Pagamentos concluído e puta deixada novamente na rua, Gardenzio voltou a acelerar seu Mercury Monterrey para chegar em casa o mais rápido possível. Chegou 2:44. O barulho do veículo não acordou suas filhas, porém a esposa acordou e foi logo olhando o horário. Já até coçava a cabeça, como que sentindo o que aconteceu.
Gardenzio chega no quarto do casal. O abajur estava aceso iluminando parte do cômodo, porém deixando metade do rosto de Shara na penumbra. O homem disse:
Desculpa. Sentia culpa, mesmo com aquele passado criminoso ainda há alguma moralidade em sua pessoa.
Tá... quer conversar? Amando-o incondicionalmente a esposa tem uma rara atitude positiva.
Não... quero só que me perdoe. Gardenzio é sincero.
Cuidado para não se destruir... Shara deu uma resposta que foi muito mais efetiva que causar uma briga ou uma confusão.
Gardenzio já havia se limpado fisicamente no motel, então só colocou uma roupa mais confortável e foi dormir sem ousar mexer ou falar com Shara, que virou-se no sentido contrário. Demorou alguns minutos para que ambos adormecessem.
Para Gardenzio foi como piscar. Foi dormir três da manhã e ficou apenas com quatro horas de sono. E pior foi a forma que foi acordado:
Pai! Antes não seria nada demais, mas depois que sua filha mais nova propôs um romance essa palavra transformou-se em assombração.
O homem acordou, contudo quem o chamava era a filha mais velha, Soffie, que continuou a falar:
Precisa acordar para levar Scarlett para o colégio. Mamãe irá nos levar para a Universidade. Era segunda-feira e essa era a rotina: Shara, dirigindo o Mercury Monterrey, levaria Soffie e Systinne para a universidade local e Gardenzio, dirigindo o carro da esposa, levaria a caçula para o colégio. A ideia de trocar de veículos durante a rotina semanal foi de Shara, para investigar o carro do marido e isso só é possível porque o Chevrolet Corvette vermelho de 1974 não possui banco traseiro.
Aquela era uma manhã especial para Scarlett. Finalmente a prometida segunda-feira havia chegado e quase não se conteve de excitação em pensar nas possibilidades de viver aquela luxúria erótica. A jovem arrumou-se com o uniforme escolar típico e sentou-se a mesa para se servir do café da manhã. O restante da família já estava presente, com exceção do patriarca que chegava ainda sonolento.
Nem te vi chegando, pai... Systinne dá uma leve bronca no coroa.
Ultimamente estou meio desligado, peço desculpa a todas. Com aquela voz rouca ele fala.
Está sempre perdoado, papai. Scarlett demonstra compaixão, escondendo a recente paixão erótica.
Vamos comer. Shara pede, queria tirar o foco das atenções do marido.
Após o café da manhã e de terminarem de se arrumar era chegado a hora daquela família sair. O primeiro a entrar nas ruas foi o Mercury Monterrey, com Shara, Soffie e Systinne e logo depois foi a vez do Chevy Corvette, com Gardenzio e Scarlett, onde uma conversa pendente já foi se iniciando.
Hoje é segunda... Scarlett meio que cobrou uma atitude do pai.
Sim, filha... aquele assunto, né? Gardenzio falou e respirou fundo.
No fim das contas viver intensamente como fez ontem não impediu que esse momento chegasse. A jovenzinha ainda queria o envolvimento incestuoso e o homem ainda tem aquela moralidade que diz que não deve se envolver com um laço sanguíneo. Temendo uma conversa mais demorada, o motorista estacionou o carro por trás do colégio, onde fica a entrada dos funcionários do colégio, para que outros alunos não flagrassem aquela conversa. Antes de iniciar o tema, no entanto, um rosto familiar chamou a atenção de Gardenzio:
Filha, quem é aquela mulher de cabelo curto? ele lembrou-se da garota de programa de vestido vermelho, mesmo que agora ela estivesse com outra roupa, uma saia preta, uma camisa manga longa cinza com uma jaqueta de couro, todavia aquela bota preta era igual a da g.p. do dia anterior.
É a professora de Artes, Phillipa. Pai, vamos falar do que interessa. Scarlett revela a identidade da mulher, porém está focada em seu assunto particular.
Gardenzio deu um sorriso irônico ao perceber que a professora de artes é garota de programa nas horas vagas, mas voltou-se para sua filha e ficou com expressão séria necessária.
Não devemos, porque somos pai e filha. Desculpe. Ele tentou encerrar a conversa de forma rápida.
Isso não é justificativa, melhor dizer logo que não sente atração por mim. Responde a garota sem esconder que está chateada.
Você é louca, claro que... Gardenzio quase admitiu que sua filha é linda e gostosa, contudo aquilo lhe daria problemas, então completou: Se eu fosse um estudante da sua turma e tal eu com certeza iria querer ser seu namorado. Falou dessa forma para não magoar a caçula.
Pai, só tire o meu cabaço. Só sexo, como faz com essas mulheres por aí. Scarlett revela que sabe do que seu pai fez.
Antes que Gardenzio pudesse falar alguma coisa o sinal da escola soou, aquele foi os dois segundos que ele precisava para digerir aquela situação e então disse:
Essa conversa precisa ficar para outro dia. Queria mais tempo para pensar no que dizer.
Prometeu hoje em, mas eu sou uma boa garota. Amanhã aqui mesmo, sem falta. A jovem disse e abriu a porta do veículo para ir estudar.
Que situação tensa para ambos. Scarlett foi para a sala de aula com a sensação que deu um passo a mais para sua vitória e Gardenzio não consegue ver uma saída.
Sem muito o que fazer, o homem voltou para casa. Shara já havia chegado. Ele lembrou-se do que sua filha disse e sabe que Scarlett jamais saberia da traição por conta própria. Certamente foi a esposa quem contou. A conversa da madrugada precisava acontecer agora. O casal foi para o quarto e o homem disse:
Tem razão, amor, precisamos conversar. Sua ideia inicial era confrontar a fofoca da traição, porém ao lembrar de todas as atitudes de sua mulher, de como ela era inteligente e compreensiva, pensou que poderia falar sobre a ideia da filha. Seria arriscado demais para ambos e ficou refletindo se deveria falar ou não.
Continua...
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