" O DA CATATUMBA ..."
Conta o "causo" , que Seu Agenor todo final de tarde , ia tomar sua pinga no boteco em frente ao cemitério...
Era um larguinho na cidade, onde havia um pequeno comércio funcionante.
Tinha o Armazém do Seu Antônio, daqueles que antigamente se anotava as compras nas "cadernetas" dos clientes para pagarem no final do mês, tinha o açougue, e uma pequena floricultura quase em frente ao cemitério...entre outros, o tal boteco.
Tinha tb a escola Municipal onde depois do horário da saída , alguns moleques permaneciam jogando bola na quadra com seus uniformes encardidos.
Saíam de lá a noitinha...
Passavam correndo em frente ao cemitério ao voltarem p suas casas e Seu Agenor tomando suas talagadas , gritava já de porre acenando e apontando p dentro do cemitério colocando medo nas crianças:
"VC AÍ DA CATATUMBA!!!!! LEVANTA DAÍ E PEGA ESSAS CRIANÇAS PRA FAZER SOPA DE OSSO!!"
Os meninos riam , corriam e gritavam ...
Todos os dias de aula , seu Agenor repetia aquilo.
Repetia aquela fala e caía na gargalhada ...
" Para de brincar com isso homi! O cemitério tem dono!"
Diziam seus colegas cachaceiros e o dono do boteco...
Seu Agenor ria e falava q " O DA CATATUMBA " vinha pegar eles tb se não calassem as matracas.
Assim passavam-se os rotineiros finais de tarde.
Naquela segunda feira , seu Agenor , às 18:00h, vendo a criançada correr, levantou cambaleando e com o copo de cachaça na mão, gritou apontando o dedo para dentro do cemitério :
" VC AÍ DA CATATUMBA!!!!! LEVANTA DAÍ E PEGA ESSAS CRIANÇAS PRA FAZER SOPA DE OSSO!!"
Mal Seu Agenor terminou de falar, derrubou o copo de cachaça q se espatifou no chão e ficou estático , com os olhos esbugalhados , olhando para o portão do cemitério...
Branco feito cera !
Demorou alguns minutos para voltar a si, e qndo voltou , estava curado do porre!
Os amigos de cachaça perguntavam o que tinha havido...
Ele respondeu muito sério e gaguejando, suando em bicas, que viu no portão do cemitério uma caveira em pé que foi crescendo , crescendo, crescendo e que apontou o dedo ossudo para ele e depois sumiu!
Alguns disseram que ele até se "mijou" ...
Daquele dia em diante, Seu Agenor nunca mais bebeu cachaça e/ou frequentou qualquer tipo de bar.
Preferia dar uma volta enorme para ir para sua casa , a ter passar em frente ao cemitério...
Relato verídico, ocorrido com um conhecido numa cidade do interior de MG .
(Por Sílvia Restani)
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Atualizado até capítulo 137
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