Isabella está passando uma tarde agradável na casa da família de Rafael. Todos envolvidos em risadas, histórias e jogos no jardim. A atmosfera é calorosa, e Isabella sente-se genuinamente acolhida pela família de seu parceiro.
Mãe de Rafael:
Isabella, querida, você é maravilhosa! Estamos tão felizes que Rafael encontrou alguém como você.
Irmã de Rafael:
Ela é divertida, né? Aposto que vocês têm muitas histórias para compartilhar.
Pai de Rafael:
(Sorrindo)
Isabella, minha filha, você já faz parte da família.
No entanto, à medida que a tarde avança, um momento de pausa cria uma brecha para a pergunta realizada sobre a vida profissional de Isabella.
Mãe de Rafael:
(Sorrindo)
Isabella, estou curiosa. Qual é a sua profissão?
Isabella
sente um leve momento de tensão enquanto pondera como responder. Rafael olha para ela, um olhar de apoio e confiança.
Isabella:
(Esboçando um sorriso)
Bom, eu... eu gosto de ter várias experiências profissionais. Atualmente, estou explorando diferentes áreas. Cada dia é uma aventura!
Pai de Rafael:
(duvidoso)
O que seria isso? Você é CEO, trabalha na mineração, o que faz de fato?
Isabella apreensiva não se sentia mais à vontade, o ar que preenchia seus pulmões agora parecia não encher mais, ela então decide dizer a verdade, todos pareciam gostar dela e ela pensava que talvez a família dele pudesse ponderar a situação.
Isabella:
(com medo)
Eu… Eu trabalho de… Sou garçonete freelance.
A atmosfera muda repentinamente quando ela toca no assunto delicado. A revelação é seguida por um breve silêncio tenso. Olhares perplexos e surpresos são trocados entre os membros da família e de longe Isa vê a expressão petrificada de Rafael que agora se prepara para o pior, Isa com sua ingenuidade acreditava
que a família dele pudesse ponderar, ela que sorria enquanto dizia, ao ver as expressões de desaprovação seu sorriso some na hora e ela imediatamente olha para Rafael do outro lado da sala.
Mãe de Rafael:
(O rosto expressa um desapontamento)
Garçonete? Ah, Isabella...
Pai de Rafael:
(Franzindo a testa)
Não é bem o que esperávamos.
A atmosfera acolhedora que permeia o ambiente desaparece instantaneamente. Um desconforto palpável preenche o espaço.
Irmã de Rafael:
(Erguendo uma sobrancelha)
Rafael, por que você não contornou isso antes?
Mãe de Rafael:
(Murmurando)
Garçonete freelancer... Que tipo de escolha é essa?
Rafael olha para Isabella, dividido entre o amor por ela e a pressão de sua família.
Rafael:
(Com uma expressão tensa)
Isa, isso complica as coisas.
Isabella:
(Esboçando tristeza)
Eu não queria que minha profissão fosse um obstáculo. Eu pensei que poderíamos superar isso juntos.
A revelação desencadeia um conflito interno na família de Rafael, colocando em xeque suas expectativas e preconceitos. O amor e a admiração que existiam até o momento cederam espaço para uma realidade desconfortável, desencadeando um confronto entre as diferentes visões que cada membro da família possui sobre posição social e profissão.
Mãe de Rafael:
(Com desaprovação)
Garçonete freelancer! Eu não posso acreditar que meu filho esteja envolvido com alguém assim.
Pai de Rafael:
(Concordando)
Sinceramente, esperava mais para você. Uma garçonete? Que tipo de futuro ela pode te oferecer?
Rafael:
(Mais alto)
Mãe, pai por favor, não fale assim. Isabella é incrível, e sua profissão não define quem ela é.
Mãe de Rafael:
(Com raiva)
Você não entende, Rafael. Isso vai afetar a confiança da nossa família, você é CEO, tem posição, o que a mídia vai dizer ao ver você com uma garçonete? Isso é carência? Eu não acredito que você escondeu isso de nós.
Pai de Rafael:
(Murmurando)
Essa garota não tem consideração pela nossa posição na sociedade.
Isabella, decide dar um passo para trás e permitir que a família de Rafael discuta a situação. Ela se retira da sala de estar, mas a tensão e a discussão continuam, com a mãe de Rafael expressando suas preocupações de forma acalorada. Ela vai até o banheiro do quarto de Rafael.
Isabella, sentindo o peso da tensão e do desconforto após a revelação de sua profissão, decide se retirar para o banheiro em busca de um breve refúgio. O ambiente é iluminado por uma luz suave, criando uma atmosfera de privacidade. O banheiro é arejado, com azulejos brancos refletindo a luz suave de uma pouca iluminação. Som suave da água corrente se mistura ao murmúrio abafado das conversas na sala, proporcionando um contraponto relaxante. Isabella se aproxima da pia e, com as mãos trêmulas, começa a passar a água fria em seu pescoço. O líquido fresco oferece um rompimento imediato, contrastando com a tensão acumulada em
seus ombros. Enquanto observa seu reflexo no espelho, Isabella tenta desligar-se dos julgamentos que emparelharam sobre ela. Ela fecha os olhos por um momento, respirando fundo para afastar a ansiedade que se instalou. Isabella decide que, para enfrentar o restante da noite, precisa se livrar do peso emocional. Ela
pega uma toalha de rosto e seca o pescoço, buscando simbolicamente remover não apenas a água, mas também o peso que a acompanharam até ali. Ao abrir os olhos, Isabella se depara com seu reflexo, um olhar determinado, revelando sua resiliência. Ela sussurra para si mesma, como um mantra de fortalecimento.
Isabella:
(Com determinação)
Você é mais do que a profissão que escolheu.
Com o pescoço agora fresco e a mente mais clara, Isabella decide enfrentar o que vier. Ela abre a porta do banheiro, pronta para lidar com as complexidades que aguardam do lado de fora. Isabella sai do banheiro, ainda tentando se recompor emocionalmente, e se depara com a irmã de Rafael, que a espera pacientemente na cama do irmão. O quarto está impregnado de uma atmosfera tensa e expectativa de uma conversa séria. Isabella, ao ver a irmã de Rafael ali, dá um pequeno salto, surpreendida pelo encontro inesperado. Seu rosto revela um leve susto, mas ela tenta esconder suas emoções sob um sorriso educado. Isa não iria mais permitir
ser intimidada por ninguém, ela cria coragem e anda em direção à porta do quarto.
Isabella:
(tensa)
Você também veio me humilhar?
Irmã de Rafael:
(calma)
Ei, Isabella, espera, eu não quero brigar, sente-se e me escute.
Isabella então fica intrigada e por um instante fica de costas para a porta do quarto de Rafael e com os braços cruzados, pondera e resolve se sentar. Ângela continua.
Ângela:
(calma)
Bem, querida entenda... (respira fundo e solta o ar) minha família é... difícil, sim, eu concordo com isso. Sabe eu não ligo para sua conta bancária, posição, nada disso, eu já tenho o meu e minha família também. Enfim eles não odeiam você, apenas querem proteger Rafael, ele adora fazer joguinhos.
Isabella:
(tensa)
Olha Ângela, eu não estou fazendo parte de nenhum joguinho aqui...
Ângela:
Calma Isabella. Bem, vou direto ao ponto então... Rafael ficou quase um ano antes de ser CEO, em um navio, ele foi fazer um favor ao chefe dele e a intenção era 2 meses e ficou um ano, lá não tinha mulheres, era um bando de homens a trabalho, e só trabalho. Ele não pode sair do navio, tinha que fazer todo o trabalho pesado de um assistente, quando ele saiu de lá, não faz muito tempo, ele voltou a realidade, você foi a primeira mulher a ser simpática com ele talvez!
Isabella
ouvia atentamente as palavras da irmã de Rafael, mas não gostava nada, nada do que saia dela. Aonde ela queria chegar com esse rodeio de palavras?
Ângela:
(calma)
Fomos criados pelo meu avô, boa parte das nossas vidas, meu avô sempre foi um homem sem coração, impiedoso, e ensinou a Rafael tudo o que um homem não deve ser. Mostrou a ele como status, poder e dinheiro poderia fazer com uma pobre moça, mostrou todas as técnicas para persuadir as mulheres. Você é gentil,
meiga e amorosa. Qualquer homem seria sortudo de ter você, mas Rafael é um homem, oh Deus é meu irmão, mas eu o conheço e sei o que ele fará com você quando não o servir mais. Quando você não cair mais nos caprichos dele e nas decisões dele, você discordar. Ele ainda não está pronto para um namoro sério, ele precisa amar uma mulher forte, imponente, de coração de pedra para conseguir domá-lo, senão você será a cachorrinha dele...
Isabella,
ao ouvir essas palavras, fica visivelmente abalada. Sua expressão oscila entre surpresa e decepção, pois a gravidade das palavras de Ângela se aprofunda.
Isabella:
(Magoada)
Eu não sou uma cachorrinha para ele. Nós compartilhamos uma vida, enfrentamos desafios juntos. Essa visão de mim... dói.
Ângela:
(Reconhecendo o impacto)
Isabella, eu não quis magoar. Só estou compartilhando o que vejo e sinto.
Isabella:
(segurando o olhar)
Não quero ser vista como uma submissa. Eu escolhi estar com Rafael porque nós amamos, não porque eu seja a "cachorrinha" dele.
Ângela:
(calma)
Bem eu vejo que a palavra cachorrinha te ofendeu, querida não é a intenção. Só tome cuidado.
Ângela se ergue da cama com uma expressão séria, como se a gravidade da conversa ainda a pesasse. Ela olha para Isabella por um momento, sem dizer mais nada, e sai do quarto, fechando a porta atrás de si. A porta se fecha com um suspiro suave, deixando Isabella sozinha no quarto. O silêncio preenche o ambiente, tornando evidente a tensão que persiste mesmo na ausência de palavras.
Isabella:
(Refletindo sozinha)
O que está acontecendo conosco, Rafael? Será que perderemos algo pelo caminho?
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Atualizado até capítulo 66
Comments
Juárez Márquez Odette Margarita
Inspirador! ✨
2024-03-02
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