Ana narrando
Sou puxada para dentro e quase caio em cima de mim mesma, agora tenho esse corpo enorme para controlar e até que tem os seus pontos positivos como ser rápida, não precisar dos meus óculos e tirando o membro duro, não estou a sentir as dores no corpo e cabeça por cansaço ou no estômago por ‘stress’ e má digestão.
Tenho gastrite nervosa, procuro não contar para ninguém, pois a maioria dos sintomas são causados por stress ou por comer alguns tipos de alimentos, que são mais difíceis para meu corpo fazer a digestão, o que confesso que de vez enquanto ainda cedo a tentação e como, mesmo que hoje em dia em menor quantidade.
Mas falando em comida estou com uma fome imensa, realmente não sou de comer de manhã, principalmente aos sábados de manhã porque exagero na noite das meninas, mas hoje estou varada! E pensando bem, com esse corpo vou poder tudo que não como a anos, sem ter medo de passar mal depois!
Ana — Que benção!— constato ao sentir meu estômago roncar.
Olho para o Gabriel pronta para dar a ideia de pedir algumas coisas pelo iFood, então noto que ele está meio pálido, e logo entendo.
Eu não estou nada mal como fico aos sábados de manhã, mas como ele está no meu corpo então…
Ana — Minha nossa, vou pegar água para você, desculpe, mas não tenho nada para o café da manhã, se bem que o senhor não deve estar com fome ainda. A maioria dos dias só almoço, pois de manhã não me sinto muito bem do estômago! — Falo tentando ver se ele me dá alguma pista do que aconteceu enquanto eu não estava.
Gabriel — Me diga a verdade Ana, você está grávida? — pergunto logo, para saber se terei que passar por um parto, caso demoramos para voltar aos nossos corpos.
Ana — Aí! Não! — não sei se dou risada ou fico com vergonha, mas continuo. — Ainda sou virgem, não tem como ter um bebê dentro desse corpo se não cometi o ato! Se bem que se estivesse seria maravilhoso deixar a dor do parto para você! — Digo de forma descontraída, a segurar o riso, pois vejo que ele está sério enquanto me olha sentado no sofá com a mão na barriga.
Gabriel — Então o que foi aquilo que acabei de passar? Um suadouro, dores infernais, a dor de cabeça foi fichinha comparado a dor de estômago e no estômago que tive momentos atrás! E disse que tem isso todas as manhãs!??
Ana — Rsss. Desculpe! rsss. — respondo sem conseguir segurar o riso e prossigo. — Mas realmente esqueci-me, tinha que te pedir para tomar o remédio para gases e o para digestão, e se não melhorasse após soltar alguns puns e evacuar, tomar o para gastrite. — Digo já buscando os remédios e vejo que ele já tomou o para dor de cabeça.
Lhe entrego com um copo de água bem fria.
Gabriel — O copo de água quase congelada cai como se fosse a melhor coisa do mundo, resfria de dentro para fora e gradualmente sinto primeiro o remédio de gases fazendo efeito, nunca fui de ter muitas flatulências, mas nunca foi tão bom pensar e sentir a dor indo totalmente embora.
Então pergunto:
— Mas o que causa tudo isso? Não é possível que você sabendo que tem isso exagere na comida diariamente mesmo sabendo que vai passar mal assim toda a manhã!? — pergunto a querer entender melhor o que se passa na cabeça dela e em seu corpo, que agora estou dentro, mesmo sem eu querer.
Ana — Não gosto de contar para as pessoas sobre isso, mas realmente não tem como ficarmos mais íntimos que isso, afinal você está dentro do meu corpo. — respondo já sem formalidades. — Então vou-te contar! Já passei por consultas e exames, mas como no dia tem que ir em jejum e não tenho o stress do dia a dia pois pego atestado nunca da alteração, primeiro nem acreditavam, mas passei em 3 médicos diferentes e o último disse que tomasse esses remédios para digestão, gases e quando as dores fossem maiores o de gastrite e evitasse stress ou ansiedade além de alimentos com leite, gordura até mesmo a natural, fritura, ácido, apimentado, azedo, chocolate ou doces em geral, café, refrigerante ou bebidas com gás e alimentos que aumentem a quantidade de gases ou que sejam fermentados. Também posso sentir esse mal estar com alimentos pesados ou de difícil digestão a noite.
Gabriel narrando
Olho perplexo, tentando entender todas essas restrições. E pergunto:
Gabriel — E sobra-lhe algo que possa comer?
Ana — Sim. Mato, rss como a minha mãe diz. Ou traduzindo alimentos naturais leves, principalmente frutas e verduras. Os outros alimentos são melhores quando feitos sem gordura, pimenta ou condimentos mais pesados. Também posso alimentos feitos no vapor e algumas outras formas de cozimento.
Gabriel narrando
Me perco nos meus pensamentos, ao refletir que parte do problema foi causado por mim. Ao buscar a perfeição e fazer outra pessoa passar por tanto stress e ansiedade.
Decido perguntar, para ter certeza do nível de restrição do seu corpo.
Gabriel — Me conte, por favor, o que comeu ontem e a quantidade?
Ana — Não comi muito não, foram só 3 pedaços de pizza, algumas batatinhas, um como de suco de pêssego, pois assim as dores vêm mais leves e um pedaço pequeno de bolo de chocolate. Antigamente comia bastante, mas como comecei a ter isso diminui para assim que sinto um leve enjoo paro de comer o que provocou o enjoo. — dou uma risada leve, tentando descontrair e termino. — Tem vezes que dependendo do bolo mal como uma fatia mesmo tendo gostado bastante do sabor.
Gabriel — Começo a entender, mas sei que pode melhorar muito a sua saúde se parar com os congelados e incluir na sua alimentação diária suco natural, saladas e frutas.
Ana — Até gosto desses alimentos, mas chego tão cansada que só desisto e peço algo pronto. Mas nem como tudo, imagino que ainda esteja mais da metade da lasanha que comprei e as vezes frito um hambúrguer na grelha, para ser sem óleo, e então como no pão de manhã ou à noite.
Gabriel — Vejo também que não tem alimentos saudáveis na sua geladeira, desculpe a intromissão, mas seu salário não está sendo o suficiente?
Ana — Até compro, mas não muito e estou a receber normalmente não se preocupe, só estou guardando para alguns assuntos pessoais. Mas você se importaria de eu pedir algo para comer e "matar" a saudade de alguns alimentos? Faço um olhar pidão, pois realmente tenho que aproveitar essa oportunidade!
Gabriel — Ok! Pode pedir! Hoje é o dia do "lixo" então costumo comer o quer tiver vontade entre o almoço do sábado até o almoço do domingo, voltando para algo leve domingo à noite para evitar qualquer mal-estar. Peça que eu pago! Me dê o meu celular e vou pedir para mim também, mas será um almoço leve, pois sinto que o seu corpo não precisa de dia do "lixo".
Ana narrando
Olho para ele surpresa, não imaginava que o senhor "certinho" cederia tão facilmente, e mais nem sabia que ele tinha o seu dia do "lixo", quem diria que aquele meu chefe que vive apressado, frio e perfecionista poderia ser tão compreensível e leve de se conversar. Não sei dizer se isso foi por ele passar na pele o que eu sinto, mas não vai ser eu que vou reclamar, vou é pedir a comida, mas antes.
Ana — Tem algum tipo de alergia ou intolerância? Pergunto só por precaução.
Gabriel — A frutos-do-mar, mas não sinto falta.
Ana — Ah! isso eu não tenho problemas em comer, principalmente se for cozido ou no vapor. Não quer pedir e aproveitar que está no meu corpo? Na verdade, comida no vapor me cai muito bem! E tem um restaurante que amo mas... não é muito em conta, por isso só peço uma vez no ano ou mais ou menos isso.
Gabriel narrando
Nunca senti falta, mas como ela me oferece e até indica um dos seus restaurantes favoritos vou topar! Então digo!
Gabriel — Ok! Pode fazer os pedidos! — e dou o meu celular para ela já pedir direto no meu cartão.
Ela insiste em comer a lasanha da geladeira enquanto esperamos a comida.
Me perco vendo como a cada mordida ela mostra uma satisfação que me fascina e intriga, fazendo-me pensar quando foi à última vez que fiz uma cara tão feliz comendo algo.
No meu dia a dia só opto por comidas que sei que me farão bem sem me preocupar com o sabor, escolho conforme as vitaminas que uma pessoa precisa no dia, e como sei que não é possível ter um resultado perfeito sempre tomo as minhas vitaminas de manhã e mesmo no dia do "lixo" a maioria das vezes não sou eu que escolho o que vou comer, pois como o que os meus amigos ou família estiverem a comer. Me pego pensando qual era a comida que me faria sentir tanto prazer, estava a terminar de beber mais um pouco de água e quase engasgo quando noto que ela ainda está com o meu membro ereto, e mal posso acreditar que ela realmente veio assim.
Ana — Está bem? Pergunto preocupada com o seu engasgo do nada.
Gabriel — Como veio do meu apartamento para cá? Pergunto logo.
Ana — Mandei uma mensagem para o Paulo, que é esposo da minha amiga e o seu motorista, e pedi para ele me trazer. — Respondo sem entender. — Porquê? Algum problema? — pergunto enquanto aproveito a minha lasanha. Estou tão feliz por poder terminar uma lasanha num dia só! Principalmente por não ter nem que ficar apreensiva pela dor que ao menos dessa vez não virá.
Gabriel — Mas ele viu isso? — E aponto para o membro que não acredito que ainda está em pé.
Ana — Quase engasgo com a pergunta enquanto término a última garfada. E começo a tossir.
Gabriel — Calma! Desculpa! Está bem? — pergunto a levantar indo em direção dela.
Ana — Eu vim de terno! — falo enquanto aponto para a cadeira que coloquei o terno apoiado. — E com ele busquei tapar da forma mais discreta o possível. Eu tinha até esquecido que por sua causa estou assim! Não imagina como foi difícil subir 4 andares assim! — complemento sem saber se devo rir ou chorar da minha atual situação.
Gabriel — Não é minha culpa! É algo natural e involuntário! E se tivesse me ouvido e feito exercícios, ou ao menos tomado um banho frio já teria resolvido. — Falo sem entender por que ela preferiu continuar assim.
Ana — Francamente!? Já não é o bastante estar no seu corpo sem eu querer ainda tenho que lhe ver nu? - Respondo já sentindo as minhas bochechas queimarem.
Gabriel narrando
Antes mesmo de ter tempo de responder à companhia toca e escutamos:
Entregador — Entrega para o senhor Gabriel Monteiro.
Nos levantamos em simultâneo, e antes mesmo de notar tropeçamos um no outro, e caio em cima dela no sofá fazendo os nossos lábios darem um se encostar.
Sinto o meu coração pular uma batida. Fecho os olhos no processo do susto.
Ana narrando
Não consigo entender o que acaba de acontecer, de repente caímos e nos beijamos e o meu coração parece que vai parar de tão acelerado. Até fecho os olhos no susto.
Quando abro os olhos vejo o rosto do meu chefe em baixo de mim. E então noto que voltei ao meu corpo!
Gabriel narrando
De repente, sinto me duro e ereto e com um peso em cima de mim, ao abrir os olhos, reparo como Ana é linda mesmo descabelada em cima de mim. Logo ela levanta a pedir desculpas e corre para a porta, pega um casaco que fica pendurado atrás da porta e veste cobrindo a camisola para receber os nossos pedidos e vejo que realmente voltamos aos nossos corpos.
Sinto um alívio mas um leve aperto no coração por voltarmos ao normal.
A vejo sendo gentil e noto que a conversa é um pouco mais longa que o necessário na porta com o entregador, e não sei por que isso me deixa incomodado, principalmente quando noto que ela passa o seu número de celular para ele.
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Olá! Espero que acompanhe esta minha primeira obra, logo estarei a disponibilizar mais capítulos, espero que gostem e comentem muito! ❤️ Obrigada!
Será que realmente tudo acabou?
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Atualizado até capítulo 52
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