Manhã de quarta. A rotina vai seguindo normalmente e os corações de dois membros daquela família batiam forte, afinal um encontro estava marcado, mas na hora do café da manhã houve um fato novo:
Bem, agora podemos mudar um pouco a rotina. Soffie e Systinne podem ir de carro à Universidade, uma dirige na ida e a outra na volta. Eu e o pai de vocês ficaremos levando Scarlett ao colégio como normalmente fazemos. Comentou Shara, que já tinha pensado em tudo logo que o Mazda foi estacionado na mansão.
As duas filhas mais velhas comemoraram e começaram a discutir entre si quem iria dirigir primeiro o carro novo. Gardenzio mantia-se pensativo. Não queria ter que encarar sua filha e dizer que não poderiam conversar sobre aquele assunto. Já seria a segunda promessa quebrada em poucos dias, até para um canalha isso é muito. Não ia ter outra alternativa... ou melhor...
Exclusivamente hoje eu quero trocar contigo, pode ser? Eu vou levá-la e você buscá-la. Shara fez um pedido inesperado para o homem.
Claro, claro, sem problemas, não é, filha? Na verdade até prefiro dirigir durante a noite. Gardenzio utilizou aquilo para se livrar do encontro matinal com sua filha.
Tudo bem... Scarlett fala com alguma decepção.
É só porque quero ir ao shopping fazer umas compras essa noite, depois volta tudo ao normal. Shara justifica-se.
E, como um roteiro de novela, Gardenzio escapa de conversar sobre incesto com sua caçula. Ele sente que, se essa conversa acontecer, fatalmente irá se envolver nesse romance proibido com Scarlett.
Todos saem e o dono da casa fica sozinho e pensativo... resolve mandar uma mensagem para seu amigo médico:Trent, preciso sair dessa... só o racha não está resolvendo.
Alguns minutos depois e uma mensagem chega, para alegria de Gardenzio: Eu só vou ao hospital durante a tarde, mas podemos nos encontrar agora. Estou fazendo uma caminhada na praia de nudismo.
Era desgostoso ter que conversar nu, contudo era a melhor chance que havia de evitar o incesto. Um pouco antes de Gardenzio sair sua esposa chegou e ele avisou que ia encontrar um velho amigo e assim fez.
Chegando à praia de nudismo, Gardenzio deixou suas roupas no seu Mercury Monterrey e foi caminhando para onde havia pessoas. Uma delas era mesmo Trent, como esperado, contudo o médico já estava com suas roupas brancas e estava acompanhado de uma mulher, que estava nua. Ele se despediu da mulher e veio andando na direção de Gardenzio. Os dois se cumprimentaram e começaram a conversar na direção do carro do paciente.
Namorada? Gardenzio pergunta pela moça.
Não, só uma amiga. O nome dela é Nikita. Trent falou da loira e completou: Infelizmente tenho que deixá-la aí, surgiu um plantão e o negão aqui precisa trabalhar. Concluiu com tristeza.
Pois é, cara. Eu fui no racha, só que minha filha ainda quer... você sabe... Chegando no seu carro o homem fala.
Eu tenho mais algumas ideias de adrenalina, mas antes se veste aí, né, garanhão. O médico estava incomodado com a situação.
Gardenzio se vestiu e então Trent disse:
Aproveita e me leva no hospital. E já foi entrando no lado do carona.
Levo, mas diz o que eu posso fazer. O prazo está acabando. O motorista, já vestido, liga o carro e pergunta.
O médico respira fundo e então fala:
Você pode conseguir adrenalina de outras formas... uma delas é pegar o metrô de estilo japonês e tentar um sexo em público, mas eu tenho algo que você pode tomar... é um remédio. Comentando sobre uma prática pervertida ao final ele dá uma saída.
Um remédio! É a minha última saída. Gardenzio conclui com entusiasmo.
Os dois vão até o hospital e, na sala do médico, o doutor entrega uma cápsula com vários comprimidos:
Basta tomar um... tome e deite. É um alucinógeno. Não vou te dar mais dicas, só vai fundo e faça o que quiser. Trent encerra dando um tapinha nas costas do amigo.
Gardenzio guarda a cápsula e volta para o carro. Decide tomar após o almoço e vai para casa. No começo da tarde ele faz o que foi passado pelo amigo, toma o comprimido e deita-se.
Alguns minutos e ele abre os olhos e fica de pé. Gardenzio perdeu um pouco da noção de tempo. Resolveu olhar para trás e tomou um susto que o deixou embasbacado: Ele estava se vendo! Estava vendo seu corpo deitado na cama. Virou o rosto para o espelho do quarto e não conseguia se ver, via apenas seu corpo deitado.
Puta que o pariu, Trent. EU MORRI! Ele grita.
Gardenzio coloca as duas mãos na cabeça e senta-se ao seu lado, por mais estranho que pareça, e começa a chorar. Shara entra no quarto e comenta.
Dormindo bem, meu amor. Volto logo pra te chamar. A esposa beija o rosto do corpo.
Gardenzio percebe que pode não estar morto e para o choro. Volta até seu corpo e percebe que está respirando normalmente.
Ô, porra. Eu não morri. Que doidera esse remédio. Ele fala sozinho, sabendo que não será ouvido.
Conseguindo brincar de fantasminha, Gardenzio fica passando por dentro do corpo de sua mulher e fica também tentando interagir com objetos da casa, mas passa direto de tudo, está sem física nenhuma.
Lembrando-se que Trent disse que ele poderia fazer o que quisesse, resolveu ir até a casa do seu melhor amigo, Hans. Rapidamente chegou no seu vizinho. Ele estava na sala, assistindo um filme que mostra lutas de boxe e sua namorada, Emmy, estava na cozinha preparando algo para comer.
De repente algo estranho aconteceu. Gardenzio sentiu sua alma como que adentrando o corpo de Hans... alguns segundos depois ele percebeu que foi como se estivesse trocado de lugar com o amigo! A primeira coisa que fez foi ir até o banheiro da casa e, se olhando no espelho, viu realmente que agora era como se não fosse mais Gardenzio e sim Hans!
Continua...
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Comments
Nilton prof
A reação foi ótima. Eu morri? kkk
2023-10-02
3
Conceição Freire
começou a besterada kkkkk nada haver
mais eu gostaria que ele fudesse essa menina, e depois a autora se vira para provar que a garota não é filha dele
2023-09-21
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