Os dois amigos bebem mais um pouco de whisky e finalmente o médico abre o jogo:
Olha a primeira coisa que preciso te dizer é que esse remedinho não tem contra indicação e nem efeito colateral... só que não é um remédio normal, sacou? Trent deixa nas entrelinhas.
Sei... e por que não é vendido nas farmácias como os outros remédios? Gardenzio já havia entendido que era uma droga, todavia queria saber mais.
O motivo é a questão moral. Ele não é moralmente aceito, por que você pode adentrar o corpo de outra pessoa e a partir daí as possibilidades são infinitas. Poderia ficar rico fazendo transações, cometer crimes para que tais pessoas sejam presas e por aí vai, Ele revela o motivo de modo geral.
Pouca gente sabe dessa droga, né? Como soube? Era questão de curiosidade.
Acontece que a cada um milhão de pessoas uma é imune ao efeito da troca. Eu senti que alguém queria invadir meu corpo para me controlar e viver minha vida e consegui impedir. Depois disso, fui atrás dessa pessoa, que é alguém de fora e bem rico e tomei o remédio, para então tomar o corpo de quem queria me tomar. Trent deu muita sorte.
Entendi... Depois que tomou o controle dessa pessoa foi só acessar a memória para saber como fazer o remédio, não é? Gardenzio mostrou que acompanhou a explicação.
Era pra eu ter feito isso, mas vacilei e só levei todo o carregamento de remédio que ele tinha e destruí a fórmula. Tive que esperar para saber se ele iria conseguir produzir novamente e foi então que vi que ele não se lembrava, precisava de um papel que eu inclusive nem tenho mais. O doutor revela.
Então temos quantos comprimidos? Quantos vai me dar? Aquele homem queria saber.
Ah, não se preocupe que a quantidade é como se fosse infinita. Eu só tomei alguns, hoje em dia não tomo mais. E só você que me tirou da cadeia que sabe dessa minha paradinha. Eu vou deixar na sua caixa de correio todos os dias antes de ir para o trampo. Trent explica e os dois dão aquele aperto de mãos de parceiros.
Antes de ir embora só me dá alguma ideias do que posso fazer na vida, cara... tanto tomando o comprimido como sem tomar. Gardenzio percebeu que seu amigo poderia lhe aconselhar.
Bom a primeira coisa que posso te aconselhar é sobre a mulherada. Aqui moram umas setecentas mulheres enquanto só há uns duzentos e cinquenta homens. Algumas eu sei que você, garanhão, pode conseguir sem o comprimido, agora para outras vai precisar tomar, porque só ficam com tipos específicos ou pessoas específicas. Pode explorar o mundo dos carros e dos rachas, há várias concessionárias e, se quiser um carro ou moto de alguém é só tomar o comprimido e viver a vida daquela pessoa. Tem outras coisas para conhecer. As primeiras ideias.
Pode falar... O dono da mansão o deixou a vontade enquanto o levava até a porta.
Casas e estabelecimentos para se conhecer, para comprar, lugares diferentes para visitar em horários diferentes, roupas, cortes de cabelo... há muita coisa interessante nessa ilha. Enfim, hora de ir. Trent encerra os conselhos.
Os dois dão aquele aperto de “brother” e Gardenzio vê seu amigo deixando algo na sua caixa de correios, certamente um comprimido. Paradise Island é um lugar seguro, ninguém jamais irá mexer nas coisas daquela família que não seja o próprio Gardenzio.
Enquanto pensa nas possibilidades do que fazer no restante daquele dia, Gardenzio percebe sua esposa chegando e aproveita para dizer:
Amor, vou tomar de novo aquele remédio, não precisa ficar me chamando, certo? Eu acordo antes da hora de ir buscar nossa Scarlett. Não queria deixá-la preocupada.
Tudo bem amor, fique tranquilo. Shara gosta da ideia, ela acredita que ele dormindo não estará fazendo nada de errado.
Indo para o quarto, Gardenzio toma a droga e deita-se... em alguns minutos adormece e acorda sem seu corpo, que permanece deitado e com todas as funções básicas da vida funcionando normalmente. É hora de explorar a ilha Paradise como um fantasminha.
De todas as diferentes coisas que Gardenzio pode fazer ele escolhe entender melhor sua caçula, que busca aquele romance incestuoso. Para saber mais sobre isso durante aquele finalzinho de manhã o melhor lugar era estar no colégio que ela estuda e ele decidiu ir a pé, ou melhor, só com o espírito.
Chegando ao colégio, o homem entra sem nenhuma dificuldade, por razões óbvias, e vê um monte de estudantes ao ar livre, isso porque está no horário da pausa do almoço. Demora alguns minutos até que ele encontre sua filha.
Gardenzio percebe que Scarlett está conversando com outra aluna e se aproxima para ouvir o conteúdo daquela conversa. E era exatamente o que ele temia:
Eu só quero que esse romance com meu pai dê certo, sabe? E até suspira.
A amiga passou a partilhar outras experiências dela e Gardenzio achou melhor sair dali. Como ainda tinha muito tempo para explorar o lugar até que alcancesse a hora de acordar, o homem ficou caminhando pensativo enquanto ouvia algumas conversas aleatórias:
Eu queria criar um pinguim. Dizia uma aluna de cabelos e olhos azuis da idade da sua caçula.
Alguns meninos da escola me acham uma deusa, inventaram até o apelido de uma deusa grega: Atena. Disse uma outra jovem de cabelos longos e roxos que aparentava um pouco mais de idade.
Nesse colégio não havia homens, é um colégio que só aceita meninas e por isso mesmo que Gardenzio matriculou Scarlett lá. Ao relembrar isso ele se deu conta que não quer que ela se envolva com nenhum outro homem. Talvez devesse mesmo dar uma chance para essa loucura.
O homem voltou para sua casa e para seu corpo. E acordou. Não estava tão confuso como da última vez, talvez por não ter entrado no corpo de ninguém ou quem sabe já estava se acostumando. Seja como for ele fez amor com sua amada esposa para, depois de descansar, ir buscar sua filha.
E, aceitando de vez o relacionamento incestuoso era hora de viver essa loucura.
Continua...
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