo.
Não reconheço nada a minha volta. Como vim parar aqui?
Observo em volta, tentando entender melhor que lugar é esse. Estou num quarto com tons de cinza, com um design moderno puxado para o minimalismo, com a cama e prateleiras com alguns livros.
— Será que ainda estou sonhando? — penso enquanto esfrego os meus olhos.
Sento-me na beirada da cama para me levantar e vejo pernas peludas, pés e mãos masculinas, abro e fecho a mão e elas são minhas!
— O que está a acontecer comigo? — penso já aflita.
Olho novamente em volta e sigo em direção a uma porta entreaberta que parecer dar acesso a um banheiro. Encontro um espelho gigante num banheiro ainda maior, quando paro em frente a ele vejo o rosto que mais odeio ver, o do Gabriel meu chefe...
— Espera!... Não! Não pode ser verdade! ... Eu estou no corpo do meu chefe?!?! — falo comigo mesma, dessa vez em voz alta, mas escuto a voz dele e vejo a boca se mexendo enquanto falo.
— Merda! — falo alto comigo mesma.
Respiro fundo.
- Não! ... Isso não pode ser verdade! Já sei! Estou sonhando! Estou num pesadelo! É isso! Só pode ser isso! Tem que ser isso!
Saio do banheiro e me deito tentando voltar a dormir acreditando que quando acordar nada disso será real, e estarei de volta ao meu refúgio. Sim, meu quarto é o meu refúgio cheio das coisas que mais amo e que ninguém sabe. Ninguém pode conhecer esse meu lado.
Alguns instantes depois levanto vendo que não consigo dormir, e pior, ainda estou nesse quarto, então continuo no corpo dele. Me belisco e constato que esse realmente é o meu corpo, ou melhor, estou no corpo do Gabriel.
— Mas como? — me pergunto.
Repito mentalmente cada passo que tenha feito no dia anterior, mas nada faz sentido, e como faria?
— Isso não é possível! Não estou num mundo de faz de conta em que tudo é possível! — argumento comigo mesma.
— Não fiz nada diferente, ao menos era para ser como toda a semana. Ao menos era para ser como toda a semana, mas... — repito mentalmente enquanto ando de um lado para o outro no quarto.
— Não sei o porquê isso está acontecendo, mas vamos pensar objetivamente! — falo isso para mim mesma e respiro fundo tentando decidir o próximo passo, afinal não adianta mais negar, e não é um sonho pois senti dor após mbeliscar-me.
Uma teoria doida vem a vinha mente.
— Espera! Se eu estou no corpo do Gabriel, ele deve estar no meu!
Procuro qualquer meio de me comunicar com o mundo lá fora, torcendo para que ele não esteja lá.
- Qualquer um menos ele pode ver o meu quarto! - penso enquanto pego um celular do lado da cama o desbloqueio com a digital.
Busco na memória o meu número e então enquanto chama o aperto no peito só aumenta.
— Talvez tenha alguém no meu corpo, já que não estou nele. — penso ainda com medo da resposta.
Gabriel narrando
Procuro dormir mais aos sábados, sempre acordei bem-disposto, pronto para tudo, mas hoje parece que todo o meu corpo está pesado e dolorido, com uma exaustão que não estou acostumado.
— Aí! Caramba! — Penso.
Me sento na cama e busco-me alongar para relaxar os músculos ainda de olhos fechados, pois eles parecem não querer abrir por nada, sinto como se existisse um cansaço interminável em mim.
— A nossa! Penso que dormi de mau jeito! — Falo para mim mesmo em voz alta, mas escuto a voz da minha secretária.
Suponho que ando trabalhando demais, estou até escutando a voz da minha secretária quando ela não está por perto.
— Humm! Aí que dor! - penso enquanto coloco a mão na cabeça.
A minha cabeça parece que vai explodir como estivesse a trabalhar sem dormir por dias e finalmente abro os meus olhos, mas julgo que ainda devo estar sonhando.
Pisco os olhos mais algumas vezes, e constato que realmente não estou em casa, mas num quarto com tons de rosa e com muitos ursinhos de pelúcia em prateleiras, e tem até dois deles, na cama onde estou.
— Onde diabos eu estou? — penso.
É um quarto pequeno e parece ainda menor com tantos bichos de pelúcia, acredito ser a maior quantidade que já vi a minha volta.
Me pergunto de quem será que pertence este quarto, quando escuto um celular tocando e vejo ser modelo que a minha secretária usa. Quando estico a mão para parar esse barulho que faz a minha cabeça latejar ainda mais, contudo assusto-me ao ver uma mão feminina enquanto o seguro o celular ele acende com o meu número na tela, mas salvo como "Chefe" mais um emoji de "diabo" 😈. Do qual acho curioso a forma, e acabo atendendo sem pensar, não sei dizer se por curiosidade com tudo que esta acontecendo ou para parar esse barulho que parece ensurdecedor. Mas qual não é a minha surpresa ao escutar a minha própria voz.
Ana — Chefe, digo Gabriel...?
Gabriel — Sim, sou eu, quem mais poderia ser?... Respondo sentindo meu corpo pesado e continuo — mas, porque você está com o meu telefone? E onde eu estou? Mas principalmente quem é você e porque tem a minha voz?
Ana — Chefe, sou eu a sua secretária Ana... você já se olhou no espelho?
Gabriel — Como assim? Me olho diariamente, pare de me fazer perder tempo, não sei por que, mas meu corpo está todo doendo e a minha cabeça parece que vai explodir!
Ana — Ok! Então pode descrever-me como é o local onde você está?
Gabriel — Não tenho a mínima ideia! Só vejo mais ursinhos de pelúcia do que vi em toda a minha vida!
Ana — Merda! — Digo sem pensar enquanto morro de vergonha, não acredito que ele está no meu quarto! Não pode ser!
Gabriel — Droga Ana! Onde estou? Como você está com o meu celular? O que está acontecendo? — Sei, pois reconheci o número quando atendi.
Ana — O que eu faço?? Preciso ter certeza! — penso enquanto coço a cabeça, tento organizar os pensamentos para achar uma solução. — Chefe... preciso que você saia pela porta que você vai encontrar a sua direita e entre no banheiro e se olhe no espelho!
Gabriel — Porque você fica falando em olhar-me no espelho! Me explica logo o que está acontecendo!
Ana — Só vai logo olhar!! Grito, me esquecendo completamente que estou a falar com o meu chefe.
Gabriel — Essa conversa parece cada vez mais doida! Estou a ouvir a minha própria voz, mas a pessoa no outro lado da linha diz ser minha secretária, não sei onde estou, mas realmente tem uma porta a direita então obedeço e vou olhar-me no espelho, já que insiste tanto deve haver algum motivo. — Penso enquanto me levanto indo em direção a porta levando o celular comigo.
Gabriel — Mas que merda é essa?? Grito com a Ana no telefone quando vejo ela refletida no espelho.
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Olá! Espero que acompanhe esta minha primeira obra, logo estarei a disponibilizar mais capítulos, espero que gostem e comentem muito! ♡ Obrigada!
Então o que você faria se acordasse no corpo de alguém que você mais odeia? Comentem se quiser!
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Cleusa Oliveira
bom isto só acontece em ficção,
as se acontecece comigo ñ eu surta4is kkkkk
2024-08-18
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