Yumi, retornou aquela tarde a casa com uma advertência do professor. Mesmo assim estava um pouco contente por calar aquelas garotas exibidas.
Ela entrou na sala e indo à cozinha viu um bilhete preso a porta. A letra elegante nem parecia pertencer ao homem frio que era o dono daquela propriedade.
No papel amarelo dizia: Fui ver a Nana, volto à tarde da noite, não precisa fazer o jantar.
Encolheu os ombros e colocou o papel no balcão. Trocou de roupa e voltou ao trabalho dela, depois fez a tarefa e preparou o jantar só para ela comer a limpar tudo depois.
No fim do dia, ela sentou-se na varando a mirar a árvore de cerejeira morta que tinha a sua frente. Aquele enorme tronco seco cheio de galhos não parecia em nada com a árvore que ela plantou e viu crescer.
Observava aqueles galhos com cuidado, a ter um repentino flash do passado, era de alguém que gostava de dançar baixo aquela árvore. O vento sempre dançava junto aquela pessoa a fazer com que o tecido claro de cetim da sua roupa voasse junto com baile dele.
Balançando a cabeça ela levantou-se, caminhou até o pé da árvore.
— Zhuque _ falou e a pulseira do seu pulso se transformou voltando ao seu formato original. Girou o bastão na mão parando numa pose reta, com só balançar aquela lâmina ela reproduzia um som.
Enquanto isso, ali por perto, Shin, retornava cansado a casa, se notava o seu cansaço com o modo que pisava no chão, sua coluna frente, junto aos bocejos. Coçou os olhos falando um finalmente cheguei em casa.
Ele teria dormido por lá se não tivesse sido expulso por Nana, que disse que ele tinha deveres para se responsabilizar.
Ele abriu a porta e entrou quando escutou um som. Ele olhou para os lados e caminhou até a luz a frente. Olhando para o piso, notou que o brilho da lua batia no corredor a iluminar toda a sala.
O tom azul prateado, a deixar o ambiente com uma cara romântica. Nisso ele escutou de novo aquele som, viu uma sombra no piso e a seguindo para fora, percebeu ser de Yumi.
Se aproximando devagar para não assusta-la, se apoiou no vão da saída, cruzou os braços e começou a observa-la.
Ela rodopiava nas pontas dos pés, fazendo movimentos elegantes com aquela arma que era maior que o seu pequeno corpo. Mesmo assim, parecendo não incomodá-la, a adolescente manejava aquela lâmina como se fosse uma fita, que brilhava a deixar rastros de luz formando desenhos a sua volta.
Yumi, bailava quase de olhos fechados. E Shin, sem perceber abriu um sorriso. Foi aí quando o vento mudou e a grama onde a jovem pisava começou a tomar a cor de um verde-fluorescente. Shin, se afastou de onde estava encostado e com um olhar de surpresa. Ele viu aquela árvore ganhar vida de novo.
O tronco começou a ficar marrom avermelhado e os galhos começaram a ter folhas e flores.
"Não poderia despedi-la, afinal ela não consegue fazer nada direito"
Escutou Shin, as palavras da mãe de Yumi, na mente dele.
— Não, isso será impossível, afinal, se ela fosse inútil, duvido que seria capaz de fazer algo como isso.
Falou Shin, a si mesmo a se sentir emocionado por dentro, tocou o peito apertando com força. Está era uma emoção que ele dificilmente veria se ela não estivesse ali, pensou ele quase em transe a sentir o perfume da árvore que se estendia por toda aquela propriedade.
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Atualizado até capítulo 139
Comments
Ezanira Rodrigues
Ela tem uma forte conexão com a natureza.
2025-01-16
0
Valda Martins
Que lindo
2023-11-19
3