Liz
Ao som irritante do despertador, me arrasto para fora da cama e, bocejando, encaro o dia que se inicia. Mais um ato no grande teatro da vida. Pensando nisso, não consigo tirar da cabeça aquele tal de senhor Ítalo.
Aceitei o trabalho naquela mansão macabra porque, bem, não tinha muita escolha. Mas Ítalo... tem algo nele. Participar da reunião como um avatar virtual foi uma daquelas coisas que você não vê todos os dias.
Sob a água do chuveiro, meus pensamentos continuam a dançar. Aquela mansão, com toda a sua tecnologia, me dá arrepios. E Ítalo? Ah, ele aguçou minha curiosidade. Minha intuição está gritando, e eu decidi ouvir.
Hoje, após a faculdade, eu vou descobrir mais sobre esse cara. Ítalo, seu mistério não vai durar por muito tempo, pode se preparar. Após sair do banho, me arrumo rapidamente e pego meu celular. Enquanto me encaminho para a faculdade, não consigo parar de pensar nas peculiaridades que envolvem o tal senhor Ítalo. Ele é como um enigma que precisa ser decifrado.
Chegando à faculdade, tento focar nas aulas, mas minha mente continua voltada para a mansão e seu misterioso dono. No fundo, algo me diz que aceitar esse emprego pode ter sido uma decisão mais complexa do que eu inicialmente imaginava.
Ao final das aulas, decido que é hora de investigar. Vou encarar a tal mansão, enfrentar Ítalo e desvendar os mistérios que envolvem esse homem e seu universo tecnológico. A curiosidade pode ser perigosa, mas neste caso, ela se tornou irresistível.
(....)
Conforme combinado, aguardo em frente à faculdade pelo carro que deve vir me buscar. De repente, avisto um veículo totalmente preto e luxuoso aproximando-se. Ao abrir o vidro, reconheço o motorista como sendo o tal Marcos, aquele que me buscou no dia da reunião.
Ele me encara e comenta:
— Vai ficar aí parada só olhando, ou vai entrar?
Franzindo a sobrancelha, me aproximo do carro e entro. Ao desviar o olhar, retruco:
— Credo, moço, para que tanta grosseria? Está com fome, é?
Marcos sorri de maneira descontraída e responde:
— Desculpe se pareci grosseiro, senhorita Liz. Não, não estou com fome.
Assentindo, respondo:
— Está bem. Agora me diz, há quanto tempo você trabalha para o senhor Ítalo?
Enquanto ele adentra o trânsito movimentado, comenta:
— Na verdade, não faz nem um mês. Não sei se sabe, mas o senhor Ítalo é uma figura nova no ramo empresarial digital. Ninguém sabe ao certo de onde ele surgiu, mas é inteligente e, como podemos ver, tem bastante dinheiro.
Passando a mão de forma engraçada no queixo, meu hábito quando estou pensando, questiono:
— Sério!? Por que ninguém está questionando isso!? O cara aparece do nada no ramo empresarial, e ninguém se importa!?
Marcos para no trânsito, olhando fixamente para a rua à frente, onde várias pessoas passam pela faixa de pedestre, e diz:
— Sinceramente, a maioria está apenas lutando para sobreviver e não se questiona. Pessoas como nós, que questionam, também precisam do dinheiro para sobreviver, certo?
Suspirando profundamente enquanto observo as pessoas pela janela, comento:
— Concordo, você está certo. Mas e se ele estiver envolvido em atividades ilegais? Dizem que quem surge tão bem posicionado do nada provavelmente está envolvido em coisas ilegais.
Assim que o sinal abre, Marcos arranca com o carro, olhando para o retrovisor, e com a testa franzida, ele confessa:
— Em certos momentos, acho a senhorita meio atrapalhada, mas não posso negar que também é astuta.
Agradecendo pelo elogio disfarçado de Marcos, aproveito para continuar a conversa:
— Bem, Marcos, pode ser que essa atrapalhada aqui tenha seus próprios métodos de descobrir a verdade. Vamos ver até onde essa astúcia pode me levar nesse novo capítulo com o tal senhor Ítalo. E falando nisso, me conte mais sobre ele. Quero saber tudo o que puder antes de chegar lá.
Marcos, com um tom sério, diz:
— Olha, senhorita Liz, tenho uma família para cuidar. Não quero problemas do meu lado, e realmente não sei muito sobre ele. A única coisa que sabemos é que ele é bastante reservado. Não sei se está ocupado demais ou simplesmente não gosta de aparecer.
Compreendendo a preocupação de Marcos, afirmo:
— Entendo, Marcos. Valorizo a minha segurança também. Afinal, quem deseja problemas, não é mesmo? Vou deixar isso de lado e me concentrar no trabalho.
Enquanto nos aproximamos da mansão, ele comenta:
— Está certa, senhorita. Há coisas que é melhor nem sabermos.
Concordo com um sorriso falso, pois, no fundo, eu estava ansiosa para descobrir mais. E vou descobrir. No entanto, preciso manter a imagem da boa garota desajeitada para evitar levantar suspeitas.
Chegamos à mansão, Marcos estaciona o carro, agradeço e saio, dirigindo-me para a entrada. Uma senhora aproxima-se rapidamente e diz:
— Senhorita Liz, seja bem-vinda! Está com fome? Se quiser, pode vir almoçar conosco.
Fico momentaneamente paralisada, encarando o rosto da senhora, sem saber ao certo como responder. Uma dúvida sutil se insinua em minha mente: eu também sou apenas uma funcionária aqui, então por que essas saudações tão cordiais de boas-vindas?
Ofereço um sorriso à senhora e expresso minha gratidão:
— Obrigada, mas estou sem fome. Apenas gostaria de saber onde será a sala onde irei trabalhar.
Ela assente com um sorriso e responde:
— Claro, vamos lá. Vou mostrar para a senhorita.
Agradeço novamente com um sorriso e então adiciono:
— Obrigada, mas não precisa ser tão formal, está bem? Apenas Liz. Afinal, também estou aqui como uma funcionária, igual a todos vocês.
Ela assente e continua conduzindo-me pelos corredores da mansão, explicando alguns detalhes pelo caminho. Observo atentamente cada ambiente, tentando absorver informações que possam ser úteis mais tarde.
Chegamos à sala designada, e ela abre a porta, revelando um espaço amplo e bem iluminado. Agradeço novamente e me preparo para mergulhar no meu novo ambiente de trabalho, mantendo a mentalidade alerta para decifrar os mistérios que pairam sobre essa mansão.
Ao me aproximar do moderno computador e ligá-lo, uma mensagem intrigante surge em sua tela:
"Olá Liz! Seja bem-vinda!"
Um arrepio percorre minha espinha ao ler a saudação, evocando lembranças das mensagens do misterioso Intruso. Uma sensação de conexão entre essas situações me envolve.
Suspiro profundamente, contemplando a sala ao meu redor. A atmosfera é tão tecnológica que pareço estar em meio a um filme de ficção científica. As luzes suaves, os dispositivos sofisticados; cada detalhe contribui para criar um ambiente intrigante e, simultaneamente, desconcertante. A dúvida persiste: o que exatamente se esconde por trás dessa aparente normalidade que me envolve?
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Atualizado até capítulo 39
Comments
William
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2024-02-24
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Bred
Maisssss
2024-02-22
1
Cléo
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2024-02-21
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