O som do telefone na imponente Mansão Ruscher quebrou o silêncio da noite como um trovão distante. Chirle, a empregada de longa data, atendeu com mãos trêmulas, sem ter a menor ideia do vendaval de emoções que estava prestes a desabar sobre ela.
"Alo, é da Mansão Ruscher?", perguntou uma voz séria do outro lado da linha. "Sim, sou eu. Quem está falando?", respondeu Chirle, sua voz revelando a inquietação que a envolvia. "Aqui é do hospital público da cidade", disse a voz, e antes que Chirle pudesse articular uma pergunta, uma onda de ansiedade a envolveu como uma sombra gelada. "O que aconteceu?", ela sussurrou, seu coração martelando no peito.
"Sua filha está no hospital." As palavras caíram no silêncio do quarto de Chirle como um peso, uma confirmação dos seus piores medos. A incerteza e o medo preencheram seu coração, e ela mal conseguia processar a informação. "Por favor, me dê o endereço do hospital", ela implorou, sua voz vacilante enquanto anotava os detalhes passados pela empregada do hospital.
Desligando o telefone, Chirle correu até o quarto de Elena, a matriarca da Mansão Ruscher, com olhos arregalados de pavor. "Senhora Elena, é sua filha. Ela está no hospital", ela disse, sua voz embargada pela preocupação. O rosto de Elena, normalmente calmo e composto, foi tomado por uma expressão de pânico instantâneo.
Sem perder um segundo, Elena pegou o papel com o endereço do hospital, suas mãos tremendo enquanto lia as letras embaralhadas. Em um turbilhão de preocupação e determinação, ela saiu da mansão às pressas, a incerteza do que encontraria a fazendo esquecer temporariamente sua postura aristocrática.
A viagem até o hospital parecia uma eternidade, cada segundo marcado pelo som rápido do seu coração. O vento noturno cortava seu rosto enquanto ela dirigia, sua mente turvada por pensamentos terríveis e orações silenciosas por sua filha. Ao chegar ao hospital, Elena correu pelos corredores, cada passo acompanhado pela esperança de encontrar Valentina sã e salva.
Finalmente, ao encontrar Valentina, pálida e fragilizada em uma cama de hospital, Elena sentiu uma mistura avassaladora de alívio e apreensão. Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ela segurava a mão da filha, prometendo protegê-la de qualquer perigo que pudesse se aproximar. Naquele momento de vulnerabilidade e medo, mãe e filha se abraçaram em um vínculo inquebrável, unidas pelo amor e pela força que só o amor de uma mãe poderia proporcionar. Assim, no corredor frio e impessoal do hospital, a Mansão Ruscher se tornou um refúgio de calor humano e esperança, mostrando que, mesmo em meio à adversidade, o amor de uma família poderia superar qualquer desafio.
_ Graças a Deus que foi um susto, nem imaginária minha vida sem você, minha filha querida;- Lamentava Elena, passando as mãos suavemente pelo rosto delicado e pálido de Valentina.
_ Mãe! não se preocupe, eu estou bem, só queria que papai estivesse aqui.
_ Calma, vou ligar para ele agora, tenho certeza que vai largar tudo e vim até você.
Mesmo sem esperança do pai vim até o hospital, Elena ligou para Rogerio, ela ficou bem animada.
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Atualizado até capítulo 89
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