Helena narrando
Fico sem reação ou saber o que falar, então ele fala como se não me reconhecesse, mostrando a foto dos óculos que procura, realmente um modelo estilo policial. Seguro o riso quão como é óbvio o estilo que ele gosta, e como nem deve ter-me reconhecido então busco voltar ao normal.
Mostro todos os modelos disponíveis e explico:
Helena — Temos também o grupo da loja no zap, diariamente colocamos promoções e novidades. Se quiser participar, é só me passar o seu número e me falar o seu nome.
Max - Claro!
Ele passa o contato, fala-me que o seu nome é Max e logo entra no grupo.
Max — Imagem tirada da Internet.
Finalizamos a compra e ele vai embora. Isabela minha amiga desde a escola e uma das vendedoras da loja olha-me de uma forma que já até consigo ler os seus pensamentos.
Helena — Não é nada disso!
Isabela — Eu não falei nada! — Respondo a segurar o riso.
Helena — Mas pensou! — Respondo a tentar não rir.
Isabela — Rss Com certeza rolou um clima! 100% de certeza!
Helena — Bela! Falo tentando não ficar vermelha e olhando ao redor se ele já foi mesmo embora.
Isabela — Mas vocês já se conheciam? Porque você parecia tão nervosa para quem o viu pela primeira vez!
Helena — Lembra que quase me atrasei hoje?
Isabela — Novidade! Quando você não se atrasa? - falo dando de ombros, segurando o riso.
Helena — Dou um empurrãozinho no seu ombro de brincadeira. — Assim parece que vivo atrasada! Rsss
Isabela — Então me diz qual foi a última vez que chegou na hora?
Helena — Ok! Larga de ser chata que vou-te contar o motivo deu chegar atrasada hoje. — falo enquanto seguro o riso e conto o que aconteceu de manhã.
Isabela — Nossa! Quanto coincidência! E qual o nome do Policial Bonitão?
Helena — Para! Rsss Não é nada disso! E o nome do meu novo CLIENTE é Max. — Falo dando ênfase em "cliente" para ver se ela para de me encher. Rss
Isabela — Então é Max o nome do cliente bonitão! E reparei que esse não tem aliança. — Falo um pouco mais alto para o Gustavo, que não para de olhar para gente com cara de poucos amigos, escute.
Helena — Chega! Não vale a pena! Vamos voltar a trabalhar. — Falo mais baixo para encerrar a conversa.
Isabela — Pois eu já penso que vale para um certo alguém, que já é casado, não vir a pensar que você não pode encontrar alguém melhor! — Digo e vejo o Gustavo saindo de perto segurando a raiva.
Helena — Bela! Estamos no ambiente de trabalho, já até bloqueei ele, não vou mais nem conversar com ele, no máximo o indispensável, pois trabalhamos juntos.
Isabela — Fez bem amiga, mas devia ter dito umas poucas e boas para ele aprender. Mas te entendo, e saiba que estarei sempre do seu lado!
Helena — Obrigada amiga! — A abraço e voltamos a trabalhar normalmente e o dia passa voando.
Me despeço de todos, pego as minhas coisas e já vou saindo quando sinto alguém puxar-me pelo braço com força e levar-me para o beco ao lado da loja. Tento puxar o meu braço e grito.
Helena — Ei! Me solta! Está machucando! — Grito com raiva sem conseguir ver quem é.
Homem — A culpa é sua Helena por ignorar-me o dia todo e dar em cima do cliente na minha frente com o apoio da sua "amiguinha" cabeça de vento! Mas de hoje você não me escapa!
Mesmo assustada, logo reconheço a voz e a raiva aumenta quando noto ser o Gustavo quem está dando um de macho alfa quando nem tem direito nenhum de falar.
Helena — Quem pensa ser para me puxar assim! E mais não lhe devo nenhuma explicação quanto a com quem eu converso ou deixo de conversar! Além disso, já sei que é casado e ainda por cima queria me fazer sua amante, ainda bem que já descobri e assim não perco o meu tempo com você! — Grito enquanto continuo a puxar o meu braço que ele não solta por nada.
Gustavo — Pois agora fica se fazendo de "santinha", mas já sei que todos falam que sempre está com um cara novo, com certeza abre as pernas para todos e ainda ficou se fazendo de difícil para mim! Pois, é agora que vou fazer-te minha!
Nesse momento ele empurra-me com força contra a parede e por mais que tente sair não consigo, quando ele tenta-me beijar viro o rosto e grito socorro! Ele tenta tirar a minha roupa e a única coisa que sinto é raiva e nojo, quando alguém o puxa fazendo-me soltar e o imobiliza. Outro homem puxa-me e pergunta se estou bem! Mesmo no escuro não conseguiria esquecer esse rosto.
Helena — Max! Obrigada! — Falo entre lágrimas quando sinto as minhas forças se esvair e as minhas pernas falhar, ele abraçar-me e diz que agora está tudo bem. As minhas lágrimas saem mesmo sem eu querer.
Gustavo — Agora vai negar? Você chamou-o aqui e agora vai querer mandar-me prender para se livrar de mim? Aposto que já deu para ele e esse aqui também!
Uma mistura de raiva e ódio me vem e estou pronta para socá-lo quando Max me segura e pede para o outro guarda levar ele a delegacia.
Max — Não sei exatamente o que houve entre vocês, mas acredito que o melhor a fazer é denunciá-lo contra agressão física e verbal, além da tentativa de estupro.
Busco arrumar as minhas roupas, ainda com vergonha de tudo que o Max ouviu. Ele se oferece para me levar no meu carro enquanto o seu parceiro leva o Gustavo no carro de polícia, aceito lhe dando as chaves.
Fico grata por ele me acompanhar, pois não estou em condições de dirigir e muito menos gostaria de estar no mesmo carro que aquele monstro. Sim! Monstro! Pois, as suas atitudes estão mais para monstro do que para um ser humano.
Faço o exame de corpo de delito, estando fácil de comprovar, pois, estou cheia de hematomas além de sentir dores nos braços e costas devido à força que me segurou e empurrou-me.
Max narrando
Estamos em ronda, meu parceiro e eu, quando escutamos gritos. Logo falo para meu próximo pararmos. Noto que estamos próximo à loja que fui mais cedo. Seguimos os gritos e entramos num beco. Assim que observamos a cena, o meu parceiro imobiliza o homem e pergunto a mulher se ela está bem enquanto a puxo para longe do meliante.
Rapidamente reconheço a bela moça que conheci a algumas horas e agora está com marcas roxas nos braços. Quando vejo que ela vai cair a seguro e vejo que ela está extremamente assustada e ao contrário do sorriso ou da impaciência que mostrou antes agora parece frágil, e já olho para meu parceiro que está o algemando enquanto ele continua a falar besteiras.
A seguro com o coração na mão enquanto a vejo chorar copiosamente, quando vejo ira e ódio no seu olhar. A seguro e falo que o melhor é dar parte na delegacia. Ela concorda e a vejo ficar vermelha enquanto arruma as suas roupas.
Não trocamos uma palavra enquanto dirijo até a delegacia. O meu parceiro levou o homem na viatura e eu ofereci-me para levá-la no seu carro, como ela não estava em condições para isso.
Damos entrada nos procedimentos rapidamente. Após alguns minutos escutamos um barulho forte de um tapa.
Buscamos na direção do barulho, e observamos uma mulher com uma criança. Ao que parece, ela procurava pelo Gustavo e acaba de dar um tapa na cara do crápula enquanto pega a criança no colo e sai gritando que ele não tente voltar para casa, pois ela iria entrar na justiça e ele não vai ficar com nada!
Olho para a Helena e a vejo chorar ainda mais…
Max — A culpa não foi sua! Ele quem colheu o que plantou! — Digo a tentar acalmá-la. Ela só me dá um sorriso fraco e ofereço-me para levá-la para casa como já estou saindo do plantão.
Ela concorda com a cabeça e após alguns minutos deixamos a delegacia. Agora mais calma ela me explica onde fica o endereço.
Helena — Antes de irmos, sei que já estou a abusar mas…
Max — Pode pedir! Não está abusando, estou ajudando porque eu quero! - Digo enquanto dirijo.
Helena — Tem uma farmácia logo ali, você poderia comprar para mim alguns itens por causa dos machucados? Desculpe pedir… É que... Não quero entrar assim...
Max narrando
A olho por um instante e entendo perfeitamente dela estar com vergonha das marcas que estão bem visíveis, e por mais que tente ajeitar as suas roupas é claro que ela não se sente à vontade de ser vista assim.
Max — Claro! E já disse que não é problema nenhum! Não precisa se desculpar!
Ela dá um sorriso tímido em agradecimento e eu estaciono, saio para comprar os medicamentos. Volto rapidamente com tudo que ela pediu e entrego-lhe o troco, pois ela insistiu em pagar. Seguimos para a sua casa, um apartamento numa região não muito longe dali e após insistir bastante consigo convence-la a deixar-me acompanhá-la até a sua porta.
A ajudo a subir os 4 andares e logo chegamos. Queria perguntar se vai ficar bem, ou se precisa de mais alguma coisa, mas não temos essa intimidade. Não é a primeira vez que atendo esse tipo de ocorrência, porém ao vê-la tão frágil e como ela parece viver sozinha me dá vontade de cuidar dela.
— Nunca senti isso por ninguém..., mas não posso assustá-la ainda mais sendo invasivo, penso comigo mesmo.
Então nos despedimos após eu devolver as suas chaves.
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Olá! Espero que acompanhe esta minha primeira obra, logo estarei a disponibilizar mais capítulos, espero que gostem e comentem muito! ❤️ Obrigada!
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Atualizado até capítulo 52
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