Oliver
Abrir os olhos é difícil, tudo dói, o peso se torna cansativo demais. Escuto bipadas de aparelhos, parece que estou no hospital, mas o cansaço me vence então desisto de abrir os olhos, por agora. Ivina... Seu sorriso... Cadê ela? Então num único pulo abro os olhos e me levanto rapidamente me sentando na cama.
Oliver: Ivina!? Cadê a Ivina?!
A enfermeira me segura chamando pelo médico que entra correndo, meus pais entram em seguida e atrás deles está meu sogro.
Oliver: Cadê a Ivina? Eu preciso ver ela!
Paloma: Filho, calma!
Oliver: Não, ela não está bem, eu sinto, eu vi quase tudo antes de apagar... Por favor, eu preciso vê-la.
Erick está com o rosto sério, ele não parece nada bem, isso significa que alguma coisa aconteceu com a minha pequena. O médico retira alguma coisa do meu braço.
Doutor Theo: Senhor Oliver, peço que se acalme, logo poderá ver sua esposa, mas no momento preciso saber se realmente você está bem.
Oliver: Eu estou bem!
Paloma: Oliver! Escute o médico.
Minha mãe chama minha atenção me fazendo bufar de raiva, após várias perguntas e alguns exames o médico fala que vou poder ver minha esposa. Então por recomendação dele, me colocam numa cadeira de rodas e vamos para o quarto da Ivina que é no final do corredor. Chegando lá o pai dela abre a porta e a cena me parte o coração, ela está entubada, sua cabeça está enfaixada mostrando que realmente ela sofreu feridas graves, eu me levanto devagar com os olhos cheios de lágrimas e vou até ela, segurando sua mão.
Oliver: O que houve? Porque?
Alguém aperta meu ombro, não com força, mas como um conforto.
Erick: o cinto de segurança dela não estava totalmente preso, então com a batida ela foi para frente com força.
Oliver: Pegou o motorista?
Escuto ele bufar
Erick: O motorista havia sofrido um infarto, por isso acabou acertando vocês.
Oliver: Então esse acidente tirou a vida de uma pessoa...
Mesmo sabendo que não era culpa do homem, eu não pude deixar de sentir raiva com essa situação, minha esposa agora estava nessa situação e isso me machucava muito. Fiquei alguns minutos ali a observar cada pedacinho dela, fiz de tudo pra convencer o médico a me colocar no mesmo quarto que ela, pois não queria deixar ela sozinha, quando finalmente estávamos sozinhos, segurei em sua mão.
Oliver: Desculpa meu amor... acho que deveríamos ter ficado mais tempo na casa dos seus avós... Aproveitado mais, assim você não teria perdido sua reunião e não estaria assim.
Às lágrimas escorrem pelo meu rosto e eu me levanto dando um leve beijo na testa dela, de acordo com o médico ela pode demorar um pouco para acordar, o estado dela não é de risco, mas se forçarem ela a abrir os olhos, ela pode sentir muita dor, afinal tiveram que retirar vários pedacinhos de vidro que invadiram a cabeça dela. Seus lábios estão um pouco machucados, sua cabeça enfaixada, um dos seus olhos está roxo e enquanto ela está nesse estado eu estou relativamente bem, me sentindo um lixo, por que na verdade eu deveria estar assim e não ela.
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Atualizado até capítulo 22
Comments
Vanildo Campos
😢😢😢😢😢😢😢😢😢
2024-10-21
0
Claudia
Que capítulo foi esse 😥😥😥😥🧿♾
2024-09-10
3