19 UMA NOVA JORNADA
Chegando no hospital foram ver as filhas.
Depois de um tempo ali foram ver o bebe.
-Dona Inês pra onde a senhora vai? Disse Nique ao vê-la com o bebe e bolsas a ajudaram.
-Pra casa.
-Tua filha se recuperou?
-Quem me dera.
-Então por que vai?
-Além das despesas daqui.
-Já disse que eu pago.
-Eu sei e agradeço muito ao senhor, mais tem outra criança em casa pra cuidar.
-A senhora tem filho pequeno.
-Eu? Uma velha dessa? Claro que não, é da minha filha.
-Dessa que esta aqui?
-Isso mesmo ela já tem uma menina de 4 anos, minha filha não tem jeito se diverte sem se cuidar ai dar nisso, os vizinhos brigam por que cuido das crianças, mais não posso coloca-la pra fora.
-Claro que não, me dar ele será que quer mamar?
-Deve querer ia fazer algo pra ele quando chegasse em casa.
-Tem quem leve a senhora?
-Não vou de ônibus, como pode ser que esteja desempregada não posso me dar ao luxo de chamar taxi, cobraram um absurdo pra nos trazer.
-Eu levo a senhora, enquanto isso você o amamenta não é amor.
-Claro.
-Não precisa, já fizeram demais.
-Será um prazer. Disse pegando as bolsas das mãos da senhora.
-Eu moro longe moço vocês vão se arrepender.
-Entra dona Inês. Disse Gil ao abrir a porta do carro.
-E a outra criança ficou com quem?
-De dia na creche que é perto de noite uma vizinha cuida dela.
Chegando lá era uma casa bem humilde.
-Vovó. Disse a menina correndo pros braços da senhora.
-Que menina linda! Disse Gil pegando a garotinha nos braços.
-Cadê mamãe.
-Ficou no hospital querida mais logo ela volta.
-Que marquinha é essa? Disse Gil ao ver um roxo na menina.
-Ela caiu. Disse a vizinha.
-Quem são Inês. DISSE A VIZINHA
-Dois anjos da guarda que conheci no hospital.
-Estranho queda não faz isso. Disse Nique olhando.
-Eu vou indo melhoras pra tua filha. Disse a vizinha.
-Alguém te machucou princesa?
-Ela é muito danada e Sonia não tem muita paciência.
-Então foi ela quem bateu na menina? Disse Nique
-E a senhora sabe disso. Disse Gil.
-Sei mais não posso fazer nada.
-Como não, então não deixa mais com ela.
-Vou deixar com quem moço? Como eu disse todos na vizinhança tem raiva por que cuido deles, só essa vizinha me ajuda.
-E isso é ajuda? Disse mostrando o roxo.
-Tinha que levar a mãe dela pro hospital e não dava pra levar ela, a gente faz o que pode moço.
Gil e Nique estavam revoltados.
-Evitamos ao máximo deixa-la lá, só fazemos isso em caso de doença, de precisão mesmo.
Gil acarinhava a pequena.
-Vovó tô com fome.
-A Nina vou ver o que tem pra fazer pra você, desculpa não oferecer nada é que não temos o que vocês estão acostumados.
-Relaxa não precisa se preocupar com a gente.
-Que bagunça, tenho tanta coisa pra arrumar.
-Se quiser podemos levar eles dois lá pra casa pra senhora cuidar de tudo tranquila.
-Imagina não daria esse trabalho.
-Trabalho nenhum ficar com esse fofinho alivia a saudade das nossas filhas.
-O bebe não é teu? Disse a menina.
-Não querida é o da mamãe.
Nique baixou pra ela ver.
-Não precisa ter medo a gente não vai roubar eles.
-Eu sei, não é por isso só não gosto de dar trabalho, mais se quiserem levar mesmo.
-Queremos sim, afinal como vai cuidar das coisas e do bebe.
-Estamos acostumadas a nos virar nos trinta, mais claro que sem eles será mais fácil por que além da casa tem um montão de roupas pra lavar.
-Aqui meu numero quando a senhora terminar liga que a gente trás eles.
-É que não tenho credito.
-Pode ligar a cobrar, tchau e pode ficar tranquila vamos cuidar bem deles.
-Vem gatinha. Disse dando a mão pra menina.
-Eu não vou quero ficar com a vovó.
-Não sabe o que esta perdendo la em casa tem um parquinho, com balanço, gangorra e escorregador. Disse Nique.
-E ai vem? disse Gil.
-Vou, tchau vovó. Beijou a senhora e saiu.
Chegando em casa os meninos logo quiseram brincar com a menina, foram mostrar o parquinho.
-Maicon você é mais velho cuida dela.
-Tudo bem mamãe.
-Quando vejo a situação dessas pessoas sinto uma vontade de ajudar, mais sei que mesmo que gastasse todo meu dinheiro não conseguiria acabar nem com metade da pobreza daqui.
-Penso do mesmo jeito, mais você tem razão, sempre vai ter alguém precisando.
O bebe passava de mão em mão mal ficou deitado.
Quando a senhora ligou antes de ir ele passou num mercado fez uma feira e levou pra ela.
-Não precisa é serio. Disse a senhora.
-Não precisa se ofender eu só quis ajudar.
-Vocês já fizeram demais por nós.
-Não fizemos nada, se precisar pode ligar.
-Agora vamos ver nossas princesas, aqui tirei um pouco de leite pra dar mais tarde pra ele.
-Muito obrigado.
Passaram a fazer assim iam no hospital de manha e de noite.
Na segunda ela insistiu pra ele ir trabalhar.
-Não tenho cabeça pro trabalho. Disse ele.
-Vai amor sei que quando elas estiverem em casa não vai sair daqui, além do mais saímos de supetão esta tudo parado na empresa, podemos ter problemas.
-Se tiver que voltar a se empregado não me importo.
-Há pensa que é fácil sustentar 4? Se falar que se não tivesse dinheiro não poderia ajudar as pessoas, nem bancar uma clinica boa pras nossas filhas.
-Mais eu estava pensando em ir pegar o bebe pra dona Inês ir trabalhar.
-Boa ideia, pega ele trás pra cá que cuido e vai trabalhar.
-Esta bem eu vou.
Assim ele fez.
Um tempo depois a senhora ligou.
-O que foi dona Inês?
-Eu liguei pra saber teu endereço pra pegar o bebe.
-Mais e o trabalho da senhora.
-Fui demitida.
-Não pode ser, foi caso de doença.
-Mais como não foi comigo não vale.
-Que povo sem consciência.
-É mais o que posso fazer, só me resta cuidar dos meus netos.
-Qual a função da senhora nessa empresa?
-Serviços gerais.
-Façamos assim na hora do almoço eu levo o bebe.
-Imagina estou sem fazer nada posso pega-los.
-O bebe é um acalento pra minha esposa, faz com que ela se preocupe menos com as gêmeas, sem falar que nossa casa é longe irá gastar muito.
-Então se o senhor preferi assim tudo bem.
Chegando em casa ele brincou com o bebe depois foram deixa-lo.
-Muito obrigado.
-Nós que agradecemos.
-Aproveitei esse tempo que estava com ele pra procurar emprego.
-Arrumou algum?
-Não, mais amanhã vou de novo.
-Não precisa.
-Claro que precisa como vou me manter?
-Aqui, a senhora já tem um emprego. Disse Gil entregando um cartão.
-O que é isso?
-O cartão da minha empresa, vai trabalhar comigo.
-Que bom amor! Disse Nique abraçando ele.
-Como assim? Em que?
-Na mesma função da outra empresa, vai amanhã cedo que já estão informados, ou melhor amanhã venho pegar a senhora pra se familiarizar com o caminho.
-Muito obrigado seu Giovane só Deus pode recompensar o senhor.
-Já me recompensou. Disse abraçando Nique.
-Pode deixar amanhã estarei no jeito, levo Nina pra escola e deixo o bebe com.
-Não vai dizer com a vizinha dona Inês?
-Mais não tem outra pessoa.
-Tem sim, dentro da empresa tem uma creche. Disse Nique.
-Nunca pegamos bebes tão pequenos afinal tinha o tempo da licença maternidade mais abrimos uma exceção.
-Verdade? Quer dizer que posso levar eles?
-Mais eu quero cuidar do bebe um pouquinho, não fico o dia por que vou ver as meninas no hospital.
-Imagina dona Monique pode ficar com ele o quanto quiser.
-É que além de gostar muito dele amamenta-lo ajuda pra que meu leite não seque.
-Até amanhã dona Inês. Disse Gil saindo depois de beijar o bebe e a menina.
No caminho ele disse.
-Não entendo como essas pessoas moram na favela.
-Por que não tem outra opção.
-Tem razão amor.
-Que orgulho do meu marido. Disse ela encostando a cabeça no ombro dele.
-Por que?
-Por ajudar dona Inês, nessas horas é bom ter condições pra ajudar os outros.
-Vamos ver nossas princesas?
-Claro.
Chegando no hospital ficaram babando.
-É engano meu ou elas parecem maiores?
-Estão maiores meu amor faz quase uma semana que nasceram.
-Só pra mim faz uma eternidade que estou sem elas.
-É assim mesmo precisamos ter paciência logo estaremos com elas nos braços.
-Conto os dias pra isso acontecer.
Voltaram pra casa e no dia seguinte a senhora ficou surpresa ao ver a creche.
-Não se preocupa já falei com as cuidadoras, e meus filhos quiseram vim só pra cuidar do bebe.
-Cadê eles?
-Estão na escola mais depois a tia deles vai trazê-los.
-Mais uma vez muito o brigado.
Dias depois ao ir ver as gêmeas a doutora disse.
-Hoje vai pegar elas nos braços.
-Não acredito! É serio doutora.
-Vai poder amamenta-las, vamos ver se elas conseguem.
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Atualizado até capítulo 21
Comments
Luisa Nascimento
Que felicidade pegar as filhas nos braços. amamenta-las.
2025-03-16
0
Luisa Nascimento
Geovane para você tiro meu chapéu.👒 👒
2025-03-16
0
ARMINDA
MARAVILHOSO GIL AJUDAR DONA INÊS.
2024-07-05
3