Lucas, percebendo que a noite estava agradável, teve uma ideia espontânea. Ele pegou algumas velas e as espalhou pela varanda, criando uma atmosfera suave e acolhedora. As luzes piscavam delicadamente, refletindo nos móveis da varanda.
Lucas:
(sorrindo)
Que tal uma noite sob as estrelas, Isa?
Isabella:
(rindo)
Por que não? Pode ser divertido.
Em seguida, Lucas trouxe um cobertor macio e estendeu sobre uma cadeira de balanço, criando um aconchegante recanto para Isabella. Ele também trouxe um violão que estava escondido em algum lugar da casa.
Isabella:
(surpresa)
Você toca violão?
Lucas:
(sorrindo)
Só um pouquinho. Vai ser uma serenata improvisada.
A lua cheia estava no céu, lançando uma luz suave sobre a varanda. O som distante dos grilos e o murmúrio suave da brisa noturna preenchiam o ar. As estrelas pontilhavam o firmamento, criando um cenário deslumbrante.
Isabella, observando todo o preparo de Lucas, sentia-se envolvida pela atmosfera romântica que ele estava criando. Ele acendeu as velas, transformando a varanda em um lugar mágico.
Lucas, com um sorriso gentil, estendeu a mão para Isabella, convidando-a para dançar. Ela aceitou com um sorriso e, juntos, começaram a dançar lentamente, aproveitando a música suave do violão.
Lucas:
(com entusiasmo)
Uma dança à luz das estrelas, o que acha?
Isabella, sorrindo, aceita a mão de Lucas, e eles começam a dançar lentamente na varanda. A lua cheia ilumina o local, criando uma atmosfera mágica.
Lucas:
(olhando nos olhos de Isa)
Você é incrível, sabia?
Isabella:
(rindo)
Você também não está nada mal, Sr. Improviso.
Lucas faz uma pausa na dança e se aproxima de Isabella, segurando seu rosto gentilmente.
Lucas:
(olhando nos olhos dela)
Isa, desde que você chegou aqui, algo mudou em mim. Eu sei que somos amigos, mas...
O momento era sereno e especial, um refúgio romântico sob as estrelas. Eles dançavam, envolvidos pela magia da noite e pela companhia um do outro. A varanda tornou-se um pequeno universo particular, onde o tempo parecia desacelerar, permitindo que eles apreciassem a beleza do momento. Quando menos Isabella espera, Lucas segura em seu queixo e seus olhos se encontram e como uma faísca ele começa a se inclinar para beijar Isabella, assim que a boca dele chega na boca dela... Isabella acorda lentamente de seu sonho romântico, sentindo-se confortável em sua cama. A lembrança da atmosfera mágica da varanda e da dança sob as estrelas permanece fresca em sua mente. Isabella sente um leve rubor nas bochechas ao recordar o sonho romântico com Lucas. A sensação de vergonha mistura-se com a doçura do sonho, deixando-a um pouco envergonhada consigo mesma. No entanto, antes que ela possa refletir mais sobre o sonho, seu celular toca, interrompendo seus pensamentos.
Ela pega o celular e vê que é uma ligação. Com um suspiro, Isabella atende, preparando-se para enfrentar a realidade do dia. A voz do outro lado da linha a traz de volta ao presente, afastando as lembranças do sonho e mergulhando-a novamente em sua vida cotidiana.
Isabella:
(sonolenta)
Alô... Rafael? Alô
Rafael:
(na chamada)
Ah assim...
Na chamada:
(voz feminina)
Uhnn ai que delícia.
Isabella ao ouvir a voz de uma mulher chama por Rafael na linha
Isabella:
(nervosa)
Rafael.. RAFAEL.
Chamada:
(Rafael)
Você é uma delícia...
O telefone ainda está pressionado contra a orelha, como se a simples distância pudesse atenuar a realidade do que acabou de acontecer. Seu coração bate forte, o som ensurdecedor, e ela luta para entender a cena que, sem querer, foi revelada.
O quarto parece girar ao seu redor, e ela sente uma onda de calor subindo pelo pescoço até o rosto. O choque se mistura com a traição, e as mãos de Isabella começam a tremer. Ela olha fixamente para o telefone, como se pudesse encontrar respostas na tela iluminada.
Isa:
(sussurrando para si mesma)
Não pode ser real...
As palavras de mulher e Rafael ecoam em sua mente, uma sinfonia de traição que ela nunca imaginou experimentar. Isa sente uma dor profunda, como se tivesse sido atingida por algo além das palavras. Uma sensação de abandono a envolve, sufocante.
Ela desliza o telefone para longe, como se a simples presença dele pudesse manchar ainda mais sua realidade. O que fazer agora? O chão parece um abismo, e Isabella, incrédula, fica imóvel. O relacionamento que ela pensava que conhecia estava se despedaçando diante de seus olhos, e a ferida aberta sangra a confiança que ela tinha depositado em Rafael.
O barulho da fechadura ecoa na sala enquanto Isabella tenta desesperadamente abrir a porta. As lágrimas turvam sua visão, e a chave parece uma tarefa impossível. Ela sente como se estivesse trancada em seu próprio pesadelo, uma realidade que escapa de seu controle.
Isa:
(soluçando)
Por favor, abre...
A porta se abre abruptamente, e Isabella é envolvida nos braços fortes e reconfortantes de Lucas. Ele percebe imediatamente que algo está errado ao ver Isa chorando descontroladamente.
Lucas:
Isa, o que aconteceu? Por que está chorando?
Isabella não consegue formar palavras, apenas enterra o rosto no peito de Lucas, procurando refúgio em sua presença. A dor é intensa, e ela não tem certeza se pode enfrentar a realidade que a aguarda dentro de casa.
Lucas:
Shh, está tudo bem. Vem, vamos entrar.
Lucas guia Isabella para dentro da casa, fechando suavemente a porta atrás deles. Ele a conduz até o sofá, onde Isa desaba, continuando a chorar. Lucas se senta ao seu lado, oferecendo apoio silencioso.
Lucas:
Fala pra mim, o que aconteceu?
Isabella reluta, mas aos poucos, entre soluços, ela desabafa sobre a descoberta dolorosa. A traição de Rafael, a ligação acidental, as palavras cruéis que ouviu. Lucas ouve atentamente, segurando a mão dela com firmeza.
Lucas:
Eu sinto muito, Isa. Isso não devia ter acontecido.
Isabella olha nos olhos de Lucas, encontrando consolo na compaixão genuína que ele oferece. Neste momento de fragilidade, ela percebe que, mesmo em meio ao caos, talvez tenha encontrado um apoio verdadeiro.
Isa:
Obrigada, Lucas. Eu... Eu não sei o que fazer agora.
Lucas:
Nós vamos lidar com isso juntos. Vou estar aqui para você, seja o que acontecer.
Isabella deixa escapar um suspiro, sentindo um mínimo de conforto na presença de Lucas. O mundo ao seu redor pode ter desmoronado, mas, por agora, ela encontra refúgio nos braços acolhedores de um amigo preocupado.
Isabella se levanta do sofá com determinação, secando as lágrimas no rosto. Ela parece decidida a enfrentar a tempestade que se forma em sua casa. Lucas a observa, preocupado, mas respeitando sua vontade.
Lucas:
Isa, espera. Não acho que seja uma boa ideia confrontar ele agora.
Isa:
(firme)
Eu preciso saber a verdade, Lucas. Não posso simplesmente ignorar isso.
Lucas suspira, compreendendo a necessidade dela de buscar respostas, mas ele não está disposto a deixá-la enfrentar essa situação sozinha. Rapidamente, ele se levanta e segue Isabella em direção à porta.
Lucas:
Tudo bem, eu vou com você. Não quero que encare isso sozinha.
Eles saem juntos, cruzando o caminho até a casa de Isabella. O silêncio entre eles é tenso, carregado com a incerteza do que os espera. Horas depois ao chegarem à porta, Isabella hesita por um momento antes de respirar fundo e girar a maçaneta, mas andes ela pede ao Lucas que a espere do lado de fora, ela precisa resolver isso sozinha, Lucas aceita relutante. Isabella adentra a casa e o silencio toma conta, Isabella entra no quarto com passos rápidos e enérgicos. Ela ouve o som do chuveiro ligado, indicando a presença de Rafael no banheiro. Cada segundo parece uma eternidade enquanto ela se aproxima da porta entreaberta do banheiro.
Ao abrir a porta, o vapor do chuveiro se espalha pelo ambiente. Rafael, ainda sem perceber a chegada de Isabella, está concentrado sob a água. Isa engole em seco, buscando coragem para confrontá-lo.
Isa:
(com firmeza)
Rafael.
Rafael vira-se abruptamente, surpreso ao ver Isabella ali. A água escorre por seu rosto, misturando-se com a expressão de choque.
Rafael:
(nervoso)
Isa, o que você está fazendo aqui?
Isa:
(irritada)
O que estou fazendo aqui? O que diabos você está fazendo? Quem é aquela mulher com quem estava falando?
Rafael tenta cobrir sua surpresa, mas a tensão no ar é palpável. Ele desliga o chuveiro rapidamente, envolvendo-se em uma toalha enquanto enfrenta o olhar furioso de Isabella.
Rafael, sentindo-se pressionado, tenta adotar uma postura defensiva diante das acusações de Isabella. Ele envolve a toalha de maneira mais firme ao redor de sua cintura, os olhos buscando uma expressão convincente.
Rafael:
Isa, do que você está falando? Eu não estava falando com nenhuma mulher. Você está imaginando coisas.
Isa:
(incrédula)
Imaginando coisas? Você acha que eu sou boba? Ouvi a conversa, Rafael. Não tente me fazer de louca. O seu celular ligou para mim e eu ouvi todo os gemidos e sua... sua voz.
Rafael, mesmo diante da evidência, mantém a negação.
Rafael:
Isa, é sério. Não sei do que você está falando. Talvez tenha ouvido errado. Ou inventado.
Isa:
(furiosa)
Inventado? Acha que sou capaz de inventar algo assim? Se quer continuar mentindo, continue. Mas saiba que não vou ficar aqui para ser enganada.
A briga se intensifica, e Rafael, perdendo cada vez mais o controle, torna-se mais bruto com Isabella. Ele solta seu braço, mas seu olhar está carregado de hostilidade.
Rafael:
Não posso acreditar que você está fazendo isso, Isa. Desconfiar de mim dessa maneira.
Isa:
(defendendo-se)
Rafael, eu ouvi a chamada. Não venha com mentiras.
Rafael, frustrado, avança em direção a Isa encurralando-a na parede, aumentando ainda mais a tensão no ambiente.
Rafael:
(gritando)
Você é insuportável! Sempre desconfiando, sempre criando problemas.
Isa:
(chorando)
Eu não criei isso, Rafael. Eu ouvi a sua voz, ouvi a voz dela! Eu ouvi os gemidos nojento de vocês dois!
A briga atinge um ponto crítico, e a relação do casal parece estar desmoronando diante de seus olhos. Lucas, preocupado com a situação, não suporta mais ouvir os gritos vindos de dentro da casa. Ele entra correndo em direção aos gritos, ao chegar no quarto vê Rafael prestes a agir de forma violenta e, agindo instintivamente para proteger Isabella, ele puxa Rafael de perto dela com tudo.
Lucas:
(gritando)
Chega, cara! Não vai resolver nada assim.
Rafael:
(nervoso)
Quem é esse cara?
Isa:
(sussurrando)
Lucas...
Lucas:
(olhando para Isa)
Fica aqui. Eu vou resolver isso.
A tensão no ambiente é palpável, mas Lucas, mesmo com a raiva contida, busca acalmar a situação e proteger Isabella.
Lucas sente a adrenalina correndo em suas veias enquanto olha nos olhos furiosos de Rafael. Ele mantém uma postura firme, pronto para agir se necessário, enquanto Isa permanece recuada, observando a cena com olhos marejados.
Lucas:
(encarando Rafael)
Não sei o que está acontecendo aqui, mas violência não resolve nada. Se acalme.
Rafael, ainda atordoado pelo soco, esboça um olhar raivoso, mas a presença determinada de Lucas o faz recuar momentaneamente. Isa, mesmo assustada, sente uma mistura de alívio e gratidão por Lucas estar ali para protegê-la.
Isa:
(sussurrando)
Lucas, obrigada.
Lucas apenas acena brevemente, mantendo os olhos fixos em Rafael. Este, apesar de enfurecido, parece reconsiderar suas ações diante da firmeza de Lucas.
Rafael:
(esbravejando)
Quem você pensa que é para se intrometer na minha vida?
Lucas:
(calmo)
Alguém que não vai permitir que você machuque Isabella.
Rafael em um momento de raiva e encurralado tenta partir pra cima de Isabella, mas Lucas é mais rápido e o empurra e o soca bem no meio de seu rosto acertando o nariz de Rafael.
Rafael, ainda tomado pela raiva e humilhação do soco de Lucas, deixa escapar palavras venenosas enquanto Isa permanece em silêncio, observando a explosão emocional do marido.
Rafael:
(gritando)
Você é uma traidora! Como pôde fazer isso comigo? Veio aqui me interrogar, mas veja, é você quem dorme com outro.
Isa:
(firme)
Rafael, eu não fiz nada. Não me culpe por suas atitudes.
Rafael:
(interrompendo)
Cala a boca! Não quero ouvir suas mentiras. Você estava aí fora com esse idiota!
Lucas:
(calmo)
Rafael, não estou interessado em criar mais problemas. Se acalme.
Rafael ignora as palavras de Lucas e continua a acusar Isa, despejando uma série de insultos e desconfianças. A situação torna-se cada vez mais tensa, com Lucas tentando manter a calma enquanto Rafael desabafa sua fúria.
Isa:
(tentando manter a compostura)
Rafael, eu não tenho culpa pelo que está acontecendo. Se você não acredita em mim, não há muito o que eu possa fazer.
Rafael:
(gritando)
Não finja que é inocente! Sua puta.
Lucas, incapaz de tolerar os insultos contínuos de Rafael, perde a paciência e agarra-o pelo colarinho, empurrando-o contra a parede. A cena se torna ainda mais tensa quando os dois homens começam a trocar socos, envolvendo-se em uma briga física no quarto.
Lucas:
(irritado)
Já chega, Rafael! Você não vai falar assim com ela.
Rafael:
(enfurecido)
Solta de mim, seu idiota! Você não tem nada a ver com isso!
Os socos são trocados freneticamente, e a atmosfera no quarto se torna pesada com a violência crescente da briga. Isa assiste, horrorizada, enquanto os dois homens se confrontam. Ela se sente impotente diante da situação caótica e teme pelo pior.
Isa:
(gritando)
Parem com isso! Chega!
Isa tenta intervir, mas a briga continua sem se deter. As palavras são substituídas por sons de impacto, e a tensão no ambiente atinge um ápice. A situação está fora de controle, e Isa, angustiada, busca desesperadamente uma maneira de encerrar o conflito antes que as coisas piorem ainda mais.
Lucas finalmente percebe a ausência de Isa na cena da briga e, abandonando a luta com Rafael, corre atrás dela, preocupado com seu estado emocional. Isa caminha rapidamente pela rua, as lágrimas ainda escorrendo pelo rosto. Lucas a alcança e a segura delicadamente pelo braço.
Lucas:
Isa, espera! Por favor, me deixa te explicar.
Isa:
(com a voz trêmula)
Não precisa, Lucas. Eu não quero mais ouvir nada. Isso é insuportável.
Lucas tenta acalmar Isa, segurando-a com gentileza e oferecendo apoio emocional. Enquanto isso, lá dentro, Rafael, machucado e enfurecido, percebe a extensão do estrago que causou. A realidade da situação começa a pesar sobre ele, e ele se vê sozinho em meio aos destroços de sua vida pessoal.
Isabella olha para Lucas e percebe que ele também ficou machucado durante a briga com Rafael. Sua expressão de raiva e tristeza se transforma em preocupação genuína.
Isa:
(com voz preocupada)
Lucas, você está bem? Olha só o que ele fez com você.
Lucas:
(tentando minimizar)
Não é nada, Isa. Eu aguento.
Isa:
(tocando levemente o rosto machucado de Lucas)
Não, isso não está certo. Você não deveria ter se envolvido nisso.
Lucas: Eu não podia deixar ele falar assim com você, Isa.
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Atualizado até capítulo 66
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